O julgamento dos communaes em Versailles
O chefe do poder executivo recebeu no dia 20 do corrente um relatorio parcial sobre os inquéritos feitos depois da insurreição. Esse relatorio foi approvado. A primeira sessão do tribunal será consagrada aos réus: Arnuld, membro do comité central e da communa; Assy, idem; Victor Clement, membro da communa; Billioray, membro do comité e da communa; Champy, membro da communa; Courbet, Deschamps, Ferral, Feiré, Paschal Grousset, Jourde, Charles Lullier, Rastoul, Ulysse Parent, Verdure, Urbin, Trinquet e Régére, membros da communa. Entre os documentos curiosos, que estão nas mãos dos magistrados, figura um projecto de conquista da Europa, devido á penna de Charles Lullier, o ex-almirante communal. Lullier desembarca... imagina desembarcar em Plymouth, e toma logo em seguida os arredores de Londres, etc., etc.; depois passa immediatamente a S. Petersburgo. No caminho dirige uma allocução ás damas de Varsóvia, depois de ter feito um discurso fúnebre a um dos generaes que, por hypothese, foi morto no assalto de Londres. O texto da allocução e da oração fúnebre teem pedaços mais comicos do que patheticos; «Morreste, exclama Lullier, dirigindo-se ao morto hypothetico, morreste em todo o esplendor da mocidade e da belleza!» Ha outros muitos documentos curiosissimos. O processo é um só, para todos os 18 réus acima citados, e deitaria um volume, in folio, de 200 paginas. Os autos e mais documentos compõem-se de muitas resmas de papel e impressos encheriam uma bibliotheca.