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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 1052
72 notícias
Economia e comércioEstatísticasExércitoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoAgriculturaDecretos e portariasReformasSessões da câmara
Correspondência · Interpretacção incerta

Temos nova questão politica na camara dos pares. Está em discussão, ha tres dias, n’aquella casa, o famoso bill, chamado dos coronéis. Mas o que se quer? O que se pretende? O que diz o bill? O bill diz que é illegal o decreto de 10 de setembro de 1880, que concedeu melhoria de reforma ao coronel Affonso de Campos e illegaes os decretos analogos que depois d’elle se promulgaram; mas declarando-os illegaes, e prejudiciaes á fazenda publica, o que suppõem os leitores, que a respectiva commissão propõe? Pensam talvez que propõe a revogação d’esses decretos? ou que elles se restrinjam? Pois propõe que elles se ampliem! Leiam: Art. 3.º São extensivos aos officiaes de todas as armas e aos do corpo do estado maior que tiverem a antiguidade de tenente de 14 de janeiro de 1846, as disposições do decreto de 10 de setembro de 1880, para o fim de obterem iguaes vantagens no acto da reforma ou para lhes ser melhorada a que teem, nos postos correspondentes áquella antiguidade. Os decretos foram illegaes, foram maus, trouxeram encargos para os contribuintes; e a commissão pede que elles se ampliem aos officiaes de todas as armas, e até aos officiaes que, por já estarem reformados, se devia entender que de todo liquidaram as suas contas com o estado! Comprehende o povo? A ampliação que se propõe, abrangerá talvez mais de 140 officiaes sendo: Coronéis das armas scientificas, 21; Officiaes, constantes da relação de reformados, publicada com a sessão parlamentar de 29 de janeiro, sendo 15 a quem pertence a melhoria de reforma em generaes de brigada, e 11 em coronéis, 26; Marechaes de campo, generaes de brigada e coronéis reformados, e ainda 9 majores e 5 capitães sem accesso, 93; total, 140. A estes 140 officiaes, ha ainda a accrescentar alguns tenentes coronéis, e não sabemos mesmo se majores, que a falta de um almanach antigo nos não permitte verificar. Em numero redondo, não será inferior a 150 o numero de officiaes, comprehendidos no beneficio do artigo 3.º do bill pendente na camara dos dignos pares. Somos opposição mas n’esta questão separâmo-nos. Insurgimo-nos violentamente contra o sr. João Chrysostomo, do que nos não arrependemos, e insurgimo-nos da mesma fórma contra a camara dos pares. Não seremos bons soldados, mas somos logicos. Pois nós condemnando uma fornada dos 21 generaes, haviamos de ir applaudir outra de 150? Pois nós que achámos ser a primeira fornada um abuso, um desperdicio, haviamos de ir, e porque o bill é dos nossos, corrigir o abuso com outro abuso, obstar ao desperdicio com outro desperdicio? Não pode ser. Nós sabemos que a politica obriga a grandes sacrificios, temol-os feito mas no caso presente não vemos politica; vemos especulação e só especulação. Pois os interessados que trabalhem. Com o nosso auxilio não lograrão o que desejam.

Justiça e ordem públicaCrimes
Lisboa · Portugal

Reunio a commissão de fazenda estando presentes o director das contribuições directas, e o delegado do thesouro em Lisboa. Discutiu-se largamente a reforma do processo das execuções fiscaes e ficou concluida a discussão.

Meetings

Economia e comércioMunicípio e administracção localAbastecimento de águaFontes e chafarizesImpostos comerciaisImpostos e finançasSessões da câmara
Porto · Portugal

Houve domingo dois meetings no Porto um a favor do imposto de rendimento e outro contra. Estiveram ambos muitos concorridos. Que os contribuintes e outros promovam meetings contra o imposto de rendimento bem está, mas que os promovam os regeneradores que votaram esse imposto e que venham para o comicio censurarem o que applaudiram no parlamento não se comprehende. Mas ha mais: os regeneradores tiveram na sua mão fazer rejeitar, na camara dos pares, o imposto de rendimento. Passou o respectivo projecto quasi em fins da sessão legislativa, e quando o governo já não tinha maioria n’aquella casa do parlamento. Gabava-se o sr. Fontes — e se a ostentação d’esse predominio era vaidade reprehensivel, nem por isso o facto era menos exacto — gabava-se o sr. Fontes de dirigir a seu talante os trabalhos na camara dos dignos pares. Só ali passou o que quiz que passasse. Assim o disseram, sem cautellas nem reservas, os seus arautos. E sabe-se, como logo foi declarado sem contestação, que na votação sobre o imposto de rendimento o sr. Fontes fez sahir da sala alguns pares da sua parcialidade, afim de que o respectivo projecto podesse ser approvado, como foi. Não comprehendemos tambem como é que o partido que ao sr. Fontes obdece, vem hoje aos meetings protestar contra o imposto de rendimento, que no parlamento podia ter feito rejeitar e que só foi convertido em lei por virtude d’aquella abdicação voluntaria de votos hostis.

Economia e comércioMunicípio e administracção localTransportes e comunicaçõesAbastecimento de águaEstradas e calçadasImpostos comerciaisImpostos e finançasTelégrafo
Londres · Reino Unido Exterior / internacional · Telégrafo

O sr. marquez de Vallada obtendo a palavra para uma questão previa, leu um telegrumma recebido por via de Londres, que foi tambem apresentado na camara electiva, pelo sr. Hintz Ribeiro, no qual se dizia ter havido um tumulto na ilha de S. Miguel contra o imposto do real d’agua, chegando o povo a fazer queima de papeis.

Geral

O sr. ministro do reino declarou que o governo nenhuma noticia havia recebido a esse respeito. Hade ser isso.

Educacção e instruçãoInstrução pública

Ao Boletim Judicial agradecemos a transcripção nos nossos artigos A instrucção primaria.

Economia e comércioExércitoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoDecretos e portariasImpostos comerciaisImpostos e finançasObras municipais
Lisboa · Portugal

O sr. ministro da marinha apresentou na camara dos deputados as seguintes propostas de lei, por parte dos seus collegas da fazenda e obras publicas. 1.ª Auctorisando o governo a mandar passar os avisos de conformidade, relativos á importancia de 1:582$240 reis, de guias de transporte do exercito, entregues no thesouro publico pelo ex-contador de fazenda do districto de Lisboa, José Antonio Carlos Torres, em setembro de 1837, março e abril de 1839, que estavam desencaminhados no ministério da guerra. 2.ª Alterando os impostos que os concessionarios de minas devem pagar ao estado, segundo o disposto no artigo 40 do decreto com força de lei de 31 de dezembro de 1852.

Na Revolução de Setembro de domingo, diz

Arqueologia e patrimónioEconomia e comércioDescobertas e achadosImpostos comerciais

se o seguinte: «Descobrio agora a granja que o sr. Fontes votára o imposto de rendimento, e fez esta descoberta depois que s. ex.ª o declarou n’uma das sessões passadas. E’ verdade! E votal-o-hia segunda vez como o votou a primeira se o governo segunda vez o propuzesse. Isto tem o merito supremo da franqueza; mas, na conjunctura actual, tem uma significação politica muito valiosa. A regeneração do sr. Fontes julga do seu dever affirmar bem alto, que os impostos são necessarios, o que approva o imposto de rendimento, precisamente quando uma outra regeneração declama contra esse imposto e protesta contra os sacrificios tributarios.» Ura entendam os lá.

Município e administracção localReligião
África Exterior / internacional · Igreja

A camara dos deputados encerrou a discussão do contracto de navegação para a Africa, votou um credito de 50 contos para a ilha de S. Miguel, e o projecto de reforma administrativa até ao titulo IV (juntas de parochia).

Geral

Foi apresentada, na casa electiva, uma proposta de lei, prorogando até 22 de março de 1883 o praso para o registo dos onus reaes.

O novo codigo administrativo

Cultura e espectáculoEconomia e comércioEducacção e instruçãoJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoReligiãoDebates políticosExamesGoverno civilImpostos comerciaisImpostos e finançasInstrução públicaNomeaçõesNomeações eclesiásticasPrisõesProfessoresSessões da câmara
Correspondência · Governo Civil · Interpretacção incerta · Islâmico

(Continuado do n.º antecedente.) Eu já vi uma maioria de vereadores oppôr-se ao legal andamento da sessão, dada pelo respectivo presidente, e um dos taes gritava como possesso, que o presidente havia de fazer o que a camara ordenasse! E’ preciso que s. ex.ª se lembre, que o paiz não é uma academia, que o paiz não é o parlamento, onde s. ex.ª profere com a sua palavra eloquente e illustrada, cousas muito bonitas, mas que a pratica destroe completamente. Venha s. ex.ª para cá, para a provincia, para fóra dos grandes centros de população, viver junto das corporações administrativas, e verá que os homens illustrados e sensatos se desviam em geral, de pertencer-lhes, para não terem que sujeitar-se a opiniões caprichosas de maiorias caturras e ineptas, que atrophiam a existencia d’essas corporações. Nós temos administrado dois concelhos n’estas condições, e o que n’elles vimos, além da má administração, dá para um grosso volume de anedoctas, que entreteria mais o espirito de qualquer leitor, do que as Viagens de Gulliver, do celebrado Suwit. Mas se s. ex.ª, nem o codigo de 1878, são felizes n’este ponto, esta infelicidade sobe no seguinte trecho do seu discurso do dia 5, fazendo critica, a que só podemos dar resposta pelo projecto, ser administradores dos concelhos de 1.ª ordem, individuos que tenham habilitações litterarias, representadas n’um curso superior, especial ou secundario: «Aqui tem s. ex.ª, diz o sr. Julio de Vilhena, para que o governo foi fazer uma classificação de concelhos em tres ordens; para dar nos concelhos de segunda ordem, camaras municipaes com sete vereadores, e administradores de concelho completamente analphabetos!» Como vemos, s. ex.ª poz um ponto de admiração no final da sua critica; mas nós deviamos pôr um cento, adiante d’ella, pelo immenso disparate que ella encerra. Com que então, são completamente analphabetos todos os que não teem curso! Os homens illustres que tem havido n’este paiz, e em todas as nações, são completamente analphabetos, porque não teem curso! Que lhes agradeçam s. ex.ª esta fineza, que nós desculpamos, por ser produzida n’um discurso apaixonado. Mas se os homens sem curso, são completamente analphabetos, ou mesmo só analphabetos, para que é que o partido que s. ex.ª sustenta, com a sua brilhante palavra e intelligencia, os conservou á testa das administrações do concelho, depois da promulgação do codigo de 1878?! Foi naturalmente porque ao sr. Rodrigues Sampaio assim lhe conveio; e elle lá tinha as suas razões!... Pois olhe que nós conhecemos alguns, a que não chamamos completamente analphabetos, porque já soletram; o que duvidamos, porém, é se elles saberiam ler por cima, quando foram nomeados pelo partido a que s. ex.ª pertence. Podíamos apresentar-lhe os nomes de alguns, e até as provas do que avançamos. Podia o illustre deputado accusar o governo de contradictorio no ponto mais criticado, que nós passamos em revista, sem offender melindres, sem offender illustrações que não precisam de diplomas de academias, para se aferirem, nem de elogios de s. ex.ª para serem ou deixarem de ser o que effectivamente são. Podia, por exemplo, dizer ao governo, ou ao relator do projecto do codigo em discussão: — Dizei-nos, senhores: que differença existe nas regras de boa administração publica, entre os concelhos de 1.ª, de 2.ª ou de 3.ª ordem? O individuo que administra bem um concelho de 3.ª ou de 2.ª, não poderá bem administrar um de 1.ª? E n’este pressuposto, para que hade o de 1.ª precisar de curso, e aquelles não? Para que hão de aquelles vencer apenas 200$000 ou 300$000 reis, e este 400$000, além de maiores emolumentos? O direito administrativo é differente? Ás obrigações inherentes ao cargo de administradores dos concelhos de 1.ª, 2.ª e 3.ª ordens, são diversas? As administrações de concelho de sédes de districto, considerados de 1.ª ordem, não teem ao pé o governo civil, que promptamente os illucidará sobre qualquer problema mais difficil de administração, que seja urgente resolver? Emquanto que nos dos concelhos ruraes, longe do governo civil, taes problemas teem que ser resolvidos por sciencia do proprio administrador? E não se diga, que a densidade da população é que faz mais difficil a administração publica; porque lá temos sédes de districto, concelhos de 1.ª ordem, com inferior população a concelhos de 3.ª e 2.ª, e se isto não provasse a contradicção, diria que é mais facil administrar os povos das cidades, do que os povos da maioria dos concelhos ruraes; e o que é mais difficiloso de administrar, deve ter melhor remuneração, deve ter funccionarios mais ou egualmente habilitados. Devia s. ex.ª, egualmente, reflexionar a proposito dos completamente analphabetos: — Como não devo eu desejar, que os administradores de concelho sejam mais do que analphabetos? Pois não fui eu que deixei que alguns d’elles ficassem ganhando o que as camaras lhe queriam dar: a uns 90$000 reis, a outros 100$000, e a outros 150$000, etc.? Agora o menos que podem ganhar os de 3.ª ordem, são 200$000 reis, deduzidos dos quaes os correspondentes impostos, derramas, decimas, etc., ficará em 150$000 reis, o que não pode deixar de incital-os a illustrarem-se, para se livrarem do anathema do sr. Julio de Vilhena; de incital-os — a esses elles da grande cadeia, a que se chama, administração geral do estado — a que sejam o que geralmente são: — uns esfomeados, que os ministros de todas as situações apanham, ás dezenas, debaixo das arcadas do Terreiro do Paço, e que mandam para a provincia, para não morrerem de fome, como machin as eleitoraes, com promessa de lhes melhorarem a posição... se forem optimos galopins! Tem-se proclamado em toda a parte e nos ultimos tempos esta... figura de rethorica: que a instrucção primaria — a alavanca do progresso — é a necessidade publica mais urgente! Fazem uma lei de ensino obrigatorio, e dão aos professores uns magros doze vintens diarios pelo seu trabalho de educarem o povo!... Tambem se diz, que a administração publica precisa do remedio urgente; porque é n’ella que está a salvação do paiz! Rethorica. Discute-se uma lei nova, porque a velha não serve; e vae d’ahi, os salvadores... da rethorica, legislam que se dê de gratificação aos fiscaes d’essa administração, uma remuneração quasi egual á dos professores! Se pelo que se deprehende da critica do sr. Julio de Vilhena, parece que s. ex.ª queria que os bachareis começassem a sua carreira, ganhando 240 reis! Deixe isso cá para nós: teem mais largos horizontes os senhores bachareis. Um administrador... (Completamente analphabeto.)

Acontecimentos na Europa

Arqueologia e patrimónioEconomia e comércioExércitoMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoAgriculturaDebates políticosDescobertas e achadosEleiçõesEpigrafiaReformasRestauro e conservacção
Madrid · Alemanha · China · Espanha · Europa · Países Baixos · Reino Unido · Rússia Exterior / internacional

A elevação de Sagasta ao poder é para os democratas hespanhoes um acontecimento de grande importancia e por este facto em quasi todas as cidades e povoações principaes nas provincias teem sido realisados repetidos banquetes saudando esse acontecimento. Os conservadores monarchicos que teem estado colligados aos reaccionarios de todos os matizes, não encobrem o seu odio á marcha politica iniciada pelo novo gabinete e já as suas folhas começam a jogar-lhe varios epigrammas. Sagasta, porem, que entendendo e com justa razão que sem liberdade governo algum é possivel, acaba de decretar a ampla liberdade de imprensa e bem assim a amnistia para todos os delictos politicos. Estas leis estendem-se ás colonias de Hespanha. Assim, pois, e em resultado das medidas recentemente postas em pratica, annuncia-se em Madrid e em muitas cidades das provincias a proxima publicação de folhas republicanas. Além disto Sagasta recommendou aos governadores civis a mais rigorosa imparcialidade nas eleições, de fórma que os deputados, sem a menor impressão da auctoridade, possam representar a vontade genuina do povo. Ora ninguem por certo ignora que o partido republicano é um dos partidos mais fortes de Hespanha e que o establishemento que ultimamente tem mostrado é devido não só ao despotismo exercido por Cánovas mas igualmente á sua desorganisação. O partido republicano na actualidade, graças aos louvaveis esforços de Zorrilla e d’outros vultos não menos importantes e respeitaveis, acha-se reorganisado e vae agora entrar de novo e com desassombro em lucta com os partidos monarchicos. A imprensa parisiense occupa-se ainda do projecto apresentado mas reprovado na camara electiva para o restabelecimento do divorcio. A questão é de muito interesse e muito importante. As opiniões dividem-se conforme os campos. Um outro assumpto — a reforma da lei eleitoral — está agora na tela da discussão. A absoluta falta de espaço obriga-nos a não relatar minuciosamente quaes as bases da reforma. No proximo numero fallaremos mais detidamente d’este negocio. Continuam a ser muito importantes as noticias acerca da revolução no Transwaal. Os boers vão ganhando terreno e a sua causa começa a encontrar muitas sympathias na Hollanda e na Allemanha. O governo inglez, no interesse de pôr termo á lucta, offerece aos boers entre outras garantias a sua independencia local uma vez que obedeçam ás auctoridades britannicas. Segundo lemos em varias folhas uma nova guerra ameaça a Inglaterra. Os achantis, teem n’estas ultimas semanas atacado as feitorias inglezas na costa do Oiro e entre essa tribu, importante pela sua força numerica, clima e meios de defeza, a agitação contra os inglezes augmenta de dia a dia. As noticias de S. Petersburgo annunciam estar terminada a guerra entre a Russia e a China.

NOTICIAS DIVERSAS

Justiça e ordem públicaSaúde e higiene públicaCrimesvacinação

É grande o numero de creanças que, n’estes ultimos dias, tem sido vaccinadas ao commissariado de policia.

Justiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisCrimesNeve
Odemira · Silves · Portugal Islâmico

O sr. dr. Joaquim Antonio Neves, juiz de direito da comarca de Cintra, e deputado por Odemira, foi promovido a juiz de 1.ª classe e nomeado para a comarca de Silves. Os nossos parabens.

Economia e comércio

Tem estado abundantes os mercados desta semana.

Na freguezia do Sobral, afogou

Acidentes e sinistrosAfogamentos
Sobral · Portugal

se uma rapariga n’um barranco. A infeliz estava sobre a barreira de uma das margens, e, abatendo n’esse momento a mesma barreira, aquella cahio á agua, e foi logo arrastada pela corrente, sem que o marido, com que casara dois ou tres mezes antes, e que se achava na margem opposta, lhe podesse acudir.

Geral · Interpretacção incerta

Vae apparecendo a ferrugem nos olivedos.

Moura

Moura · Portugal Geral

Queixa-se-nos um amigo nosso de Moura, das [ilegível] que está causando ao [ilegível] da villa a falta de estampilhas [ilegível].

O mau serviço do correio denuncia

Transportes e comunicaçõesCorreio

se de dia para dia.

Vidigueira

Economia e comércioEducacção e instruçãoEscolas
Vidigueira · Portugal

Deu-se ordem ao director das obras publicas para proceder á construcção da casa para escola dos dois sexos, na villa da Vidigueira, ficando auctorisado a despender a quantia de 6:730$000 reis, importancia do respectivo orçamento.

Geral

Ha no recenseamento politico d’este anno, comparado com o de 1880, uma diminuição de 118 eleitores.

Educacção e instruçãoEscolasNomeações

O sr. José Joaquim do Rego foi nomeado provisoriamente para o logar de continuo do lyceu desta cidade.

Educacção e instruçãoEscolas

O conselho escolar applicou a pena de expulsão a um alumno do lyceu.

Economia e comércio

Regulou de 3:300 a 3:500 reis cada 15 kilogrammas de carne suina em pé, no mercado de domingo, e ha tendencias para a alta.

Cultura e espectáculoEconomia e comércioBailesFeirasFestas civis e populares

Estiveram brilhantes os bailes de mascaras que, domingo e quinta feira, tiveram logar no café Constantino.

Geral

Foi reparado, pela quarta vez, o famoso cano do Collegio.

Justiça e ordem públicaCrimes

Está em obras a casa da esquadra de policia civil.

Beja · Odemira · Portugal Geral

No dia 17 de março proximo vão á praça differentes bens nacionaes nos concelhos de Beja e Odemira.

Geral

Domingo percorreram as ruas da cidade bastantes mascaras.

Cultura e espectáculoBailesFestas civis e populares

Para o carnaval não ha baile na Sociedade bejense.

Cultura e espectáculoMunicípio e administracção localLivros e publicações

Recebemos, agradecemos e muito apreciamos, um folheto intitulado Questão Constitucional. Contem o discurso proferido na camara dos deputados, em 24 de janeiro ultimo, pelo nosso collega o sr. Emygdio Navarro. O discurso, foi mandado imprimir pela redacção do Primeiro de Janeiro, e, o distincto orador, faz parte.

Economia e comércio
Serpa · Portugal

Foi nomeado definitivamente guarda a pé da alfandega de Serpa, o sr. José Baião.

Economia e comércioSaúde e higiene públicaFeirasHigiene pública

Escutado por um selecto auditorio fez, segunda feira, no [ilegível] de higiene, leitura do seu drama Beatriz, o sr. dr. Cunha Seixas. Dissemos maravilhas do drama.

ExércitoPolítica e administracção do EstadoSaúde e higiene públicaGoverno civilHospitais
Governo Civil · Hospital

O sr. coronel do 17 de infanteria, ao que se diz, vae entender-se com o sr. governador civil para a prompta remoção das estrumeiras que cercam o edificio do hospital militar.

Cultura e espectáculoConcertosTeatroTouradas
Espanha · Portugal Exterior / internacional

Tivemos hontem espectaculo, dado no theatro provisorio por alguns artistas que fizeram parte da companhia de E. Adelaide. Representou-se a engraçada comedia A Mascara Verde que teve bom desempenho, e o publico não regateou applausos aos que a interpretaram. O sr. Cabral recitou a poesia Liberdade que lhe valeu uma chamada fóra. Seguiu-se A Machinista, linda opereta em que a sr.ª D. Concha foi justamente applaudida, e fechou o espectaculo As Touradas. Tem bonita musica esta opereta e nada mais. Hoje ha outro espectaculo. Eis o programma: O Salva vidas, drama em 1 acto; O Photographo ao correrio, scena comica, pelo actor Plácido Lima; Os Sinos de Corneville, opereta em 1 acto; Portugal e Hespanha, opereta em um acto.

Município e administracção local

As armas reaes e as do concelho, collocadas nos tectos de algumas sallas da nova casa da camara, são de um trabalho perfeito. Pena é ser em gesso.

Cultura e espectáculoEconomia e comércioSociedade e vida quotidianaComércio localFalecimentosLivros e publicações

Morreu o nosso collega do Jornal do Commercio o sr. Balthasar [ilegível]. Sentimos.

ExércitoBanda militar

A banda do regimento 17 tocou da uma ás tres da tarde, domingo ultimo, no largo nove de julho.

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesCaminho de ferroEstacções
Anúncio oficial · Caminho de ferro

O relogio da cidade anda quasi dez minutos atrazado do da estação, do caminho de ferro, quando deve dar-se o contrario. Bom será que a camara tome o nosso aviso em consideração. Se o fizer obstará a grandes transtornos.

Serpa

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesarremataçõesEstradasEstradas e calçadasObras de infraestruturaObras municipais
Ficalho · Serpa · Portugal

A camara de Serpa vae construir mais um lanço de estrada da villa a Ficalho.

Economia e comércioMunicípio e administracção localAgricultura

A camara arrendou, por 115$000 reis annuaes, o ferragial ao campo de Oliva.

Geral

Foi dada ordem para serem licenciadas mais 100 praças do 17 de infanteria.

Município e administracção localLicenças

Está em licença o sr. presidente da camara.

Justiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisCrimes

A policia tem deitado mão aos que entendem que no tempo de entrudo é tudo permittido, e tem obrigado uns a conterem-se nos verdadeiros limites, e outros a indemnizarem as victimas. Louvamol-a.

Beja · Portugal Geral

O sr. Motta, conductor d’obras publicas, foi mandado fazer serviço na direcção de Beja.

Hontem devia ter

Sociedade e vida quotidianaCasamentos
Faro · Portugal

se effectuado, em Faro, o casamento da ex.ma sr.ª D. Adelaide Fonseca, filha do distincto prestidigitador Fonseca, com o sr. Adolpho Julia, artista hespanhol.

Sociedade e vida quotidianaFalecimentos

Falleceu o marquez de Fronteira.

Geral

Domingo ha reunião de familias na Sociedade Philharmonica Artistica Bejense.

Economia e comércioReligiãoImpostos comerciais
Igreja

Quasi que podemos affirmar que as commissões parochaes para o imposto do rendimento, não se installam.

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesEstradasEstradas e calçadasObras de infraestruturaObras municipais

A camara está procedendo a pequenas reparações nas estradas municipaes.

Geral

Está assentado o rodapé de azulejo nos corredores do novo edificio [ilegível].

Município e administracção local
Câmara Municipal · Interpretacção incerta

Parece que todas as juntas que celebram as suas sessões e as commissões do rendimento, se vão pôr de remedio, se vão pedir uso de uma ou duas sallas á camara municipal. Mas onde as tem ella? E que as tivesse emprestal-as-hia? Duvidamos.

Cultura e espectáculoEconomia e comércioBailesFestas civis e popularesImpostos comerciais
Interpretacção incerta

No baile de mascaras appareceu uma allusiva ao imposto do rendimento. Foi muito applaudida.

ExércitoJustiça e ordem públicaCrimesMovimentos de tropas
Interpretacção incerta

Parece que por estar com pouca força, o 17 de infanteria são mandados recolher alguns destacamentos de policia civil.

Meteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localSecas

Tem sido substituidas as arvores publicas que, no interior da povoação, estavam seccas. O nosso amigo o sr. César Banha offereceu ao municipio frondosas [ilegível].

Transportes e comunicaçõesCorreio
Beja · Portugal

Os empregados addidos da extincta administração do correio de Beja, pediam ás cortes melhoria de collocação.

Aljustrel · Beja · Castro Verde · Cuba · Portugal Geral

No dia 19 de março proximo vão á praça differentes bens nacionaes nos concelhos de Beja, Cuba, Castro Verde e Aljustrel.

S. Miguel

Sociedade e vida quotidianaBeneficência
África Exterior / internacional

Em S. Miguel tem havido grandes tremores de terra. Ha lombas completamente arrasadas. O Africa está prompto a largar á primeira voz. Leva soccorros.

Cultura e espectáculoBailesFestas civis e populares

No ultimo baile de mascaras o premio tocou ao sr. Manoel Antonio Gonçalves.

Sepultou

Economia e comércioSociedade e vida quotidianaFalecimentosFeiras

se quarta feira o filho mais velho do nosso particular amigo o sr. Guedes Pimenta. Falleceu de um typho. Á familia do finado os nossos pezames.

Cultura e espectáculoBailesFestas civis e populares

O emprezario do baile de mascaras o sr. Constantino [ilegível], prepara, para os proximos dias do carnaval, grandes surpresas.

Município e administracção local

Assumio a presidencia da camara o sr. Telles Tinoco.

Economia e comércioJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localFeirasMercados e feirasPrisões

Terça feira foram presos em uma das regateiras ruraes do concelho, [ilegível].

Publicou

Geral

se o n.º 24 do II anno de O Camões semanario popular illustrado.

Beja · Portugal Geral

Está em Beja o distincto advogado e nosso collega o sr. dr. Cunha Seixas.

Economia e comércioFeiras

A carne de marranita regulou no mercado de terça feira por 220 rs. cada kilogramma.

Aljustrel 17 de Fevereiro

Arqueologia e patrimónioExércitoMunicípio e administracção localReligiãoEpigrafiaRecrutamentoSessões da câmara
Aljustrel · Portugal Igreja

O sr. dr. Figueiredo que por bem conhecido se não confronta é presidente da commissão do recenseamento politico d’este concelho e n’essa qualidade, não só excluiu individuos que tinham voto nos recenseamentos transados, mas declarou que visto o sr. José Julião Peres e seu irmão Martinho não terem entrado no recrutamento militar e por esse facto estarem inhibidos de exercer cargos publicos, não podiam serem recenseados, o que os punha de parte para averiguações. Ora não ha disposição nenhuma de lei que exclua do recenseamento politico o individuo que deixou de ser inscripto no recrutamento militar, e tanto assim que sendo o sr. Figueiredo secretario da commissão no anno de 1880, julgou que seu cunhado Antonio Joaquim Godinho de Barahona Junior podia ser eleitor elegivel apesar de não ter sido recrutado; e não esse seu, outro cunhado, Joaquim Antonio Inglez e seu primo Francisco de Paula Inglez de Oliveira, que foi amanuense da camara e hoje recebedor do concelho? Sendo pois o sr. Figueiredo bacharel e de direito homem que tinha obrigação de saber alguma cousa, por onde é que regula a sua jurisprudencia eleitoral? Pois os srs. Peres não podem ser eleitores nem servir em como vereadores, só porque não foram recrutados e os seus parentes que estão no mesmo caso, são aquelles inhibidos de exercerem o cargo, que a maioria dos eleitores lhe conferio e estes não? Para que foi pois officiar a tantas auctoridades administrativas a saber se os srs. Peres tinham ou não sido recrutados? Diz elle que são hespanhoes quem o affirmará? Pois o sr. Figueiredo não conhece o que dispõe o nosso codigo civil a tal respeito? Para que eram então todos esses espalhafatos e acarretar sobre si responsabilidades que mal lhe podem caber? E o que lhe disseram n’esses officios? Disseram-lhe que não tinham sido recrutados? Pois se assim foi tambem o escrivão da camara passou uma certidão dos cadernos do recrutamento d’este concelho em que certifica que Antonio Joaquim Godinho Barahona Junior, Joaquim Antonio Inglez, João Roberto Paes Pinção, Filippe Paes Pinção, Francisco de Paula Inglez de Oliveira, Antonio Roberto de Sousa Pinção e seu irmão João, o 1.º, 2.º, 4.º e 5.º não estão inscriptos nos cadernos do recenseamento militar, o que o bom do escrivão vendo que a certidão era requerida pelo irmão do sr. José Julião Peres, teve a generosidade de levar quatorze mil duzentos e vinte cinco reis — 14:225 reis — levando de busca 12:900 reis de 7 certidões quando o requerimento era só um e só uma certidão a pedida — 840 reis — dois sellos de sete certidões — 420 — e dois ollos de papel em que elle passou as sete certidões 65 reis. Vejam os leitores como aqui se interpreta a lei — 14:225 reis por uma certidão que só devia ter uma busca e essa de 25 annos! Quem deu esse conselho ao escrivão que antes de a passar, elle e os seus amigos, esfregavam as mãos de contentes por uma exorbitancia tal? E as consequencias quem as soffre? quem livra o escrivão que já tem em seu poder a importancia da certidão, das disposições do art.º 316 do cod. pen.? Ah commediantes! está marcada pela ordem das cousas a vossa hora fatal e não é certamente as zumbaias que estais ensaiando, para o sr. dr. Fialho, que vos hade livrar da justiça que s. ex.ª sabe fazer e sabe obrigar a respeitar. Mas digam os leitores, desde o momento que o sr. Figueiredo nega o voto a uns cidadãos portuguezes, fundado n’uma jurisprudencia que não existe; desde o momento que o sr. Figueiredo pôz de parte as informações do regedor e do parocho sobre a identidade dos eleitores, podemos nós dizer que este sr. bacharel sabe ser justo e imparcial ou interpretar a lei tal qual ella é e que se conhece como uma das mais liberaes do mundo? E’ que o sr. Figueiredo é um [ilegível], que ninguem conhece e nem elle mesmo sabe explicar. M. L.

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Cultura e espectáculoEducacção e instruçãoInstrução públicaLivros e publicações
Porto · Portugal

Jornal de Viagem.—Distribuiram-se os fasciculos 89 e 90, 4.º anno, d’este excellente semanario geographico que se publica no Porto sob a direcção dos srs. Emygdio d’Oliveira e Ferreira de Brito. Os assumptos de que trata são de muito interesse e altamente proveitosos á boa instrucção. Cada fasciculo 100 reis.

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Geral

Maravilhas da Creação.—Publicou-se a folha 19.ª, 3.º e ultimo volume d’esta utilissima obra. Esta folha trata ainda das aves e começa a descrição da ordem das pernaltas. A obra deve em breve estar concluida. Cada folha 60 reis. A assignatura continua aberta.

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Cultura e espectáculoLivros e publicações
Lisboa · Portugal

Chronica Moderna.—Revista Critica illustrada por Gervasio Lobato. Esta curiosissima publicação da Empreza Litteraria de Lisboa continua a publicar-se com a maxima regularidade e é sempre aguardada com impaciencia e interesse pelo publico. E’ esta uma das publicações de reconhecida utilidade e como tal a recommendamos.

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Preços

Os Communistas no exilio.—Vae muito adiantada a publicação do segundo e ultimo volume d’este romance por H. Rochefort que a empreza Serões Romanticos tem no prelo. O primeiro volume custa brochado 500 reis.

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Lisboa · Portugal

Bibliotheca do Povo e das Escolas.—Sob este titulo inaugurou o arrojado editor o sr. David Corazzi, proprietario da empreza Horas Romanticas, a publicação d’uns livrinhos — propaganda da instrucção para portuguezes e brazileiros — de summa utilidade. O primeiro livrinho é a Historia de Portugal. Lisboa. Sebastião J. Baçam.