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Noticia biographica do general Prim

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«João Prim, conde de Reus, marquez dos Castillejos, tenente general do exercito, grã-cruz de quasi todas as ordens hespanholas, grande do Hespanha de primeira classe, grande official da Legião de Honra, grã-cruz da illustre e antiga ordem de Dannebrog da Dinamarca, condecorado com a de Nischam Iftikhar da Turquia, em diamantes, com igual venerada ordem do Leão e de Sol da Pérsia, com a ordem de Nischam de Tunes, e com outras celebradas condecorações. Nasceu em 1816 na Catalunha, sendo filho de um bizarro militar da guerra da independencia. João Prim assentou praça como soldado em 1833. Em 1839 era brigadeiro do exercito. Em 1842 tomou parte no pronunciamento de Sevilha contra o regente Espartero. Em 1843 pronunciou em favor da rainha regente a cidade de Reus contra o mesmo governo de Espartero, o que fez com que, depois do triumpho completo do partido moderado, merecesse alem do posto de marechal de campo, o titulo de conde que hoje possue. Em 1845 viu-se envolvido em dupla causa criminal por conspiração contra o governo e tentativa de assassinío contra o general Narvaez. Alguns annos depois foi mandado como capitão general para a ilha de Porto Rico, tendo occasião, e assumindo a responsabilidade, de suffocar sanguinolentamente uma insurreição de negros na ilha de S. Thomaz proxima ao territorio do seu governo. Por este feito d’armas mereceu ir para Copenhague e a grã-cruz de Dannebrog. Em 1851 foi encarregado de uma commissão para estudar a guerra do Oriente, que se havia manifestado no Danubio. Assegura-se que recebera então avultada gratificação para desempenhar dignamente este encargo; e Isabel II offereceu-lhe um soberbo cavallo arabe de subido preço. O conde de Reus adheriu depois á revolução de 1854 e foi eleito deputado ás cortes constituintes e promovido ao grau de tenente general. Ao rebentar a guerra de Africa, o general Prim offereceu os seus serviços como soldado, e foi encarregado do commando da divisão de reserva do exercito que seguia o general conde de Lucena, divisão que logo se fundiu no segundo corpo. Na sanguinolenta acção com os marroquinos em 1.º de janeiro de 1860 ganhou o conde de Reus o seu segundo titulo nobiliario, e, se bem nos recordamos, a grã-cruz da ordem militar de S. Fernando. O conde de Reus tomou tambem uma parte principal e gloriosa na batalha de Tetuan em 4 de fevereiro do mesmo anno. No seu regresso da Africa, quando foi a entrada triumphal do exercito em Madrid, foi alvo de uma calorosa ovação por parte dos seus amigos e do povo madrileno. O conde de Reus, marquez dos Castillejos, obteve a direcção geral dos engenheiros do exercito. No citado anno de 1860 foi nomeado commandante em chefe do corpo expedicionario do México, e desde essa epoca, e depois de terminada a expedição, se acha militando nas fileiras do partido progressista.»