Ao sr. commissario de policia
Estamos chegados ao tempo em que da noute se não pode passeiar junto aos muros da cidade; isto é, chegámos á epocha dos antigos tempos em que os agoureiros da vara de marmello e minhoca, prohibiam a todos que se approximassem dos rocios dizendo-lhes que se lhes não iam roubar as peças lh’as iam espantar. Ora como esses bellos tempos passaram, e o transito não pode ser vedado pelos enthusiastas dos bibes e trambolas, que acobertados com a solidão nocturna, praticam toda a qualidade de desacatos, pedimos providencias para que nos seja de noute facilitada pela circumvallação a passagem sem risco da nossa vida, pois não vae ainda muito longe a epocha em que um pobre homem indo ao rocio e approximando-se sem querer de uma vara armada, foi varado por uma bala. Noute alguma ha já em que se não vejam 4, 5 ou 6 magotes de malandros á espera, mas de que? De caça, dizem elles, mas Deus sabe qual é a qualidade de caça. Providencias pois.