Villa Nova da Baronia
(Continuado do n.º antecedente.) Os srs. da junta dos repartidores, com os informadores, combinaram na primeira reunião, que seriam considerados eguaes os terrenos de Alvito e Villa Nova, e uns e outros com a producção de quatro sementes, os de primeira classe. Note-se pois, os terrenos de primeira classe em Villa Nova, alem de serem em pouca quantidade, estão muito aquem dos terrenos de Alvito; estou em affiançar que os de Villa Nova de primeira classe não podem competir com os de segunda de Alvito. Que terrenos tem Villa Nova que possam equiparar-se com os proximos á corrente da agua da fonte? Á Mareca, e com parte das terras das herdades de S. Bartholomeu e Annexas, Maria Dona, Pombal, e outras semelhantes? E comtudo agora vemos que os terrenos de Villa Nova, de primeira classe, ficavam com cinco sementes, e os de Alvito com quatro. Quem fez estas alterações?! Foi a teimosia do sr. Malta? Ou a ingenua infallibilidade do sr. Marques?!—Seria esta alteração motivada na insistencia do louvado, que tinha assistido aos primeiros serviços da matriz, e ao roteiro a esses valores, pelo qual motivo foi dispensado logo no primeiro dia que foi chamado para informar? O homem que presiste no seu logar, que sustenta a razão não serve, dispensa-se! Assim succedeu tambem ao sr. Antonio Lopes d’Alvito, sendo chamado pelo sr. Malta, para informar, sobre uma herdade, que extrema com o Gamito, e disse o que entendeu, emquanto o escutaram; mas o sr. Malta já não gostava das informações, pedia ao sr. administrador, o mandasse embora, ao que este se dignou responder—se o não queria ouvir para que o chamou? Se já não carece dos seus informes despeça-o. Bem haja a quem por tal forma procede—nunca as mãos lhe doam de soffrer indicios. Até mais tarde. Villa Nova [ilegível] de outubro. Um assignante.