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Odemira

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Lisboa · Odemira · Porto · Portugal Interpretacção incerta

Appareceu hontem no rio, junto a esta villa, o cadaver d’um marinheiro do hyate Aurora odemirense, surto n’este porto, por nome Francisco Ferreira Balreira, casado em Lisboa, e natural de Ovar. Suppõe-se que o infeliz marinheiro, turvado pelo vinho, se affogára na noute de domingo para segunda feira, na occasião em que ia demandar o barco, que se achava ancorado na margem opposta a esta villa, por se encontrar o cadaver completamente nú, julgando-se que se despira para passar o rio a vau. Hontem de tarde, s. ex.ª o sr. doutor juiz de direito, acompanhado do digno agente do ministerio publico, d’um escrivão e official, bem como do distincto facultativo, o sr. doutor Abel da Silva Ribeiro, fizeram exame e corpo de delicto ao cadaver e competente autopsia.