Jo
.—O digno correspondente de S. Marcos que assim se assigna vem tão acrimonioso em defesa do sr. Francisco José de Borges Cordeiro, pelo nosso communicado relativo ao misero lavradorzinho do monte da Alcaria do Coelho que o proprio sr. Borges o não faria com mais azedume em defesa propria. É preciso notar que nós conhecemos perfeitamente a boa indole do sr. Borges, sabemos que é um cavalheiro rico d’aquelles sitios e muito propenso ao bem fazer—ninguem lhe negou essas qualidades, nem lhe assacamos leves criminações—narramos o que circulava e tão prudentemente caminhámos que nem ao menos dissemos tudo quanto ouvimos, prevenindo sempre qualquer falsa informação. Todavia diremos ao digno correspondente que nestas cousas, que diz o povo, o melhor é ouvi-las com prudencia, e não sair á rua com a pedra na mão, que ás vezes voltam de recochete. A consciencia do homem é quem tranquillisa a alma; sendo o mundo e o tempo quem justifica o nosso procedimento e as vezes, sem necessidade de ouvi-los ciosos defensores, de que o sr. Borges não carece para justificar-se. S. G.