Madrid, 6 de abril ás 12 horas e 55 minutos da manhã—Durante o dia de hoje tem continuado o fogo das baterias do norte para onde partiu o general Concha com alguns reforços. A morte d’Ollo e dos chefes que o acompanhavam conta-se do seguinte modo: Na manhã do dia 28 estavam á porta da casa chamada do cura, a dois kilometros á esquerda da egreja de S. Pedro, Elio, Dorregaray, Lizarraga, Ollo, Radica, o auditor de guerra, dois coronéis, os ajudantes dos generaes e mais algumas pessoas, que prefaziam o numero de trinta. Nascido o sol, o Elio que é doente dos olhos, convidou Dorregaray e Lizarraga a retirarem-se do lugar onde estavam, porque o incommodavam os raios do sol, e com effeito seguiram todos por um valle coberto de sombra. Momentos depois, da bateria do 3.º montado, que é commandada pelos srs. Alberico e Michel que está em las Carreras, disparava-se uma granada contra o grupo, que tinha sido avistado pelos nossos vigilantes artilheiros, e com tanto acerto que caiu no meio do grupo. Ollo perdeu uma perna, e a espoleta cravou-se-lhe no peito, matando-o instantaneamente. Um dos coronéis tambem morreu logo ali. O auditor ficou com o peito dilacerado, e succumbiu seis horas depois. Um caco da granada levou parte da coxa esquerda a Radica, a quem se fez logo um curativo, sendo transportado depois para o hospital de Santurce. Diz-se que n’este acto o ferido exclamára: «O artilheiro que disparou esta granada merece bem uma condecoração!»
Artigo
Acidentes e sinistrosExércitoReligiãoSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaBeneficênciaCondecoracçõesFalecimentosHospitaisIncêndiosMovimentos de tropasQuedas