Que monstro!—N’uma cidade de Hespanha nasceu em 1767 o illustre D. Antonio de Anton, o qual deixou uma grande memoria. Pesava 23 arrobas; todos os dias comia, além do seu cozido, uma perna de carneiro, um perú e um presunto. Era tão gordo, que não havia cavallos que pudessem com elle; tinha uma cadeira de proposito feita para se assentar; era inhabil para ser casado; estando doente, os medicos o pozeram a dieta rigorosa, dando-lhe licença de comer á ceia um prato e seis duzias de tordos. Para um vestido gastava 46 varas de panno, e mais duas para [ilegível]; para as ceroulas sete varas de algodão; um sapato podia levar uma quarta de trigo. Morreu de um garrotilho em 20 de junho de 1802, na idade de 65 annos; sua mortalha levou 5 varas de panno de algodão; o caixão tinha de comprido sete palmos e [ilegível], e foi conduzido á igreja por 16 homens.
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