Revista da semana Aggravarain-.se, iufolizmenle, os pade cimentos do sr. ministro da guerra e o paiz fica ainda privado, por algum tem po, dos serviços que esperava do zelo, mh-lligcncia e bua vonla le tio sr. Sal vador da Fiança. A pasta que s. ex.‘ geria passou, inierinamente, a cargo do sr. visconde da Praia Grande* Continua péssima para os devassos, mas óptima para a moralidade, a qua dra aclual. O sr. ministro da fazenda acaba de ordenar ao procuiador geral di coroa que instaure processo contra José Joaquim dos Ramos Leal por haver viciado mis documentos; é digno de todo o elogio o procedimento do sr. Fon tes e que s. ex." assim continue é o que desejamos. O Diário trouxe, alem dos despachos pelo ministério da justiça, desde 18 de janeiro ate 8 do corrente mez, duas por tarias pelo ministério das obras publicas, uma approvando o projecto relativo ao lanço de estrada de Portalegre á fron teira de Hespanha, e a outra ordenando ao director das obras publicas do distri cto do Funchal que dispenda até a quan tia de 1:743$400 reis, em moeda insu lana, para melhoramento do lazareto da capital do districto. Também publica mais a folha official o decreto concedendo o titulo de viscon de de Vilar Al len ao sr. Alfredo Allen pelos mui valiosos serviços que prestou á exposição do Porto. Temos censurado o governo e mesmo ridicularisado mui tas mercês das que nestes últimos tem pos tem feito, por esta porem não pode mos deixar de louval-o porque entende mos que foi justíssima. Para cidadãos dedicados e zelosos pelo progresso do seu paiz, como o sr. Allen, são poucos to dos os louvores e bem merecidas todas os distincções. Também achamos que o governo dando a medalha de prata con cedida ao merito, philantropia e genero sidade ao sr. Elov José Angelo, andou bem. Os serviços que elle, como regedor de Santa Justa, prestou por occasião do incêndio dos paços municipaes, sabemno todos. Alem destas mercês appareceu tam bem no Diário uma portaria nomeando os srs. Levy, José Maria da Costa e Fran cisco Luiz Gomes para organisarem a tabella dos emolumentos e salarios judiciaes no districto da relação de Goa, e veio publicado o regulamento provisorio para o serviço telegraphico. O banco de Portugal publicou esta se mana um impresso contendo a Demons tração da conformidade do balanço do mesmo banco com o resumo do activo e passivo publicado em janeiro no Diário de Lisboa. E’ a resposta da direcção ás accusações que lhe dirigio a Correspon dência de Portugal. Veremos agora como esta lhe contesta. Tem feito barulho na capital o con vite do governo ao general Prim para que saia do reino na primeira occasião. O sr. Santos e Silva interpellou nas camaras o sr. presidente do conselho a este respeito e alguns cidadãos requereram ao governo pedindo-lhe a sala do risco para um meeting. Espalhouse que o cholera havia apparecido em Castello Branco mas é falso o boato. Assim o diz a Estrella da Beira. O sr. marquez de Niza annunciou, n’uma das ultimas sessões, na camara dos pares, que desejava interpellar o governo sobre o convite que este fez ao general Prim de deixar o reino na primeira occasião. Temos a continuação das scenas que esta semana se representaram na camara electiva. Era melhor que os pares e deputados tractassem antes de cousas uteis para o paiz que estarem a discutir o general Prim. Se escolheram esta questão para dar batalha ao governo escolheram mal. Não é ella que o fará cahir porque a opinião publica é pelo gabinete. O governo convidando o general a sahir do reino fez o que devia. O marquez de Castillejos, no seu manifesto, disse que não deixaria de conspirar pela victoria da sua causa e chama o povo á revolta. Deus proteja os seus esforços e faça com que as suas palavras despertem o brio do povo hespanhol. Mas se nós queremos a revolução, se queremos que triunmphe Prim, se applaudimos o seu manifesto e desejamos ver baquear o tyrannico e despotico governo O’Donnell, para que o sol da liberdade allumie as Hespanhas, o governo portoguez é que, sob pena de quebrar as boas relações com o paiz visinho, não pode manifestar esses desejos, quanto mais consentir que nesta terra se esteja tramando e conspirando. Os deveres de boas relações com os paizes amigos não se sacrificam a um homem ainda mesmo quando elle, como o general Prim, pela sua ilhustração, pelo seu caracter, e pelos seus serviços á liberdade, se torna merecedor de todas as attenções. Não digam que a resolução do governo affronla a liberdade e menospreza o decoro nacional, porque não é assim. Casos destes tem-se dado muitos nos paizes mais livres da Europa. Não conta poucos a Bélgica, e se os ministros do rei Leopoldo não estão infamados lambem os de Luiz I o não podem ficar. O que não desdoura a Bélgica, esse exemplar de paizes livres, não deshonra Portugal. O general Prim no seu memorial diz, que publicou o seu manifesto depois de passalo por fina peneira e do o apresentar a pares e deputados. Cremos isso, mas que a peneira não era fina isso é facil de perceber, porque se o fosse, o manifesto não sahia—pelo menos a ultima parte, que é uma proclamação incendiaria. Nesta questão, o proprio sr. Lobo de Avila que estivesse no ministério podia contar com o nosso fraco apoio porque entendemos que o general Prim, ainda que de boa fé, abusou da hospitalidade. A camara dos deputados approvou, em sessão secreta, o tratado de limites com a Hespanha e deveria entrar a discutir o projecto de desamortisação se não fosse o sr. Santos Silva levantar a questão Prim. Esta questão levou tres sessões. A favor da medida tomada pelo governo fallaram os srs. Joaquim Pinto de Magalhães, José Luciano, Paulo Coelho, Teixeira e Vasconcellos, Vieira de Castro e Carlos Bento e contra os srs. Santos Silva, Levy e Sant’Anna de Vasconcellos. Na quarta feira votou-se nominalmente a moção do sr. Pinto de Magalhães, a qual era assim concebida: «a camara satisfeita com as explicações do governo, passa á ordem do dia.» Approvaram-n’a 101 deputados e rejeitaram-n’a 28.
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