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Mértola · Portugal Interpretacção incerta

Em data de 11 d’abril dizem-nos: Promettemos dizer alguma cousa relativo ao desempenho do espectáculo comico e musical que se projectava e effectivamente hontem muito teve lugar no theatrinho do sr. Bartholomeu. Como haviamos dito o sr. D. Celo Dias com aquella mestria de que dispõe no cultivo da sublime e magestosa arte de Morpheo abriu o espectaculo tocando ao piano algumas das mui excellentes e variadas composições que adornam o seu repertorio, com o que teve preso por todo esse tempo a attenção dos espectadores; concluido isto, e festejado com immensas e repetidas palmas, o digno director da philharmonica (União) tomou lugar á estante e os seus discipulos desempenharam algumas peças lindas e com o que preencheram agradavelmente os intervallos. As galerias estavam cheias, e apinhada a platea! As scenas comicas desempenharam-nas os srs. Costa—F. Pereira—Fundado—Janeo—Mello Garrido—Figueiredo—Affonso e Barrigudos Bravos; sobre o desempenho não queremos nem devemos nós dizer cousa alguma. Isto tenho fé que será um incentivo para tomarem a peito os mertolenses a manutenção d’aquella casa. Em Mertola ha sociedade—e uma sociedade numerosa e com os requisitos necessarios para aquellas funcções; porque não tomam á sua conta este facto que está ha muito parece como notado ao abandono? É um indifferentismo irracional.—Que elementos de discordia já veem de traz?! Sua desculpa sem justiça. Passou o tempo; morreu ha ido. O que lá vae, n’este ponto, já nada influe com o que deve ser, nem fundamenta o que é e tem sido d’então para cá. Esperamos que a juventude, que está comprehendida no numero d’aquellas a quem nos referimos ha de talvez estar já hoje d’accordo com as nossas ideas, que ainda que humildes são sãs, e que nada ferirão as prescripções da sociedade. J. F. B. Bravo.