Correspondencias—Aljustrel, 6 de novembro de 1877. Sr. redactor
Vou satisfazer ao pedido justo que ao ultimo n.º do seu jornal fez um anonymo d’esta villa, respondendo: 1.º Que quando tenho de ir á repartição de fazenda ou outra qualquer parte deixo as duas meias portas fechadas, mas sempre pessoa encarregada de vender as estampilhas e entregar a correspondencia etc. etc. Desconhece porem o auctor do pedido justo esta circumstancia talvez porque o serviço do correio se não creou para elle, a não ser para calumniar empregados! 2.º Que é completamente falso o dizer que a direcção a meu cargo está a toda a hora fechada, falsidade que eu hei-de desfazer com o testemunho honrado das pessoas d’esta villa. 3.º Que só deixa de ser remettida diariamente a correspondencia que é confiada a alguns que em logar de comprarem as estampilhas, compram outras cousas que os fazem miseraveis e nojentos. E’ a primeira vez que venho á imprensa e creia v. sr. redactor que o faço pelo muito respeito que me deve o meu ex.mo chefe e a opinião publica, não porque esta não veja na accusação que me é feita uma vingança infame, mas porque exigia a minha justificação aqui o outro logar para onde vou appellar, ao menos para ver o nome do miseravel que me accusa. Sou com estima e consideração. De v. etc. Antonio Joaquim Inglez.