Voltar ao arquivo
Artigo

Quem matou o pavonista

Geral · Islâmico

Ora vejam que chalaça... Hontem ouvimos na praça o homem do realejo cantando ainda contente, defronte de toda a gente, este seguinte gracejo — e o que foi mais bonitinho é que o estylo ainda era — do ladrão do negro metro, onde foi fazer o ninho! Ora cantem: Senhorino, diputado! Par dei reino, sabichóni, [ilegível] cor di rato da fórma do sáchrulóni. Já caiu do poleirato com cache-nez nit trombóni, [ilegível] está, és fa dato para grande trambolhóni! [ilegível] il mio adorato, sua linga e cabellóni no mez de agosto ha cortáto por causa do piolhóni. Qui o pavoni é egualate ao perum velho tristóni, que na cabeça atarantato dá c’o pé no piolhóni. Per dio! tu sonho di nata se ha [ilegível] pasta evaporato, cantae como a Traviata: “Sonho ridente é passado!” Recitativo (ao som do Trovador entre o mestre barbeirato e il signor conde) — Barbeirato! — Signor conde... — Onde estati voccmeo? — Estou aqui. E a toalha? Olhe bem vê. — Traga il sabóni e il tizoirato. Que os cabellóni quero eu cortalo. Aqui é que foi o fino! O barbeiro se atrapalha, e eu lhes já digo porquê: porque em logar da toalha — [ilegível] pavoni o cache-nez! Cortou o cabello todo, e ao receber os parabéns quiz só dar uma de tres... e não dar os seis vinténs. (R. de Setembro)