É de justiça
Acha-se vago o lugar de continuo da camara municipal, e no numero dos concorrentes conta-se o sr. Antonio Maria Proença. Este individuo serralheiro de profissão, acha-se desde o dia 9 de julho de 1833, quasi impossibilitado de exercer o seu officio, porque assistindo n’aquelle dia á luta que a liberdade travou com o despotismo nesta cidade, ficou todo inutilisado, e quasi morto o arrastaram para as cadeias publicas. Se este emprego fosse dado pelo governo ou pelas suas authoridades, não ousaríamos nós lembrar este martyr da liberdade porque bem sabíamos que primeiro que tudo e antes de tudo estavam os galopins eleitoraes, os afilhados e os insignificantes; mas como a nomeação é da camara municipal, é do povo, esperamos que a camara tomando em consideração as circumstancias que se dão neste seu conterrâneo, o nomeará para aquelle lugar, gratificando assim este defensor da liberdade, como em tempo o fez ao fallecido Pontes.