Theatro
Levou, no domingo, á scena no theatro de S. Francisco, a companhia hespanhola de que é director o sr. Lartiller, a zarzuela em tres actos Campanone. O desempenho d’esta difficillima zarzuela coube ás sr.as Riveras (Corilla e Violante) ao sr. Castillo (Alberto), Diez (D. Panfilio), Rioza (D. Fastidio) Ortiz (Campanone) e Lafuente (D. Sandalio). Todos os actores excederam a expectativa publica. Ortiz mostrou mais uma vez os seus recursos já na declamação já no canto; Castillo surprehendeu soltando um sonoro dó do peito, Diez fez rir a bom rir os espectadores e as sr.as Riveras agradaram muito pelo mimo com que desempenharam o duetto do 3.º acto. A sr.a D. Maria porem extasiou a platea na aria do 3.º acto. Os espectadores escutaram-na com a maior attenção. Na sala do espectaculo nem sequer um rumor se ouvia. Póde dizer-se que nem se respirava, mas, quando a eximia cantora acabou, os bravos romperam espontaneos de todos os lados da sala e uma salva de palmas, que durou minutos, demonstrou-lhe que o publico a havia avaliado devidamente. Além d’esta salva de palmas, houve outras. Castillo, em todos os actos, as teve e bem merecidas. Ortiz e Diez, no duello, com quanto se exagerassem, tambem colheram bastantes e bem assim a companhia no fim do 1.º e 3.º acto que teve duas chamadas. Hontem houve recita novamente e escusado é dizer que foi outra noite de festa. O espectaculo constou da zarzuela em 1 acto Un pleito e da zarzuela em 2 El estreno de una artista. Domingo sobe á scena uma das melhores zarzuelas do repertorio. Intitula-se Un tesoro escondido. O libreto é de Ventura de la Vega e a musica do maestro Barbieri.