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O sr. Manoel Vaz Preto Geraldes, par do reino, desafiou o sr. Emygdio Navarro, deputado e redactor do Progresso, por causa d’um artigo publicado n’este jornal, a proposito d’uma apreciação que alli foi feita no dia seguinte ao sr. Vaz Preto ter fallado na camara dos pares. A policia poz-se em campo e espionava as casas, não só dos dous adversarios, como tambem das pessoas que se indicavam como padrinhos. Entretanto uns e outros procuraram illudir a policia e o duelo realisou-se. O sr. Vaz Preto, acompanhado pelos seus padrinhos, o sr. Francisco Wanseller, deputado, e dr. Lemos Calheiros, embarcou n’um bote á Pampulha, passando depois para bordo d’um vapor de reboques que o esperava ao largo. O vapor, fazendo força de machina, encaminhou-se para Xabregas, onde recebeu o sr. Emygdio Navarro, que era acompanhado pelos seus padrinhos, os srs. Antonio Ennes e Melicio. Atravessando então o Tejo, o vapor foi abordar á ponta do Montijo, sitio escolhido para o duelo. O combate foi á espada, ficando o sr. Vaz Preto levemente ferido n’uma mão. O sr. Navarro recebeu tres golpes no braço direito.