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Pavonato destrhonato

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Perdeu ahi n’essa um canto! (Leitores esta cantata, ponho aqui por ter ensejo, e cantou-a um bom manata, tocador de realejo). O estylo tão popular d’este lindo movimento é daquella antiga letra: «O ladrão do negro metro — onde foi fazer o ninho!?» Ora cantem: Pavonato destrhonato! Infelice fanfarróni! Que há tu feito, mio pavoni, da fazenda tua e [ilegível]? Il coche-nez enro-áto, com que abafas il tromboni, diz que tu és destrhonato e nem comes macarroni! N’um coupé repimpado com correio e cavallóni já foi tempo aventurado... Il demonio não tem sóni! Pois ia aqui a cantiga, quando não sei, foi uma briga, uma balbúrdia, uma rixa — por causa de certa [ilegível] — fez que o nosso italianato parasse no seu cantar; rasão porque o tal romance «Pavonato destrhonato» não pudéssemos acabar! (R. de Setembro)