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Artigo

Empancamento e roubo

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Algarve · Moura · Portugal Hospital · Interpretacção incerta

Na noute de domingo, das nove para as dez horas, um trabalhador da linha ferrea desta cidade para o Algarve, que se dirigia da cidade para o local onde se achava o seu partido, foi acommettido, segundo nos informam, ao sair ás portas de Moura, por um tal José Raymundo, o qual depois de o chamar e de o acompanhar a pequena distancia, lhe deu uma forte paulada na cabeça, deitando-o no chão. O aggressor, consta mais, que depois de ver por terra o aggredido lhe passara revista aos bolsos, mas foi ao que parece passada com pouca minuciosidade, porque umas libras que o trabalhador tinha no bolso das calças escaparam das garras d’aquella harpia, a qual só encontrou 40 reis, n’um dos bolsos do colete, com os quaes se safou. O trabalhador, ao recuperar os sentidos, gritou por soccorro; acudio gente e levaram-no para o hospital civil desta cidade onde se acha em curativo. Ao digno administrador substituto deste concelho o sr. dr. Barreto, pedimos, apesar de sabermos quão grande é a solicitude de s. s.ª, que trate de indagar se foi ou não o tal Raymundo que perpetrou estes crimes. Não affirmamos que fosse elle, mas parece-nos que era capaz; e mesmo porque não eram os primeiros [ilegível].