Madrid, 28 de dezembro
O discurso da corôa pronunciado por occasião da abertura das camaras diz: «Não obstante o desejo que tenho de manter a paz, não posso ceder ao rompimento das hostilidades com a republica do Chili, cujo governo se recusou tenazmente a dar uma reparação airosa á Hespanha. Motivos que se fundam nos interesses constantes das nações levaram-me a reconhecer o reino d’Italia, sem de modo algum alterar os sentimentos de respeito e dedicação filial que tenho pelo santo padre, nem afrouxar a firme intenção em que estou de [ilegível] os direitos da santa sé. Desejando [ilegível] respeitar os direitos dos differentes estados da America, assignei um tratado pelo qual reconheci a republica de S. Salvador. O meu governo apresentará ás camaras as leis economicas a respeito das despesas e do augmento da receita, para nivelar, o mais promptamente possível, o orçamento; assim como as leis que mandam punir o commercio dos escravos nas Anctilhas, por isso que estou convencida de que o trabalho e a producção se não podem desenvolver onde não existe a ordem e a liberdade.» A rainha diz que continuará a seguir uma politica tolerante, sem mostrar fraqueza; mas que fará reprimir quaesquer desordens, não praticando todavia actos de crueldade; que respeitará e fará respeitar as leis, esperando vencer as difficuldades que se oppozerem, uma vez que procura o apoio na opinião nacional representada pelas camaras.