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Festividade

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Igreja

A da immaculada Conceição da sempre Virgem Maria, padroeira, e protectora do reino celebrou-se n’este anno, como é costume, na egreja do convento da Conceição n’esta cidade. As dignas religiosas empenham-se com estremo nesta sua festividade. A egreja estava perfeitamente decorada, timbrando-se em aceio. A missa do padre José Marques foi a escolhida pelas religiosas para esta occasião. As cantoras andaram regularmente no seu desempenho; no terceto Domine Deus, as tres meninas pensionistas, Fonseca, Eugenia e Augusta foram muito felizes sabendo sempre guardar as harmonias e vencer as difficuldades: no dueto Qui sedes muito se fizeram admirar as meninas Eugenia e Augusta especialmente a menina Augusta que parecia inspirada. Ao gradual a sr.ª D. Marianna Carolina cantou o verso Quam pulcri sunt gressus tui onde se houve com aquella habilidade que se lhe reconhece. Sua bella voz, e clara expressão mais esta vez se fez admirar. Antes do sermão as duas meninas Eugenia e Augusta cantaram a duo o verso Ego sum panis vivus musica d’Ernani, que comprehendo perfeitamente a musica e a letra parecia estarem dominadas do que aquelle verso significa musicamente. Pregaram na vespera o reverendíssimo sr. padre Bernardo Malta, e no dia da festa de manhã o reverendíssimo sr. padre Feio, e de tarde o reverendíssimo sr. dr. Emigdio que souberam desempenhar a ardua missão para que foram convidados. Houve grande concurso de fieis, entre elles muitas pessoas de distincção. O reverendíssimo sr. vigário capitular apesar do seu melindroso estado de saude assistiu á missa no seu respectivo logar. Notava-se grande numero de senhoras. Toda a festividade correu na melhor ordem, e sem irreverencia.