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Artigo

Incêndio

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Moura · Portugal

Os campos da herdade denominada Monte-alvo situada a pouco m.iis de 3 kilometros da villa de Moura, furam, no dia 29 do mez passado, o theatro de um terrível incêndio, cujas consequências, posto que bastante lamentáveis, seriam ainda muito mais sensíveis e desastrosas, se os exforços da auctoridade administrativa d'aquella villa, e da maior parte de seus habitantes não tivessem atalhado os progressos do fogo, que se havia ateado com intensidade. Apenas as torres da villa começaram a dar o signal de incêndio, o povo correu logo para a herdade, bem como o digno administrador do concelho, acompanhado por uma força de caçadores 8, que se acha estacionada naqtiella v >la. Toda a pastagem da herdade foiqueimida, comprehcndendo o restolho, c algum trigo que se achava ainda disperse cm molhos pelos campos. Obstou-se, porem, ao maior prejuiso, evitando que o fogo communicassc á eira, onde se achava já enreUeirado quasi todo o trigo, que se havia ceifado, e que era em considerável porção. Dizem-nos que os exforços de uns carreiros, que se achava .1 n'a (ue.l: sitio, onde tinham ido descançar as horas do calor, se deve, cm grande parte, o beneficio de nao ter sido devorado pelas cham is todo o trigo da eira, tendo o fogo chegado tão proximo, que até ardeu o atilho de um dos sacos, que estava cheio de trigo na mesma eira. O lavrador d'csta herdade é o sr. Francisco Joaquim Duarte, e o prejuiso que soffrcu calcula-se acima de 400^000 réis.