Odemira
O sr. Joaquim Augusto d’Oliveira, ha pouco nomeado professor para Milfontes, vem a campo pedindo-nos para que declaremos nosso humilde nome, a propósito d’uma sobra que, diz, lhe joga o noticiarista d’Odemira. Com todo o gosto e melhor vontade, satisfaremos o pedido do sr. Oliveira, mas primeiramente instamos para que nos diga o nome do individuo que escreveu o communicado que o sr. Oliveira dignamente perfilhou. Então, e só então, satisfaremos a curiosidade do sr. Oliveira, á ultima hora feito plagiario. Por Deus snr. Oliveira não invoque o nome dos srs. examinadores: elles bem sabem o que fizeram. Um sufficiente dá-se a muitos, mas ainda assim a poucos nas circumstancias do snr. Oliveira. Em o snr. Oliveira se não conhecer é que está o mal: valha-o Deus! Vá para Milfontes; faça por esquecer maguas; doutrine seus discípulos; eduque-os, e depois... depois nós fallaremos. Talvez que aprenda, e que findo o triennio, no segundo exame, não envergonhe tanto aquelles cavalheiros, que pelo snr. Oliveira se empenharam. Até lá, modere seu genio, seja docil, prudente, menos pretencioso, e sobre tudo, reconhecido ao grande favor que lhe fizeram. Diz-nos o nome de quem lhe ensinou a lição sim? O snr. Oliveira a bolar communicado! tem graça. Ora... a ignorância!...