Artigo
A uma velha que matou uma aranha
Sociedade e vida quotidianaBeneficência
Ardendo em brios, accendida em sanha, Por tres vezes franziste a sobrancelha! Nobre heroina, rabugenta velha, Que commetteste audaz, ardua façanha! De raiva a crespa face já vermelha, Emprehendes a mais feroz campanha. Contra uma feia, peçonhenta aranha, Que chupar uma mosca se apparelha! Armada de vassoura ramalhuda, Sobre a parede como doida, bateu, Com mão encarquilhada e façanhuda!... Venceste no final d’este combate! Salve! pois conseguiste, sem ajuda, O que já fez suar sete alfaiates. X e O.