Para a historia de communa
Mr. Theisz, antigo membro da communa escreveu a seguinte carta a um jornal francez: Londres, 11 de setembro de 1871.—Sr. redactor.—Terminado o processo dos meus collegas da communa, creio dever responder ás differentes asserções que correram a meu respeito. Depois da nossa derrota, alguns jornaes affirmaram que eu recebera do governo um salvo-conducto para o estrangeiro. Opponho-lhes o mais formal desmentido. Não recebi tal passaporte, e só com o auxilio de amigos dedicados pude deixar Paris a 29 de julho, e vir para Londres, onde procurando os meios de viver honrosamente continuei na minha profissão de cinzelador. Director do correio sob a communa cumpri conscienciosamente o meu mandato, e se no seio do commercio prestei o meu apoio ás camaras syndicaes nunca tive parte nas tentativas de conciliação, porque estava convencido que na luta do povo contra os homens de má fé que o exploram não ha reconciliação, senão pelo triumpho. Membro da communa fiz parte da minoria porque a conducta da maioria era contraria aos seus princípios anti-autoritarios; mas qualquer que fosse a minha opinião sobre o valor desses homens, fui fiel á communa, e ás idéas federalistas e socialistas, que ella tinha por missão representar e realisar. Ainda que inimigo da guerra, e muito mais da guerra civil tomei parte na luta até ao ultimo dia; estava ao pé de Vermorel, quando elle foi ferido nas barricadas.