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Artigo

Beja 9 de Setembro

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Beja · Lisboa · Portugal Câmara Municipal

Na tarde de segunda feira, no cemiterio dos Prazeres, em Lisboa, uma massa enorme de povo abria alas á passagem de um cortejo formado de representantes do municipio de Lisboa, de differentes corporações da imprensa periodica, de creanças das escolas da capital etc. etc. Uma urna conduzida pelo ministro do reino e vereadores da camara municipal de Lisboa, fechava o prestito. A urna foi deposta n'um jazigo e o presidente do conselho de ministros, puchando um cordão, descobrio um busto—o de Vieira da Silva, do grande evangelisador da associação, aquelle a quem a democracia deve grandissimos serviços. Poucos lh'os terão prestado tão relevantes. Trabalho, perseverança, e até a propria vida sacrificou pela democracia. Não exageraram os srs. Souza Telles, Silva Lisboa, Ribeiro Gonçalves, Lopes Pacheco, Henrique Gonzaga, Agostinho da Silva, Theophilo Ferreira e Portugal, no que disseram do finado. Fizeram justiça e justiça inteira. É certo que muito ha que fazer ainda nos dominios da associação, mas que ella é já hoje um dos poderosos elementos da vitalidade nacional é fóra de duvida. E isto deve-se a Vieira da Silva. Prestar homenagem de veneração á sua memoria era dever das associações, e imponente e magestosa lh'a prestaram ellas; mas se as associações saldaram com aquelle trabalhador honrado a sua divida, todos os democratas a saldaram tambem. A homenagem prestada em Lisboa a Vieira da Silva foi uma homenagem nacional, uma demonstração sincera de que não são esquecidos os que trabalham. A inauguração do busto de Vieira da Silva foi uma sagração e um exemplo. Bom será que estas solemnidades se repitam. Ha esquecidos no pó das sepulturas muitos outros que é preciso fazer reviver.