A pedido publicamos o seguinte. Flor e Philomela: Recorda protestos d’amor, querida flor, Volve-me o tempo passado: Dá-me um riso aberto, com que perto Me trazias un’alma. Dáme as crenças d’out’ora, sem demora Neste pelago sem fim: Acode-me n’esta procella philomela, Canta sempre junto a mim. Se com teu lindo gorgeio, sem receio Trinando n’aute, e dia Vagueas na selva amena mui serena Radiante d’alegria—Vem ó ave innocente, docemente As minhas maguas exprimir: Vem, vem, m’nha feiticeira mui ligereira, Teu canto repercutir. Deixa o bardo saudoso, é forçoso, Que em esplendido jardim, As tróvas vás modular, com teu cantar, Com teu cantar de cherubim, Mas tu não vens?!... hesitas... meditas... Oh!... crueis en?nos meus!... Nome de casto amor, minha flor P’ra sempre adeus!... adeus!... Odemira 28 de setembro de 1868. F. A. Mendes Velho.
Artigo
Meteorologia e fenómenos naturais