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Festividade de S. Ed. (ou S. [ilegível]) em Almodovar

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Almodôvar · Portugal Igreja

Almodovar 12 de setembro de 1866 — Festejou-se no dia 9 do corrente mez na matriz d’esta villa, o nosso bom e amavel santo, que finalmente se viu livre da trouxinha que o sobrochia. Houve na véspera uma brilhante tourada, onde se correram bravíssimos louros camadas; todo o gado foi agarrado, se bem que não na praça, o terá sido nas suas abegoarias; os capinhas distinguiram-se a toda a prova, especialmente aquelle castelhano... chamado... chamado... Antonio, este não deu muitos tombos. A funcção d’egreja esteve como era de esperar; não houve musica instrumental, mas houve mudesa de sus, suis, porque logo todos os devotos resoaram com estrépito, tal era a animação! graças pois no distincto orador o revd.° padre sr. João José Corrêa e Silva, que com suas eloquentes orações despertou o diminuto auditório. A procissão esteve brilhante, as ruas do transito achavam-se luxuosamente decoradas de sedas que ficaram nos baús e de madamas recostadas nos seus sophás; tal era o interesse de as admirar! Obraram dignamente. Na noite queimou-se muito logo preto, não sei porque razão, foi sendo escuro como fazia, achava mais natural queimar-se fogo branco, mesmo para nos guiar aos grupos de Vénus, e Apqllo; mas não, o fogueteiro entendeu que os gerentes eram dotados d’intelligencia propria e por conseguinte não quiz mudar de còr; ou então era pouco atilado na arte pyrotechnica. Os bichos largaram a pasta, tarde ou nunca tornarão a possuil-a, safa!... * * *