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Vidigueira · Portugal Câmara Municipal · Correspondência · Governo Civil · Igreja

O nosso zeloso correspondente d’aquella localidade diz-nos em carta de 2 do corrente: «No dia 29 de junho ultimo effectuou a camara municipal d’este concelho o pagamento do salario das amas dos expostos, relativo aos mezes de julho de 1849 até abril de 1850 inclusive. Já era tempo.... Se esta diminuta retribuição não veio já mitigar a fome ás infelizes amas, que repousam hoje na terra, ao menos veio consolar seus filhos.—Louvores pois a quem competirem por terem ordenado e conseguido tal pagamento. Não podemos porem deixar de censurar a desigualdade que se nota em tal pagamento—Pois não assistia igual e mais sagrado direito ás amas que criaram expostos nos annos de 1812 e 1813? Porque não se lhe pagou ao menos seis mezes? Esperamos que o sr. governador civil remediará esta injustiça, mandando com brevidade pagar os alludidos dois annos; pois que este município tem completado o pagamento de suas quotas ao cofre geral do districto. Chamamos tambem a attenção das authoridades a quem mais competir, para que façam cessar os enterramentos fóra do cemitério, pois que ainda no dia 17 de junho ultimo se enterrou em um quintalsinho denominado dos Pretos, que se acha junto á egreja de S. Francisco, Maria José, mulher de Antonio Fialho Prego, a titulo de ser irmãa da ordem terceira de S. Francisco!»