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Artigo

Destruição da columna Vendome

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Interpretacção incerta

Um cidadão que subio ao cimo da columna agita uma bandeira tricolor, a qual é presa á estatua para cahir juntamente com ella. A banda do 190.º batalhão executa a Marselheza, e depois o Chant du depart. Alguns membros da commúna apparecem nas janellas do ministerio da justiça. Logo depois ouvem-se toques de clarim; os operarios descem dos andaimes e a guarda nacional manda affastar o povo. Começam as manobras do cabrestante; o publico olha ancioso, e os receios crescem a cada momento. O primeiro tambor do cabrestante quebra e é preciso ir buscar outro, o que consome mais de duas horas. Ás quatro horas da tarde içam-se novas cordas e ás 5 horas e um quarto os cabrestantes começam de novo a funccionar. A columna estremeceu. Segue-se um silencio de terror... Momentos depois aquella massa de bronze e granito cae sobre o leito que lhe tinham preparado. Ouve-se um ruido surdo, e levanta-se uma nuvem de poeira. A guarda nacional grita: que é o que resta d'ella! Um sargento sobe a esse montão de pedras e quer pronunciar um discurso, mas o povo interrompe-o pois quer ouvir Bergeret, que subio a um pedaço da columna. As bandas marciaes tocam a Marselheza e o Canto dos girondinos. As tropas que guarnecem a praça teem de ceder aos embates da multidão, e mais de 20:000 pessoas se precipitam sobre os restos do monumento, e cada um se apodera de um pedaço de bronze, pedra ou ferro. A queda do monumento não causou desgraça alguma como se temia; houve apenas um forte abalo nos predios convisinhos e grande terror na multidão. O derribamento da columna Vendome fora justo por 53:000 francos.