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Lisboa · Portugal Correspondência

No Diario de noticias, e na secção que tem por titulo Assumptos do dia, lê-se o que se segue: «Prepara-se, effectivamente, uma sessão parlamentar agitada, em que hão de combater ardentemente tres partidos, um dos quaes se está individualisando agora, e que ahi deve diffundir a sua posição: o partido regenerador ou governamental, que tem por chefe o sr. Fontes; o partido progressista a que estão alliados os elementos do partido reformista, e que tem por chefe o sr. Braamcamp; e o partido constituinte cujo chefe é o sr. Dias Ferreira; este ultimo partido, que se determinou junto á urna, está procurando e recebendo adhesões, e ainda ante-hontem celebrou, segundo ouvimos, uma reunião de certa importancia, tratando da sua organisação e meios de combate.» Na correspondência de Lisboa para o Primeiro de janeiro, deparámos com os seguintes periodos: «Supponho tambem que se o governo persistir em ir á camara ou lhe derem tempo para isso, não se completará, ou se provêr a pasta da justiça só o fará em vesperas da abertura do parlamento... A epocha não é propria para recomposições; duvida-se que o governo possa sustentar-se até janeiro e é possivel que o sr. Fontes, para não cair no parlamento, com risco de o poder ir ás mãos do sr. Dias Ferreira, arranje uma dôr de dentes, antes de janeiro, e aconselhe ao chefe do estado que dê o governo ao sr. duque de Avila, que lhe pegaria com ambas as mãos.»