A circular de Julio Favre Explicam
se tão claramente pela lógica inexorável dos factos os últimos acontecimentos de Paris que é inútil insidir mais detida mente Acerca da sua significação e dos seus resultados. A liberdade, por tanto tempo comprimida, cessou de existir, porque era invencível. A França é de novo a França. Respira com confiança e sente que se reergue. O governo da defeza nacional é um governo de guerra, e tem por missão continuar a lucta até que se obtenha uma paz honrosa. A circular de Julio Favre, ministro dos negócios estrangeiros, dirigida aos representantes da França no estrangeiro, está redigida nestes termos: «Paris, 7 de setembro de 1870. Sr. ministro. — Depois das tristes noticias que vos annunciavam a capitulação de Sedan, e a prisão do imperador, a cidade de Paris, reunida espontaneamente, proclamou a Republica. Os representantes do povo tomaram posse do poder em nome da defeza nacional. Nós não aceitamos o poder com differentes propositos, nem o conservaremos se não virmos a população de Paris e a França inteira decididas a aceitar as nossas resoluções. Compendial-as-hei em uma unica phrase: deante de Deus que nos ouve e da posteridade que nos hade julgar, declaramos que a nossa aspiração é a paz, mas se continuar a guerra funesta que condemnamos, cumpriremos o nosso dever até o fim. Tenho a mais intima confiança em que hade triumpher a nossa causa, que é a do direito e da justiça. Encarrego o sr. ministro de explicar neste sentido a situação ao governo junto da qual estais acreditado e ao qual deixareis copia deste documento. Paris, 7 de setembro, de 1870. Favre.»