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Almodôvar · Odemira · Portugal Correspondência · Governo Civil

Odemira 10 de setembro de 1866 — A camara d’Almodovar, magnetizada pelo seu secretario (de quem opportunamente diremos milagres) acaba de praticar a maior arbitrariedade e injustiça que podia, que cremos será remediada pelo conselho de districto. Foi uma perfeita bulha do estabelecido em boas praxes. O secretario cumplice d’um chefe de facção partidaria... conspirou d’alto da sua cadeira de vereador, cujo titulo se arroga, contra a legalidade, indispoz com ella, e com antecipação, a opinião publica, quiz indemnizações por prejuizos que ninguém lho causou; compelliu a dois vereadores, e convenceu outros a que lhe sanccionassem a sua obra, que é um perfeito acto de vandalismo, arbitrariedade, e despotismo. Que excellente empregado?! Comprometteu a dignidade da camara; não houve as reflexões do digno presidente, o sr. Brito, desattende e nenhuma consideração presta á opinião do sr. administrador!; e tudo porque? para satisfizer ao primelho da sinagoga moderna como loja assente em Almodovar. Com opportunidade desenvolveremos esta bafunfra—por agora limitamo-nos a recommendrar ao sr. governador civil este «primo empregado»... dar-se-hão s. ex.ª a razão de ser de tantas indignidades por elle praticada. S. ex.ª conhecerá em vista de boas provas, qual o caracter e dignidade d’este empregado, que por sua influencia contribuiu para que uma corporação aliás respeitavel, perca o prestigio, praticando actos não só dignos de reprehensão, mas de reparo por serem um attentado contra as leis. * * * *