Voltar ao arquivo
Artigo

ALJUSTREL

Economia e comércioExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoSociedade e vida quotidianaBeneficênciaGoverno civilImpostos e finançasLicençasLicençasNomeaçõesObras municipais
Aljustrel · Beja · Portugal Governo Civil

13 de setembro. Os nossos leitores devem nos ter accusado por falta de palavra, isto é por termos promettido começar no numero antecedente o libello accusatorio contra os pagodeiros e não o termos feito. A razão é esta. Em 17 de agosto ultimo requereram-se á camara duas certidões, sendo uma sobre os melhoramentos feitos nas quatro freguezias do concelho desde 1865 até hoje e as quantias gastas n'elles. Como se vê a certidão é simplissima, mas só em 24 o sabio Severino Camacho se dignou dizer no despacho a passe do que constar e em 25 foram ambos os requerimentos entregues e até hoje ainda não houve tempo de se passarem as certidões pedidas!! Vejamos os motivos que ha para assim se proceda. Em seguida á entrega dos requerimentos ao homem Rasquinho saiu este para Beja, e ainda hoje se acha sem licença da camara segundo é de presumir. Mas porque foi elle para Beja? Porque se tem elle escamado a passar as certidões? porque a verdade das accusações é por tal fórma palpavel que elle teve de se ir agarrar ao chinó de um compadre para que lhe ajudasse a sair de tão grandes embaraços. Nós temos informações de um individuo que tem perfeito conhecimento da administração municipal por estes assumptos correrem pela sua meza, de que a camara tem documentado a despeza que tem feito. E este cavalheiro que é um empregado zeloso, duvida segundo nos diz, do que a camara não tenha feito melhoramentos nas freguezias. E’ por isso que o embaraço é grande: se se passa a certidão dizendo que se não teem tido melhoramentos, lá estão as provas do contrario no governo civil para os poder recommendar ao digno delegado da comarca. Como elles hão de descalçar esta bota é que nós andamos por ver! Bem é pois que o povo se não illuda; a guerra está declarada, de um lado está a razão e a justiça, do outro a torpeza e a infamia; quem fôr por este lado é tão torpe e infame como elles. Escolham. Já os leitores veem a razão por que faltámos á nossa palavra; ainda que podiamos começar o libello com outros documentos que possuimos, o que desejamos é levá-lo por ordem. Desculpem mas não perdem nem o tal sr. Rasquinho para quem havemos de ser uma sombra tenebrosa de verdades. A mascara abaixo aos inimigos deste concelho, quer sejam funccionarios quer simples particulares; quem protege infamias é tão infame como quem as pratica.