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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 544
28 notícias

Roubo

Justiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisFurtos e roubosNeve

Na noite de 27 do corrente foi roubado o monte Bombeiro, na freguezia das Neves, onde reside David José. Os ladrões sabiam que n’aquella noite não dormia ninguém no monte, e abrindo a porta com gazua, levaram toda a roupa que ali encontraram, que se suppõe valer uns 14$000 reis.

Prisão

Justiça e ordem públicaPrisões
Aljustrel · Portugal

Foi preso proximo a Aljustrel um hespanhol que conduzia uma egua roubada e esta apprehendida.

Outra

Justiça e ordem públicaPrisões
Évora · Vidigueira · Portugal

No dia 25 do corrente foi preso na Vidigueira o guarda rural Garrido, por estar pronunciado, na comarca de Evora, pela morte do estafeta, que conduzia a mala de Portel á Vidigueira.

Afogado

Acidentes e sinistrosAfogamentos

No dia 25 do corrente, uma rapariga, exposta, que estava servindo em casa do sr. Antonio Feliciano Frara, de Villa de Frades, indo tirar agua do poço, perdeu o equilibrio, e cahio dentro, de maneira que quando a tiraram já era cadaver.

Musica

Cultura e espectáculoExércitoBanda militarParadas e cerimóniasQuartéis

No domingo tocou na parada do quartel, a banda do regimento 17 de infanteria, desde as 8 e meia ás 10 da noite.

Obras do quartel do regimento 17 de infanteria

ExércitoQuartéis

Vae adiantada bastante a grande reparação dos telhados, e brevemente deverá effectuar-se o novo fogão. Servirá para os soldados e inferiores passando a casa que a estes serve de cosinha, a ser utilisada para uma salla de que se carece. A obra das novas latrinas vae começar.

Bicho de seda

Geral

Vae desenvolvendo-se entre nós a creação do bicho de seda. Este anno porem tem corrido mal. Só ao sr. Carvalho e Goes morreram um dia d’estes perto de 9:000 biches. Já é uma perda de certa importância.

Ao sr. fiscal da camara

Município e administracção localEstradas e calçadas
Mértola · Portugal

Chamamos a attenção de s. s.ª para umas covas que se acham no largo das Portas de Mertola, e que é de maior conveniência arranjar, porque não só priva o transito, senão tambem juntar-se ali immundicia, causando grande damno nos moradores visinhos. Esperamos ser attendidos, visto terem-se concertado algumas das ruas da cidade.

Theatro

Cultura e espectáculoEconomia e comércioFeirasTeatro

Deu na quarta feira a segunda recita a companhia dramatica de que é director o sr. Silva Junior. Subiu á scena a comedia Olhe que eu digo tudo e a opereta O Tio Braz. Ambas as peças foram regularmente desempenhadas e os actores colheram applausos.

Festividades

Acidentes e sinistrosArqueologia e patrimónioReligiãoAcidentes de trabalhoArquitectura históricaDescobertas e achadosEscavacçõesFestas religiosasIncêndios
Mértola · Tavira · Portugal Igreja

Foram esplendidas as festividades com a remoção da imagem de S. Domingos da egreja de Sant’ Anna para a capella mandada erigir proximo á mina de S. Domingos em Mertola, pelo sr. visconde de Massou e consolidador Barry. Orou o reverendo prior de Sant’ Anna; e de Tavira tinham sido chamados cinco flautas e oito cantores que foram acompanhados pela orchestra composta dos operarios da mina. A noite houve fogo de artificio, a capella esteve sempre aberta e brilhantemente illuminada, produzindo um effeito deslumbrante á illuminação; em todos os contornos do edificio e da torre elevada que o domina, com lanternas e balões de côres, de forma que as ameias, cornijas, sineiras, mostrador do relogio, rebordes gothicos das portas e janellas, emfim a mais pequena designação architectonica era marcada com luz. Os fogos de bengala espalhavam seus clarões sobre o edificio da egreja, e produziam nas profundidades cavernosas da mina um effeito phantastico. A mina especialmente attrahiu a attenção de todos pois, como é sabido, as escavações do corte sobre a rija do minério tem já deixado alguns trabalhos subterrâneos a descoberto, e estes illuminados de repente pelas luzes de bengala, deixavam ver por aquellas profundidades as galerias, os poços e as outras escavações, ora verdes ora vermelhas, mas todas fortemente accentuadas no fundo d’aquella enorme abertura.

Mina

Meteorologia e fenómenos naturais

Foi concedida por tempo illimitado a mina de manganez do Menendro, na herdade da Braciosa, freguezia de Albernoa, ao sr. Francisco Anastacio Polido.

Mercado

Economia e comércio

No mez findo rendeu o mercado d’esta cidade, reis 20:460; rendeu em igual mez do anno passado, reis 13:660; differença para mais 3.660.

Annexação

Município e administracção local
Alvito · Portugal

Os povos de Odivellas, do concelho de Alvito, requereram para ser annexadas ao concelho de Ferreira.

Representação

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesEstradasEstradas e calçadasObras de infraestruturaObras municipais
Cuba · Moura · Portugal

A camara de Moura representou para que a estrada districtal de Cuba a Moura seja a primeira a construir-se.

Prisão

Justiça e ordem públicaCapturasPrisões
Évora · Faro · Portugal

Foi preso no dia 28 do corrente, n’esta cidade, um cigano por nome José Francisco Savedra, por haver raptado, em Evora, uma menor de 16 annos, filha de boas famílias da cidade de Faro, a qual se encontrou em companhia do mesmo cigano, e foi tambem capturada. O decantado cigano já esteve preso por eguaes feitos. O cigano no interrogatorio respondeu com certa graça. Entre outras cousas contam-nos que á pergunta porque raptara a rapariga respondera: —Eu senhor administrador, como vê, sou muito sympathico; não é culpa minha, as raparigas correm para mim e eu naturalmente abro-lhes os braços. Que nos dizem ao malandro?

Obras municipaes

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesEstradasEstradas e calçadasObras de infraestruturaObras municipais
Câmara Municipal

Concluiu-se o pontão ao Carmo e ligou-se a estrada da circumvallação com a rua Occidental da praça de Jacinto Freire; a faixa empedrada da mesma praça vae adiantada bastante e as arvores já foram plantadas. As novas sallas destinadas, nos paços do concelho, para archivos, estão soalhadas e forradas. O prolongamento da rua das Carretas está concluido.

Enfermaria

Saúde e higiene públicaHospitais
Hospital

Vae construir-se no hospital civil mais uma enfermaria para homens. Era uma obra de ha muito reclamada e nós louvamos a meza actual por metter mãos n’ella.

Concurso

Educacção e instruçãoMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localReligiãoConcursos e provisõesNeveNomeaçõesNomeações eclesiásticas
Igreja

Mandou-se abrir concurso para o provimento da matriz egreja de Nossa Senhora das Neves n’esta diocese e concelho.

Rendimento

Geral

Os caminhos de ferro do sueste renderam na semana finda em 6 de maio réis 5:625$000 e em igual periodo do anno anterior 4:426$110 réis, havendo uma differença a mais de 1:198$890.

Mania sanguinaria

Acidentes e sinistrosJustiça e ordem públicaSociedade e vida quotidianaAfogamentosCostumes e hábitosHomicídiosJulgamentos
Londres · Reino Unido Exterior / internacional · Interpretacção incerta

O tribunal do bairro Cambulb, em Londres, tem entre mios um processo celebre que preoceupa extraordinaria mente a attçnção publica. Trata-se do uma rapa riga de 15 anuos, por nome Lynn N»rman, cria da de servir que é accusada de haver assassinado por cstrangiilagào sete creanças em diíTerenles ca sas em que servira» O que é mais singular i que a rapariga apresenta uma couducta exemplar, ex eellenles costumes e um caracter dócil, e nada fa zia suspeitar que ella fosse capaz de lã<i horrível crime, tendo sido despedida de varias casas não por criminosa, mas porque acreditavam que ella levava a desgraça ás cm • em que servia, Eis aqui de que maneira se descobriu esta horrível mania. Na ultima casa em que servi» esse monstro es teve a ponto dc »er estrangulado um menino de Ires annos. que eslava dormindo. A creança, po rém, acordou e apesar de a querer a rapariga en g.iiiar com brinquedos e buliu o infeliz pronun ciou algumas palavras que pareceram uma reve lação a sua mãe, que ja perdera d’essa furma u m» menina de dez mezes da edade. Ignez Nui- man foi presa, o seu nome foi revelado ao tribu nal cantão outras mães se recordaram dos sym ptouias extraordinários que haviam acompanha do a morte de seus tenros filhos. P.rece demons trado que esta fera linha o horrível costume de matar, afogando as. Iodas as c car.çav que lhe caiam nas mãos e o mesmo fazia a todos os sni maes novos que encontrava, e tudo pelo prazer de mãtar, sem o mais pequeno inter-sse nem pretexto para tão espantosa» maldade».

Mina

Município e administracção local
Ourique · Portugal

Foi julgada abandonada a mina de manganez situada na herdade do Brejo, concelho de Ourique.

EXTERIOR—Ultimos telegrammas. Madrid 31

Acidentes e sinistrosTransportes e comunicaçõesIncêndiosTelégrafo
Madrid · Espanha Exterior / internacional · Telégrafo

Chegaram a Marselha delegados da communa a fim de incendiarem a cidade, mas malograram-se os seus planos.

Londres 1

Exército
Londres · Paris · França · Reino Unido Exterior / internacional

Proclamou-se a lei marcial em Paris para a sustentação da ordem. A cidade está inteiramente nas mãos do exercito de Versailles. Não se permitte a ninguém sair de Paris, mas a entrada é livre de todas as restricções.

Londres, 31

Acidentes e sinistrosExércitoJustiça e ordem públicaPolítica e administracção do EstadoDecretos e portariasDeserçõesHomicídiosIncêndios
Londres · Bélgica · Reino Unido Exterior / internacional

Picard demittiu-se do ministerio do interior e foi substituido por Victor Lefranc. O general Le Flô será substituido no ministerio da guerra pelo general Cissey. Rochefort foi condemnado á morte pela commissão de guerra. As execuções summarias continuam a ser muitas. Todos os desertores do exercito que se juntaram á communa teem sido fuzilados. Cessou completamente a luta e não teem apparecido novos incendios. Teem havido tentativas por parte de mulheres de assassinar officiaes. Com excepção de Pyat e Grousset, todos os chefes da insurreição estão mortos ou prisioneiros. Victor Hugo foi expulso da Belgica por decreto real.

Economia e comércioEstatísticasExércitoTransportes e comunicaçõesAgriculturaTelégrafo
Paris · França Correspondência · Exterior / internacional · Telégrafo

Prejuizos diarios de Paris durante a communa Os prejuízos materiaé» causado» pela in surreição cm Paris são cabulado» por um correspondente do Daily telegraph em 31 milhões de francos por dia (&120 conto» de réis), do seguinte modo: soldo dc 200 mil guardas nacionaes n 1 franco é 50 cên timos por dia, 300 mil francos; aoldo da» mulheres e creanças destes guardas a 50 cêntimos por Cabeça, 100 mil francos; mu nições e mais gastos de guerra, 500 mil francos; perda do soldo por não podereu. trabalhar 300:000 operários a 6 fanco» por dia. 1 800:000 francos; desla quan tia pode diminuir-se o soldo dos guarda nacionaes ficando assim em 1.500:000 francos, prejuitos dos que empregam os a» perariui, 000:000 francos; perdas dos fabriceot- s de artigos ch»mad<* de Paris, 2 500:00 0 francos: prejuízos geraes cauHàs »o ccmmcrcío, IO mi liões; perdas cíMmlas sobre vendas de viveres que se Jeixsrtm de líT cluar pi r lerem nbnndomdo Paris 800 mil pessoas 2.1000:000 francos; perdas calculadas sobre a consIrarçâo de oosus e pelo mesmo motivo, 2100-000 francos; perdas por não visiurem Paris ISO mil provincianos e esImngciros, 9 milhões; perdas calculados whre as casas que ficaram por alugar, 2 mi liôcs; despesas com o exercito de Verjsilles, 3 milhões. Total, mais de 31 miIUh de francos por dia.

Acidentes e sinistrosArqueologia e patrimónioMeteorologia e fenómenos naturaisArquitectura históricaIncêndiosRuínas e monumentos
Paris · França Exterior / internacional

Monumentos notaveis de Paris que foram queimados 0 palácio das Tulherias que os insurgmlcs Ínc« ndiaram começou a con»lroir-su em 1561 sob a direcção de Filisberle Deleme, c era destinado para habilnção de Citharinn de Medrei*. Desde então par a efi, qutsi todos os monarchns da França lhe hm mandado fazer obras de embellezamcido. 0 Louvre era uma forUlfza no (crnpo dc lílippe.Augusto. Foi Francisco I quem «micçoa a convertel-a em pnlario, sendo V obras dirigidas por Pedro Lascol, conliauando as obras tm maior escala no tem pede Cathnrinn de Medieis, He tique IV. Luiz XIII, N»poleão i « Napolcão III. Ul timamente, existiam no edifício magníficos ouoeus ca bibliolheca constava de90:000 nJiinr S. 0 nalacio do Luxemburgo com-çou a rMi-imii-se em 1015 sob a direção de Thiago Ih bn ssf, ficando oiichiiilo cinco inrins depois; postcrionnonle tinha sido rrburado por difb n ntes vezes c serviu de imlado no Dirn lurio» no Con-ulado, no Seiiirrle e aos pares do reino no tempo de Liiu Fihppe. Domingos Boccndoro, architecto ilalia ia, começou as obras du constiucçãu do Holtl de rillc em 1532, as qnnes só ter mineram no começo do scculo XVIII. Nos h-mposdo consulado, do primeiro in peim, da resUuração e de Luiz Filippe. deu-sc muili» maior desenvolvi mento a este ed fi ei» publico. 0 pilacio da LogiSo de Honra foi cons lruído nos fios do s-culo passido pelo ar diiiecto Rousscau; depois passou 8 s-r propriedade do príncipe Sa’m, comprando-a pnr fim o governo cm 1830.

Acidentes e sinistrosCultura e espectáculoExércitoJustiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisTransportes e comunicaçõesDiligênciasHomicídiosIncêndiosLivros e publicaçõesMovimentos de tropasNomeaçõesObras de infraestruturaPrisõesVandalismo
Paris · Roma · França · Itália Correspondência · Exterior / internacional

Successos de Paris 0s insurgentes disparavam tiros de nrfahen« para dentro dos canos, afim de ifolnr as casas que lhes ficavam próximas e deslmil-as. 0 presidente das barricada# Gaillard tne que fora preso e levado para VersatlleS, Jen um tiro de. pistola u'um pendarme e Li fuzilado. Combet, membro da commiina, se enMicnou em Versailles, paru onde que Lr» levado preso. Chegaram a Versailles o chefe do servipi dn jeguraoçn Cláudio uo commissa rio de policia Colligny, que quando as tn pos dogoveruo entraram t m Paris, eram leva das para uma fundição de p çns de oili ILrin do bairro Vangiratd, para serem fuzilados. Foi na Bolsa que se fizeram n maior Mitc das execuções nos insurgentes apa nhadus com as armas na mão. Os que re wiam eram amarrados As grudes e assim Liilado*. Mademoiselle Delesckize, irmã do uki nit> delegado da guerra que leve a com niuria, f»i presa no seu domicilio, meltida numa carruagem e mandada para Versail k‘. Continuam a chegar a Versailles mui lar mulheres, umas uniformizadas, outras r»m vestidos de seda decotados e saias de Ciiuila. O Ftavçai» conta assim a maneira por que foi salvo o livro da divida publica frun CrZI: Estâ salvo o grande livro, graças à a cti hdr.de de dois agentes do minislerio da fizenda que, com alguns soldados valentes, se introduziram corajosaminto no ministé rio através das chsmmas. E a tarefa não era facil, porque, como facilmente se ima gina, o grande hvro da divida publica Je França não consta só de um livro. () actual grande livro é representado por 2 a 3:000 volumes aproximadamente, comprehendendo cada um m;l padrões de jw™ Oceupava no minislerio da fazenda um vasto local situado do segundo audar, onde pode felizmente entrar-se untes do fogo lá chegar. Alem do grande livro, havia ainda no ministério dn faxenda ua antigos livros dos tilulos de 5 por cento, muito ut i* para consultar Acerca da propriedade dos lilufos. Estes volumes estavam todos depo sitados nos arebivos, c foram lodos presa das chsn.mas. Le-se mi mesma folha que fui o almi rante Polhnnir, ministro da marinha, quem primeiro entrou no sen ministério, apa «bondo, mesmo na occasião em que iam hmçnr fogo no edificio, uns poucos de ban didos que furam immcdiatamcnle passa dos pelas arma*. Gentil um correspondente da Fiance qtie assistiu A tomada da igrtja da Tiin dado que t ve do recotrer-M A nrtilheria pa n arromba, as porl. s da l mplu. Nun ca vi nada lho Itisle, accrescmia clle, como aquelle# mise-aveis quando sai am cercados pilos soldados, A frente marcha va um delegado da commium, cujo nome ignoio, bem vestido e com ares resolutos; porem o resto cio rimo enfiada sem nome de indivíduos c< m o feio todo sujo, c visi vrlm nte extenuados de fadiga. A multidão cobriu-os de injurias e apu p"S; passaria mesn o de palavras a obras, se não fora o intervenção energica dos of fkias. Vi a proposito d’is(o um im-id- nlc mui to caiaekrislico dksla população pmisien se, que passa d um extremo a outro com a mai r facilidade. A pp« recetam dois grudarmes e a tu ba multa prerompeu em acclàmaçõ s enthusi asthnM Um d’eil s ia dizendo philusophi camente quando passou por jimto de mim: Hi tres dias, esta m sma geme era ca paz de ajulnr a tirar nos a pclle » Dizem os joruaes que o Luxemburgo h8o foi entregue ás ckiimmm, como as Fu lherias e o Hotel de Ville, por milagre. E*lavam já a bcsur.ul-o c m p bobo, quando os homens dn cc mmuna s- I mbta ram de que ainda bavia IA dentro 400 fe ridos dos seu*. Q iiz ram farel-cs sair. A sc-na b>i medonha: cs f ridos miraram aos berres. Por fim os incendiários remiriria romã sua sinisLa tarefa e deixaram o Lutemliur^o. Cm correspondcciU do Françiis, que atravessou Pari* no dia 25 entr as cbam mas e os dotioços do iuccmlio. conta o seguinte: Voltando p la rua de Rividi, o nmsmo desastre A direita e A esqu ida. Tombem ali t ahalhurain as bombas c m p D oleo. Vi, entre dois incendi»', um mulher velha, rum as saias arregaladas e ós hfaçn# nús lavando com imperturbável puiencia uma grande nodon de petioleo que tomna o passeio lodo. Na p nçu Vendômc, o estado maior da prnça tornou a tomar posse d» seu antigo edifício. Durante o dia de Imolem, foram lã parar umas pouc»# de bufes. Só latde é que se percebeu de onde ellas saiam. Era d’uma jnnella da cjsa que cstft em frente do minislerio da justiça. Pos»ou-se busca A c«sa e encontiou-se IA o cidad&o Brunet, membro da communa, com duas raparigas. Era urna orgia entremeada de assassinios. Estes tres entes foram fuzilados na praça Veodôme. Tomando para o bouforard »t nr»? das barricada*, enconlrn-se logo a Magdaltna. Ew piutmdo as columuas, o munumenlo não está muito estragado. Pelo contrario, as ca*as que formam a encruzilhado da rua Saint-Huiio é e da ruo Rovafe miAo todas destruídas. Muitos abateram. Patte dos ba bitantes ficaram sepultados nos subterrâ neos. Por muilo tempo se lhes ouiHim os gemidos. Para os ir lá busenr ci.m çou-se a finar os subteiraneos da rua Saiu Hono ré, mas quando se chegou A casa do catlo, o mais que se encontrou foram sete cada veres. Ainda estavam quentes.

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Paris · França Anúncio oficial · Caminho de ferro · Exterior / internacional

Tomada de Paris Os versalh. nses, tendo conseguido levar o<sctis trabalhos de approximaçào até 300 metro# de Point-dn-Jour. disparavam conslanlemcnte contra » muralha. O fogo era Uo violento, que a porta Saint Cloud e os bastiões estavam abandonados. Ao meio dia de 22, o tenente de marinha Treves, que estava na trincheira, vio no bastião 62 um homem agitando um lenço. Esse homem atravessou o fosso sobre um i viga arranca da por uma bomba da ponte levadiça, c adianlambi-se para os versalbenses, parli cipcu-lhes que a porta eslava abandonada, que nos arredores havia poucos gualdas na ciomes, A qu?era facil entrar. Iinmediala mente o tenente Treves, com alguns solda dos de infjnteria de maiinha se adiantou, passou o fo-so na viga de que lallámos, e OKlipau a poria Safai CLrud. Communieada n nolhid de um a oulro corpo, principiou a »ílecluar-se a concen tração de tropas noqnelle ponto e em hre V» sobre as ordens do general Dotiay, pre par u-se a mirada polos Ires poitos de Saint loud, Auteuile Versailles. A de Au teuild estas», como quasi todas as outras, destmid»; mas osinsuigenhs tiniu m cun stri ido por traz uma grande barricado, cetiaodo a ponte por onde commumca a estação com o viaduclo. Mal entrou a tropa por aquelle lado, te ve de sufl er o fogo da barricada e d*algu mns casas; mas occupada a muralha, os sJdados voltaram os canhões contra os iti surgçntrs, coliocarnm aclivamenle algumas metralhàdoras, e fizeram-se senhores da posição. Na porta de Versailles só oppuzcram re sistência alguns homens isolados, que fo ram facilmente repeliidos. D’esle modo, e em muilo pouco tempo, os versalhenses fi caram senhores de lodo o trapézio saliente que formam bs fortificações dc Puinl-du Jiur, Pela parte dn aul, o jeneral CiuMj re cebeu qiioiú no m «mn fempo aviso Je qua os povoados de Petl M"nltüUge e Califur nra estavam lit e* de insurgentes e podiam ser occupados. Assim fiz, <ILctivameole, e rml soube da entruda das tropas em Pa ris p eparou-se lamb m para mirar, accu b‘r.mdo o fogo da aitiibeiia paro abrir bre cha. Com a occunoçAo de Ghoisv pelo gene ral Barail terminam os feitos militares d' aquelle dia. Ao fechar n noite, havia den tro das muralha* 50:000 soldados. As or dens dos generaes Douay e L'Admiroult. As operações só >e demoraram o tempo necessário para eflectuar a concenlrêçãe, o depois dar direcção ás differentes columnns de ataque. Uma dfastas tomando A esquei da ao comprido dos bastiões, entre esles e o caminho de ferro de Aoleuil, accommet teu a quinta da Muette. Outra, J, pois d« tomar a barricada do que temos falfado, chegou 6 fabrica do gaz, e pelas runs Ray monard e Frcnk in chegou ao Trucadero. Os artilheiros e engenheiros visitaram o, paiol da iujl Bcelhovcn, occupando-o pa ra evitar urna explosão. Uma terceira co lumna, avanç nilo pela caes ao comprido do Sena, atacou a casa do doutor Blanche, e chegou A ponte de Sena. N’esle ponto juntou-<eás outras duas, estabelecendo uma linha não interrompida de occtipsção das Ib Passy alé ao rio. A brigada Langourim, da divisão Brunt atravessou o Sena, seguio o caes, arrojou O inimigo da fabrica Cail e entrou nu cam po de Marte. Diante da colimaa marcha vam muilo sapadores os atiradores, perse guindo os federae*. Mas ao chegar ao cam po de Marte, convertido pelos insurgente em pn que de artilberia, encontraram se ria rev stencia, tendo-se formado <>s fede raes cm quadrado A -roda d >s a-mões e fa xenJo um fogo muito vivo. Não obstante, emqunnto os atacavam pela parte do Sena outras tropas deram a volta pelo alto, e Colhidos entre dois fogos, tiveram de de bandar. Depois de breve lucla, ondeou a bandeira tricolor na escola militar. Entretanto, um grupo d» quarta rulum na, seguindo o víaduelrv, propunha-se to mar do interior a poria Vangiratd e a ío Montouge, a fim de facilitara entrada do general Cissey Este esperava, como disse mos, entrar pela brecha, e as im fez; mas no boulevard Monlrouge achou-se detido por uma terrível barricada provida de sus canhões e metralhadoras, a qual era pre ciso atacar com a arlilheri». A brigado Laogourivn, abandonando o campo de Marte, enlr»u pela avenida Rapp tendo de sustentar um combate com mui tos insurgentes enti ioclwradus entre ns ruínas da fabrica de cartuchos que vo-hi petos ares no outro dia. 'Ião difiicil con poderor-se A bayoneta d aquelia* tuinas, que se appeilou para os canhões a algum*# g nnadas conseguiram desalojar os fedenj dos, ficando senhores os versulhensev dn» avenidas que desembocam entre a ponte de Jena e a dos Inválidos. Isto era na manhá de 23. Por volta da meio hora depois do m-io dia, ouvio-se uma formidável explosão, que se julga kr sido no picadeito da meola de eslndo maior, convertido em paiol. Um» densa columnade fumo se levantou por er ma da rua Greuelle-Suiut Gerrriiin. Torna das ns cabeças de ponte que deixamos di las, era lnil avançar alé ao palnciQ do corpo legislativo. Uma das culurntras de atnqne se dirígio contrba a Muette. Ali estava o general in surgente Dumbrowski e foi ferido na re frega; mas quando as tropas tomaram a posição, conseguio fugir, não com inteira felicidade, porque foi preso em Saint Dinix pelos prussianas. Portanto, o movimento geral eHeduado pelos vermlhenSM tomou a lótma d*um le que, sendo os seus limites extremos A* se le da tiiid- du dia 23, na margem direita a estação de S. Lnzaro; na margem es querda o terraço das Tulherins, a entrada da n a Rivoli c o caes das TriHu-ri-is. Em lodos estes» pontos tinha-se travado uma lueta bastante viva, Até-então jiéd*< rliu-T-si. que *s trepas tão tinham encon trado resistência. Já Aqiielh hora tiniu m principiado os Firmes ie« t rios da cumuitifia a pór em pratica o seu vandaLco mteuiís de destrui ção, pondo fogo ao ministério da fazenda. O fogo de canhão estava locahsado prin cipalmente em deis pontos. Os insurgentes com a sua artilhei ia de marinha, faziam em fogo terrível de Montmartre contra o Tmcadero e outros silios. Esse fogo rau acu muitas peidas b tropas. Pela sua par te, o general Cissey canhoneava as barri cadas doboulevard Muntrouge, responden* d-i-lhe o inimigo com energia egual. Os federados de Montmartre, emquanto ii* tropas inimigas chegavam ao coração de Paris, intentaram uma diversão, efieciuan- d > uma sortida pela parle de Sainl-Ouin, contra Versailb*». Não hapromenores Acer ca do combate que havia de se dar, porque a península de Gennevilliers. sulcada cm Iodas cs direcções por uma chuva de pro p’cbs, estava rigorosomente guardada por .cordões de soldados que tolhiam o passo aos viajantes de Versailles ou de outros pontos. Diz não obstante, o Gaulois, que se tinham coibido aos insurgentes quaren ta canhões. Desde domingo as tropas alIemSs tinham cífectuado uma grande concentração entre os fortes de 8 int Diniz e Charenton. Os generaes prussianos só deixaram nos acantonamentos a indispensável guarda. Esta linha de tropa interceptava o passo rigorosamente no intuito de obstar a que se escapassem os federaes. D’este modo foi preso Dombioswski. () seu subútdinadoOkolowicz cahio pri sineiro combatendo e ferido gravemente. O almirante Durassier recebeu lambem uma bata. Pelo que dizrcsp ito ao cidadão As si. tenteia fugir n um trem pelo caes de Bdly. Os soMados atiraram contra o cocheiro e o cavalh, malando-os, e Assi teve de se i"mler, sendo conduzido paru Versailles, onde o ministro Picard assistio ao seu in leirogatoúo. Passou se isto na segunda feira. Na manhã de terça fira havia denlio das muralhas 80:000 homens, repartidos pelo seguinte modo: O general Cissey, com o 20." corpo, li nha o si u quartel general ua escola mili tar (Campo de Marte): O general Vinuy, com o exercito de re serva no quartel dos Inválidos: O general Douay, com o terceiro corpo, na antiga casa do príncipe Napoleão (ave nida de Montaigne): O general Clmchaut, com o quartel, na nova Opero; E finalmente o general 1'AlmirauIt, com o primeiro, no boulevard de Inkeiman. O facto principal d’aquelle dia foi a to mado das alturas de Montmartre, que lãu importante papel tem representado desde o piincipio d’esla fatal insurreição. Montmartre cra quasi uma praça foi te, formidavelmente artilhada e bem guarne cida. Paia a tomar, organisarain os gene raes um movimento envolvente, de modo que os insurgentes ficassem cortados e não podessem escapar a não ser pelas ruas que communtcam com Paris por Nossa Senho ra do Loreto e demais pontos, onde não tinham chegado as tropsa. O primei*o empo, senhor da quinta de Muette, apoderou-se das estações do Nor t * e de Slratburgo, emquanto que o g*— rimt Clinchanl tomava as avenidas Clichy e S iin-Ouen até à praça de Clichy. N este ultimo puniu principiou o com bale encarniçado e terrível, pela tenaz re Mstcucia que (ippunhnm os federars por traz dos barricadas. Mas outros columnas de ataque perten rentes au corpo do general Douay, luman ♦to por Iwao o palaeio da Industria, nos C<mpo» Elyséu®, dirigiram-se atravez das mm da margmi direita para o parque de Morii- riux. c depois de se juntarem pela nvetud i dv Wagiam com as tropas de Cli chv, ga liaram o cemitério de Muntmartre, nijinrom a cnilitm pe'n parle da mtralba e chegaram a Cliguaucourt. O general TAlmiraut, pela sua paite, vigiava as muralhas e as povoações dos a redores. Emquanto se tomavam estas disposições, a nrlilheria da quinta Becon e muitas pe ças de campanha situadas em Levallois e Clichy-la-Garonne lançaram uma chuva de projeclis sobre Montmartre. Por fim, ôs dez da manhã mandou-se cessar o fogo e estreitar a linha de circumvallação. Ao chegar As obras d*esla, os soldados arrcmetteiam A hayoneta. Deu-se então u ma deserdem espantosa ontre os rebeldes, que se viram colhidos por todos os lados, e que por serem muitos não podiam de fender-se efficazmente; batalhões inteiros cdiiram prisioneiros, outros fugiam em de bandada, arrastando peças de artilheria e carretas; outros, perfeilamente entrinchei rados, faziam um fogo mortífero, Entretano, o general Cissey e o empo de reserva estendiam-se na margem es querda, tomando a uma e uma as uoições dos federnes, que por fim de coutas nos pontos extremos não «ppunham uma re sistência d masindo viva. As perdas da trepa foram r/esse dia mais consideráveis do que nos dois ante riores, contaudo-se entre os mortos e fe ridos va*ios chcfcs. No oitavo dislricto deu se um cembate para tomar a mnirie, ao qual assistiram Julio Ferry, mnire de Paris. Os soldados lomaram as barricadas das runs Arjmi, Faubourg Sain-Honmé e Suresnca, que i sohvam a mairie. N este ultimo edifício se encerravam muitos insurgentes roas os sul dadus, despedaçando tnbiques e posando d uma a outra casa, entre ellas a que ha bitou o conde de Montàkmherl. foram dar ao | ateo da matrie. Surprehendídos os fe deraes, renderam-se. Pouco d pois, o 5." regimento d- linha, com o seu c< ronel 1 hierry A frente, to rnou a formidável barricada que havia en tre a Magdalena e o bou^vard Malesber hes. Aqoellc leito custou uma grave fenda ao valente coronel e a vida a muitos Sol dada». Os feridos d’uqiielle bairro foram trasladados para a ambubmeia estabelecida por sir Kirharde Wallace, o rico e carita tivo inglrz a quem tento deveu a popula ção parisiense durante o circo. O ministério ds marinha eslava occupa do por um batalhão de mulheres, que *e defi ndia vigorojamente, recusando render se e ameaçando com pôr fogo em ultimo extremo ao edificio. Não cumpriram a sua ameaça, as amazonas da cumtnuna. No Sena, as caobotit-irns sustentaram a luetn. Uma collocada debaixo da ponte Real, disparava contra B lly eo Trocadero. O general Bruat conseguiu apoderar-se do uma delias, chamada a (tonimune^e tro ca ta a tripulação, passou ao serviço de Versailles. Pela parte do sul, os fortes de Bicetre, Montrouge e Hauts-Bruyeres sustentaram um fogo encarniçado, porque a gene ral Barail principiou os seus movimentos para os tomar a lodo o trabsc. Um delegado da communa, o cidadão Pas chal Groussset, tinha publicado o seguinte do cumento das artes dos combates em Paris: Apesar de dois mezes de batalhas con tinuas, Paris não esta fatigada. Paris lucta sem desfaço, nem d< cansaço. O inimigo e heróico, invencível, Paris fez um pacto com a morte. Por detraz das fortaleza* e das muralhas, por detraz das muralhas ha barricadas, e por ultimo recursos as casas... que seria preciso tomar successivamente, dispondo-se antes a fazel-as saltar do que render-se. Cidades da França, assistireis por ven tura immoveis e impassíveis a este duello de morte, do futuro confia a passado, á republica contra a monarcliia? Comprehendeis finalmente que Paris é o campeào da França e do mundo, e que deixar de ajudal-o é trahil-o? Querêis a republica, ou então os vossos volos não tem significação alguma; que:»