Canhão que pouco [ilegível]
Quando hoje pela uma hora da tarde salvaram as embarcações ao acabamento das exequias, um dos canhões da corveta D. João I despediu uma bala de artilheria que, rastejando ao lume d’agua, subiu e foi passar ao lado de uma das officinas da companhia do gaz, indo dar na parede de uma pequena casa que faz frente para a rua da Boa Vista. Como felizmente já havia perdido a força, fez só um pequeno rombo na parede e caiu em terra sem que causasse desgraça alguma. Uma creada da casa rompeu em altos gritos, e varias pessoas que viram passar a bala ficaram tambem instantaneamente com receio, eivaram a vida por milagre. Se foi como nos dizem desleixo do fiel de artilheria, é uma cousa inqualificável e que podia ter consequencias desastrosas. Parece que o fiel foi preso. Revolução de Setembro.