Assegura
se que as côrtes serão prorogadas até ao dia 20 de abril.
se que as côrtes serão prorogadas até ao dia 20 de abril.
A camara electiva approvou, salvas as emendas, o projecto de reforma da instrucção secundaria, o que auctorisa o governo a dar o bronze necessario para a estatua do marquez de Sá, as emendas ao projecto que reduz as quotas dos recebedores e ao de phyloxera, e começou a discutir o caminho de ferro de Torres Vedras em que tomou a palavra o nosso honrado chefe. Continua hoje.
Regeitou, sexta feira, a camara dos pares, as emendas ao projecto sobre a arrematação do real d'agua e terça feira approvou, sem discussão, os pareceres n.ºs: —27, limitando a tres mezes o praso para a revisão de tabella dos valores. —29, concedendo á junta geral do districto de Santarem o edificio de S. João de Alporão. —31, concedendo á mesma junta a egreja do extincto convento do Carmo.
se-ha o caminho de ferro da Pampilhosa á Figueira.
Esteve em Lisboa o filho primogénito de D. Miguel de Bragança, em companhia do seu cunhado, o conde de Bari.
Damos hoje n’esta secção, e porque preenche os fins para que a inauguramos, parte do excellente artigo que, acerca da politica europeia, escreveu o sr. Francis Charmes, eminente publicista, do Journal des Debats. «Desde a guerra de 1870 até os ultimos annos, a alliança dos tres imperios do Norte, a Allemanha, a Austria e a Russia, continha todo o mundo em respeito e como que lhe proibia toda a veleidade de revolucções ou de ambições particulares. A Russia, a Allemanha e a Austria reunidas pareciam senhoras absolutas, que tudo podiam fazer, impedindo que os outros alguma cousa fizessem. E como nós estavamos resolutos a não fazer cousa alguma, a alliança dos tres imperios nem de leve nos assustou, e acceitamos voluntariamente essa formidavel constellação diplomatica que nos dava,—a garantia da paz. Nem sequer chegamos a pôr em duvida que, se os tres imperios alliados impunham á Europa a inacção obrigatoria, a mesma necessidade não pesava igualmente sobre elles. Os seus interesses eram realmente tão diversos em muitos assumptos, e alguns tão oppostos, que uma tentativa ambiciosa da parte de um ou de outro devia, aos nossos olhos, comprometter o equilibrio da alliança e muito em breve rompel-a. Como acreditar, por muito ligeira que seja a recordação do passado, que a Austria podesse vêr placidamente os exercitos russos transpor os Balkans, improvisar a grande Bulgaria ou mesmo a Roumelia Oriental, e dictar as suas vontades á Porta sobre as margens do Egeu? Se alguma decepção tivemos, foi que o desacordo não rebentasse mais cedo. Pois que! os russos estavam á vista de Santa Sophia, organisavam já toda a peninsula balkanica e a Austria não bulia nem mugia? A Austria nem ao menos enviava um corpo de observação para a Transylvania? Esta immobilidade não era natural. A alliança dos tres imperios, qualquer que fosse o seu fim, não podia produzir tão miraculoso desinteresse; e desde logo era facil comprehender que, por detraz da alliança dos tres, havia a alliança dos dois. O governo austro-hungaro deixava benevolentemente perceber a cousa. No momento em que era mais vivamente atacado, o conde Andrassy dizia, sorrindo, que não decorreriam dois annos que elle não fosse considerado o homem mais popular do imperio. Esta tranquillidade, esta confiança só se explicam pela certeza de encontrar na mão do chanceller allemão o apoio e o concurso de que ia haver necessidade. A Russia não tinha previsto estas consequencias. Quando, com rara ligeireza, se lançou na guerra do Oriente, acreditava complacentemente que os seus desejos eram, e seriam, a lei dos seus alliados. Sobretudo, não duvidava da benevolencia allemã. A amizade pessoal dos dois imperadores e os assignalados serviços que Alexandre prestara a Guilherme, não eram a este respeito absoluto senhor? A Russia pretendia ter direito a uma compensação pelo augmento de territorios com que o seu visinho se dotou. Não reflectia que a Austria tinha pouco mais ou menos direito igual, e que a diplomacia allemã faria passar o interesse de equilibrio de todos antes do seu reconhecimento por cada um. Era, porém, o que devia de acontecer. Em torno da mesa do Congresso de Berlim desvaneceram-se os sonhos dourados de San-Stefano. A Russia achou-se só em frente da Europa, que exigia a renuncia das suas conquistas. Deixaram-lhe a Bessarabia; em troca, a Austria lançou mão sobre a Herzegovina e a Bosnia, duas provincias que eram uma ameaça contra a sua influencia na Europa; e a Inglaterra apossou-se de Chypre, que era uma ameaça, mais remota talvez, mas não menos directa, contra as suas operações na Asia central. Só a Russia não sahiu da ultima guerra coberta de gloria militar, muito menos de gloria diplomatica, mas ainda de exaustão para muitos annos. N’este estado, que é complicado pelos perigos d’uma crise interna, a Russia tem necessidade de paz, mais que outra nação qualquer. A guerra precipitaria por ella, na Europa, catastrophes que o tempo e uma politica avisada podem conjurar. Fica a Asia! Na Asia central a guerra é continua, sempre trabalhosa, e será por largos tempos incerta nos seus resultados. Não cremos que atravez d’esses immensos territorios, cuja extensão não é bem medida pelos pessimistas, o encontro de inglezes e russos enseje tão proximo e commum se imagina. Ahi ainda, os russos praticaram uma falta quando quizeram installar uma representação militar e diplomatica em Cabul; os inglezes aproveitaram-se d’ella para rectificar as fronteiras do seu imperio das Indias. E tocou-lhes a vez de experimentarem quanto era difficil de estabelecer cousa duravel nessas regiões. Attribuem-se a lord Beaconsfield vastos projectos sobre o Afghanistan. Por muito viva e violenta que seja n’este instante a opinião ingleza contra os russos, a campanha do Afghanistan foi impopularissima na Inglaterra, causou ahi grande surpreza e inquietação, para que o governo, depois de ter alcançado o seu fim, queira ultrapassal-o. Se é verdade, como por vezes se tem dito, que o Afghanistan, aggregação inconsistente de populações heterogeneas, se desloque em muitos fragmentos, a Inglaterra deixará que essa desmembração se opere sem a sua intervenção. Toda a politica contraria seria imprudencia; e não nos resignamos a acreditar que lord Beaconsfield assuma tão grande responsabilidade em vespera de eleições. E’ preciso não esquecer, com effeito, que em Inglaterra as eleições estão proximas, e que na Allemanha já começou a discussão dos importantes projectos de lei militares.»
Senado: Segunda deliberação da lei do ensino superior. Os seis primeiros artigos foram votados. O sr. Pelletan considerou o artigo 7.º como emenda, em nome da minoria da commissão. O sr. Freycinet disse que não queria deixar sem resposta o apello do sr. Dufaure para uma transacção: «Nós, acrescentou o sr. presidente, apesar do desejo de conciliação, não trouxemos aqui nenhuma nova formula porque o art.º 7 é já uma transacção. Sendo rejeitado, nada resta mais do que applicar as leis, e o governo deve ficar na situação onde o voto o collocar.» O art. 7.º foi novamente rejeitado por 149 votos contra 132. Na generalidade o projecto foi approvado por 187 votos contra 103.
Domingo sahio procissionalmente a imagem do Senhor dos Passos. Ao sahir e recolher a procissão, houve sermão.
Domingo e terça feira pairaram sobre a cidade grandes trovoadas: Choveo copiosamente e ha prejuizos.
Sabbado de alleluia hade ter logar uma reunião de familias na Sociedade bejense.
Ha alguns casos de variola e o sarampo continua attacando com força.
se a 14.ª caderneta das Doidas de Paris.
O presbytero A. J. Dias, parocho collocado da freguezia de Albernôa, foi apresentado na parochial egreja de S. Vicente, de Cuba.
Já está em Beja a companhia de zarzuela de que é director o nosso amigo, o sr. D. Manoel Larripa.
se hoje a festividade das Dores.
se proceder ás reparações necessarias na ponte de madeira sobre a ribeira de Sitimos, na estrada de Alcacer a Beja.
Falleceu n’esta villa, Beringel, um filho do sr. José Antonio Galvão; uma linda creança que contava apenas 13 mezes de idade. Lembra-nos ter visto acompanhando o anjinho ao cemiterio, os srs.—F. Paes de Mattos Falcão, J. Augusto Fialho de Mira, J. José de Mattos, J. Alves Palma, J. B. Velho, J. R. Nogueira, M. L. Velho, J. M. Conceição, M. Britto Magro, A. E. Amaro, A. Espirito Pancada, J. R. Lourenço, J. A. Franco, etc. Todos os amigos do sr. Galvão tomaram parte no seu desgosto.