Aljustrel, 16 de fevereiro
Em uma correspondencia publicada no seu jornal e datada de Messejana ha não só o insulto dirigido aos srs. Mouat e Peres, mas a cobardia do seu auctor, que não tem tido até hoje, apesar de provocado, a coragem precisa para tomar a responsabilidade do que assignou e do que mandou escrever. Na correspondencia alludida vamos á maledicencia d’um homem que anda acorrentado ao poste da ignominia e que mal sabe procurar remedio para as suas feridas, quanto mais fallar das doenças dos bilitres! Mas onde está esse progressista do coração, que recebe na face sem numero de escarros, e não vem mostrar a sua individualidade e provar as calumnias que escreveu? Terá elle medo que se lhe patenteie a sua vida publica? Talvez. Em todo o caso, nós não podemos deixar essa questão no estado em que ella está, e se elle não vier a campo tratar da sua defeza, ver-nos-hemos na necessidade de o chamar-mos d’outra forma e de trazer-mos em colaboração comnosco o sr. José Pinheiro da Silva. Esperemos. De v. etc. M. J. F. R.