Vella começou desta maneira!
Convencidos de que não pertence á redacção do Bejense, que muito respeitamos, a local do numero anterior com respeito á festividade de Nossa Senhora da Conceição celebrada no dia 8 do corrente, pelas religiosas franciscanas do convento da Conceição d’esta cidade, tomámos a liberdade de rectificar algumas asserções que ali apparecem e para que se não diga lá fora que, nestas cousas de religião, somos todos... parvos:—1.º Ninguém, senão o auctor da local, considera a Virgem Santissima sob a invocação da immaculada Conceição, como madrinha da ordem franciscana ou das religiosas da mesma ordem, clausuradas no referido convento; isso tão somente conta o resto d’aquella casa.—2.º Não percebemos o que seja culto rendido a Deus por intervenção da Benedicta entre todas as creaturas... nós sabemos que o culto que, em honra do mysterio da Conceição de Maria, teve logar no dia 8 do corrente, não foi somente rendido a Deus, a quem, como dizem os theólogos, compete o culto de latria, mas tambem á propria Virgem Mãe de Jesus Christo, á qual, como os mesmos dizem, compete o culto chamado de hyperdulia.—3.º Não ouvimos, nem cremos que alguem ouvisse, ao reverendo ecclesiastico que subiu ao pulpito na manhã da festa, a proposição que o auctor da local lhe attribue, dizendo que elle fez ver que o mysterio da immaculada Conceição é uma homenagem contra o peccado, contra o vicio e o crime; mas temos a certeza de lhe ter ouvido, mas não nos lembra em que parte do discurso, que o mesmo mysterio é uma homenagem rendida a Maria Santissima, e uma lição aos homens contra o peccado, contra o vicio e o crime—o que, como é obvio, faz grande differença.—4.º Finalmente. Não podemos admittir (e como catholicos verdadeiros que nos prezamos de ser!) a qualificação de ‘decino’ que o auctor da local attribue á Virgem Mãe de Jesus Christo, quando lhe chama padroeira de Portugal. Talvez que aquella expressão fosse, por liberdade de poesia, ali introduzida.... mas todo aquelle artigo, não observa o sentido e elevação mística do que as parvoíces traduziram em musica, e a expressão do orgasmo sobre as doidas d’esse delirio... está tão pouco symetrico!... (*) A noticia não é nossa.