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Aljustrel

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Aljustrel · Portugal Governo Civil

31 de maio.—A camara, ou antes um vereador, que diz que tudo quanto elle quer, querem os seus collegas, vendo que este concelho anda muito leve em direitos, auctorisou o escrivão a cobrar os celebres bilhetes de pardaes, custando cada um 20 reis. Já no tempo do escrivão Rasquinho se recebia este imposto e sempre como agora, pela occasião da feira, até que deixou de o receber pelo que se disse n’este jornal. Pois sr. camara ou sr. vereador, quem quer dar boas letras ao escrivão, tira dinheiro da tua algibeira, porque os habitantes do concelho não estão resolvidos a sustentar as promessas ou a ignorancia de quem auctorisou este abuso. Aconselhamos a todos a que não paguem, porque não ha lei nenhuma que os obrigue a pagar os taes bilhetes; e se alguem caiu já com o dinheiro, vá exigil-o, porque são obrigados a restituir-lh’o. Esta é que é a verdade, e não se deixem illudir com os sermões do tal vereador potentado. Se não retirarem os bilhetes, teremos de lançar mão do assumpto e classifical-o ao pé da letra, isto é tal qual elle merece. Pedimos ao ex.mo sr. governador civil que obrigue o sub-delegado de saude d’este concelho a abrir um posto vaccinico, se é que elle tem coragem para isso, porque ha muita creança por vaccinar, mormente nas freguezias onde nem vaccina ha. Os papalvos lá vão pagando imposto dos porcos que compram para os seus gastos domesticos intimidados pelo fisco. E não haverá remedio para isto? Faneca.