Roubo
Na noite de 27 para 28 do mez findo, entre as 7 e nove horas, em Aljustrel, roubaram de uma gaveta da mesa do escriptorio do engenheiro João Pacheco de Rezende, a quantia de 300:000 reis em varias moedas de ouro e prata. Depois das nove, deu o queixoso parte ao administrador, o qual procedeu ás necessárias diligencias. O roubado queixou-se de um individuo do concelho de Portel, a quem durante muito tempo leve em sua casa por caridade, por estar doente, e não poder trabalhar. Chama-se elle Joaquim Manoel, appellidado—o Penugem—foi logo procurado, e preso depois das 10 horas; e apresentado ao queixoso, negou; mas a sua perturbação, incoherencia e hesitação nas respostas denunciaram-no, e foi por isso mettido na cadeia. Constando ter sido visto no sitio de S. Sebastião pelas oito horas, e suspeitando-se ter ali occultado o roubo, deu-se busca na mesma noite, mas o dinheiro não appareceu. Estas e outras diligencias, e as perguntas feitas ao accusado na administração findaram á meia noite. No dia seguinte participou-se tudo ao ministerio publico que procedeu a exame e corpo de delicto.