Louvamos
No outro dia um almocreve do Algarve esteve horas esquecidas com uma carga de peixe á porta da pescadaria e ainda la estaria se não apparecesse o vereador do pelouro do mercado, o sr. Sant’Anna. É o caso que os vendedores de peixe, teem combinado não admittir na pescadaria a vender, senão os que estão filiados na companhia e como o codigo de 1839 prohibe a venda de peixe fora d’aquelle local resolveram por tanto não abrir a porta da pescadaria senão quando estejam todos reunidos; disto resulta querer vender pessoa estranha, e não poder porque se um da companhia não apparece a porta conserva-se fechada! No outro dia porem o sr. vereador Sant’Anna deu pelo conluio e exigio ao sr. Caetano Valente d’Almeida a chave da pescadaria e mandou abrir a porta installando n’um dos compartimentos o algarvio a que alludimos. Fez bem, muito bem. A companhia estranhou o caso e era para isso porque entende que a pescadaria é sua e só sua e a camara nada tem com ella.