Lyão
Diz a Patrioter recebido cartas de Lyão nas quaes se assegura que chegam diariamente áquella cidade partidas de voluntarios procedentes dos departamentos, e que acodem a engrossar as fileiras da guarda nacional. Deve-se este alistamento a ter-se espalhado por aquelles districtos que cada homem recebe 1 franco e 50 centessimos por dia. Não sabe a Patrie se isto é ou não certo; mas diz constar-lhe que o general Bourbaki tomou as necessarias providencias para interceptar os caminhos e obrigar estes voluntarios a voltar para suas casas. Escrevem ainda de Lyão que o comitê central da guarda nacional exerce n’aquella cidade um poder quasi absoluto, e afirma, além d’isto o Paris Journal que os membros da Internacional que se acham actualmente n’aquella cidade ascendem ao formidavel numero de 40 mil, por haverem preferido para refugiar-se muitos de communistas de Paris uma terra onde ainda ondeia a bandeira vermelha. No dia 21 celebraram ali os delegados da guarda nacional uma reunião em que resolveram oppôr-se á dissolução. Não resta duvida de que, com excepção d’algumas cidades vermelhas, como Lyão, Marselha e Tolosa, a França em peso acclamarà, como reforma urgente e indispensavel, a suppressão da guarda nacional.