Diz bem o Districto da Guarda: os que vilipendiaram tudo o que havia de honesto e digno n’este paiz, os que renegaram a liberdade com o mesmo desplante com que sacudiram da consciencia os preceitos da honra,—essa malta, essa sucia, essa cambada eil-a hoje perseguindo a imprensa e abrindo as prisões para suffocar os clamores que a indignação arranca áquelles a quem o cynismo ainda não ensinou como pela escada falsa do favoritismo se podem alcançar as prebendas rendosas! Chegou ao auge o impudor e mal irá ao paiz se quanto antes se não erguer, forte e altivo, para expulsar a golpes de azorrague a malta ignara que, alcançando o poder por meios inconstitucionaes, busca na parodia á tyrannia ostentar a força de que carece. Perseguição á imprensa! Eis em que veio dar a apregoada tolerancia dos regeneradores! eis em que veio a parar o consulado e a dictadura d’aquelle que, em poleirado nas trapeiras, vomitava anathematos contra a intolerancia cabralina, eis em que veio a parar o Sampaio do Espectro, o Sampaio da Revolução! Vamos, senhores! galguem as ultimas barreiras. Pouco resta já por fazer. Ergam de novo as forcas e decretem a censura previa com a licença pelo desembargo do paço! E quem não fôr da grey seja banido, seja preso, seja annullado! As penitenciarias feitas para encobrir as delapidações, que fiquem para ser povoadas pelos espoliados. Cá fóra os bandidos, d’arma ao hombro, montarão zelosamente a guarda. A’vante!
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Justiça e ordem públicaCapturasPrisões