Mudemos porém de assumpto. Recomeçaram os trabalhos parlamentares em França. O sr. Clemenceau, indicando as questões que haviam ficado pendentes, dirigiu uma verdadeira accusação ao governo e á maioria republicana da camara popular. A intenção do orador era hostil e apaixonada e manifestamente exagerada a sua linguagem, e não obstante causou impressão na opinião publica, que não vê realisadas todas as suas aspirações, embora o estado da França seja notavelmente melhor d’alguns mezes a esta parte. A opposição reclama especialmente a lei d’imprensa, a lei municipal, a de direito de reunião e associação, — que todas estão estreitamente ligadas ao organismo das instituições por que actualmente se rege a França. É provavel que n’este periodo legislativo pretendam interromper a marcha pacifica das camaras, as lamentações e protestos dos ultramontanos rebelados contra os decretos sobre congregações religiosas, e as declamações exageradas do radicalismo, que preferia aos decretos a separação completa da egreja e do estado e a annullação da concordata do governo com o Vaticano.
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