Molestia das laranjeiras
Diz o sr. Inzenga nos «Annali di agricoltura Siciliana» ácerca da molestia dominante maligna, que tem invadido os pomares de Palermo, e dos remedios propostos, que tem sido quasi todos infructuosos. Observa no entanto, que é um facto verificado pela pratica de todos os paizes, que a incisão na base do tronco, isto é no collo na raiz, dando sahida aos humores gommosos extravazados entre a casca e o lenho,—alcança curar a arvore. Outro facto verificado pelos praticos, e que achamos logico, é que, quanto mais dura a molestia nas arvores e maiores são os estragos tanto mais difficil é a cura, sendo em taes casos necessario amputar todo o lenho gangrenoso até o vivo, o que é difficil e infructuoso nos limoeiros, em consequência da natureza especial do lenho d’estas arvores, e de um resultado problematico com respeito mesmo ás laranjeiras, que não obstante possuem um lenho mais compacto, e mais resistente a uma tal operação. E’ por tanto conveniente fazer as incisões no primeiro desenvolvimento da molestia, antes do apparecimento do humor gommoso, e por tanto antes dos estragos internos. A molestia manifesta-se no começo por manchas escuras no tronco da arvore. Logo que se observem, deve praticar-se a incizão. Quando o mal se adianta as folhas tomam uma cor verde amarellado. E’ no primeiro periodo da molestia que ha toda a probalidade de cura e nós desejariamos que os nossos cultivadores a tentassem conforme estas indicações. (Jornal de Agricultura Prat.)