Desistiu do diploma de descobridor legal da mina de cobre e outros metaes, do sitio da Vinha, na Defeza Nova, freguezia e concelho de Barrancos, districto de Beja, Francisco Anastacio Pulido, a quem foi restituído deposito, respectiva na importancia de 130$000 reis e declarado livre o campo para registros.
O sr. Ayres Guimarães Negrão, alfaias do 17 de infanteria, foi transferido para a guarda municipal.
O administrador do concelho de Odemira, foi transferido para Mortagua.
Fica em nosso poder uma correspondencia do sr. Duarte Rousseau que publicaremos no numero seguinte.
Os casamentos tragicos: publicou-se mais uma caderneta deste romance.
A Empreza Noites romanticas publicou, esta semana, mais uma caderneta do romance O cavalleiro negro.
Pediram á camara terreno para jazigos a viuva do sr. Gregorio Martins e o sr. Trindade.
Deu á luz uma robusta menina a esposa do digno deputado por este circulo o nosso amigo o sr. Nobre de Carvalho.
Em S. Domingos, houve ao que corre um grande sinistro. Desabou parte de uma galeria. Ha mortos e feridos.
Hoje ha funcção de Passos em Baleizão.
Falleceu sabado o sr. João Silverio de Mira. Tinha grandes serviços á causa liberal.
A camara, sabado, em sessão extraordinaria, discutiu e votou a planta e orçamento do mercado.
Estão concluídas as obras de estuque nos corredores do pavimento terreo dos paços do concelho.
Para os trabalhos de Adryeni executados, sabado no theatro provisorio só tem uma palavra: admiraveis.
Domingo, os estudantes, deram, no theatro provisorio um beneficio ás meninas Argentes. Correu bem o espectaculo.
Foi rendido o destacamento de policia civil em Ourique.
Foi encontrada abandonada em Quintos uma creança recemnascida do sexo masculino. Deu entrada no hospicio.
Uma das meninas Arce Cabo cantará, quinta feira santa, no Salvador, uma lição de trevas.
Offereceu uma collecção de gravuras, em ponto grande, representando Christo e os Apostolos, á casa pia de Beja, para a sua capella, o nosso amigo o sr. Antonio Ignacio de Sousa Porto.
Continuaram, durante a semana, as chuvas e trovoadas.
No dia 24 de abril vão á praça differentes bens nacionaes nos concelhos de Alvito e Vidigueira.
Quando se installam as commissões parochiaes e a municipal para o imposto de rendimento?
Diz
se que vão parar os trabalhos das minas de S. João e Algares.
Vae ser expropriada a casa dos corvos para alargamento do mercado do peixe e hortaliças.
Vieram mais arvores para as estradas concelhias.
Publicou
se mais uma caderneta dos Communistas no exilio.
A camara arrematou domingo as lezirias do Guadiana.
Vieram alguns premios, em cautellas, para Beja, da sorte grande da ultima loteria de Hespanha.
A berração da velha correu sem harmonia. Nem um descante sequer!
Atravez do Continente Negro. Sahio o fascículo XXVII desta notavel obra.
Recebemos e agradecemos o brinde do Diario de noticias aos seus assignantes. E' o XVI volume da collecção.
Da collecção de livrinhos illustrados, Contos infantis da empreza Horas Romanticas, do sr. David Corazzi, sahio mais um folheto: é a historia do Rei dos [ilegível], uma engraçada narrativa para as creancinhas.
Foi concedida ao sr. Rafino Brazilio Rachão a propriedade provisoria da mina do manganes denominada Cerro do Vigia, situada na Herdade do Salto, freguezia de S. Marcos da Ataboeira, concelho do Castro Verde.
Domingo chegou a esta cidade uma força de cavallaria n.º 5 e outra de caçadores n.º 4.
No mez de fevereiro a escola de ensino primario de Albernôa foi frequentada por 15 alumnos; a de Beringel por 44; a de Beja (Santa Maria) por 93; a da Salvada por 26; a de Beja (Salvador) por 47; a da Cabeça Gorda por 35; e a de Quintos por 20.
[ilegível] estão regulares.
Este anno começaram a ser lavradas as vinhas. Custou!
Recebemos e agradecemos o relatorio apresentado á junta geral, em sessão de novembro ultimo, pela commissão executiva.
Foi, segunda feira, abandonada na rua do Esquivel, uma creança recemnascida do sexo masculino.
Os queijos de entorna venderam
se, no ultimo mercado por 1$100 rs. cada um.
Aljustrel, 16 de Março. Sr. redactor
Ha dias foi apresentado á commissão de recenseamento politico d'este concelho, um requerimento assignado pelo sr. Joaquim Pedro de Souza Pinção, pessoa muito digna do credito, honra e... tudo mais, para que fossem excluidos do mesmo recenseamento os srs. José Julião Peres e Martinho Peres Macias, tanto como eleitores bem como elegiveis, pelo facto de serem hespanhoes, segundo o mesmo sr. allega no seu requerimento. Que documentos terá aquelle sr. para provar que os srs. Peres são hespanhoes? Nenhuns; é apenas uma vingança, uma mesquinharia que aquelle sr. quer exercer; o que muito nos admirâmos, porque o sr. Pinção nunca foi vingativo e sim uma pessoa que merece toda a consideração. É possivel que alguns dos seus amigos o induzissem para tal fim, porque nós não consideramos o sr. Pinção capaz de por si só fazer tal: 1.º Porque o sr. Pinção não está nas circumstancias de redigir um requerimento d'aquella ordem; o que merece toda a desculpa porque não teve estudos, nem a isso lhe chegam as suas ideas; 2.º Porque elle não tem documentos em que possa provar como os srs. Peres são hespanhoes; 3.º Porque se devia lembrar que este anno eram excluidos os srs. Peres do recenseamento politico como hespanhoes, e o sr. Pinção para o anno será excluido não como hespanhol mas sim como... homem muito honrado, assim como alguns dos seus amigos. Sentimos bastante se chegarmos a vêr tal procedimento, porque [ilegível] é uma grande calumnia. (Do v.g.te. B.)
Serpa, 23 de março de 1881. Sr. redactor
Eis finalmente explicada a razão porque o sr. Affreixo julgou infructifera a visita feita pelo ex.mo governador civil a este concelho! Refere o sr. Affreixo que o ex.mo vigario pro-capitular dissera em 16 de março de 1876 que taes inspecções dão resultados proficuos, e como s. ex.ª não declarou desde logo que uma visita, e não inspecção, que em 1880 havia de ser feita pelo governador civil do districto de Beja estaria fóra desta apreciação, ou mesmo que fallando na generalidade, se poderia admittir houvesse uma qualquer excepção á regra feita conscienciosamente, entendeu o sr. Affreixo não poder haver visitas senão n'aquellas condições. Aqui temos pois explicado o caso: custou mas veio. O que ainda não veio é como póde ser passado o attestado, conforme o que vio e averiguou na escola onde esteve em 1874, segundo a sua declaração, só o sr. Affreixo, com o seu material, que ainda assim não foi visitado e observado com a attenção devida, a tão raro exemplar! Esta coherencia bem valia uma clara explicação: s. ex.ª não via cousa alguma na escola, mas para passar o attestado vio e averiguou! Este sr. Affreixo é, bem de passagem, dotado d'uma modéstia e ingenuidade pasmosa. [ilegível] Acaba o sr. Affreixo o seu procedimento de vereador e de particular; vê incoherencia entre os attestados passados pela camara, a gratificação por ella votada para a escola e as minhas correspondencias; pois se vê que não ha nestes actos desharmonia. Todos sabem, ainda mesmo os que não tem a competencia do sr. Affreixo, como na camara se decidem todos os assumptos e que ao presidente nos termos do art. 108 do codigo administrativo compete a execução das deliberações da camara com sujeição á auctoridade da mesma camara e n'estes termos, embora de opinião diversa, tem de cumprir o que por ella for determinado, sendo em muitos casos vencido, não podendo muitas vezes oppôr-se porque com isto crearia conflictos cujo resultado seria duvidoso quando a camara procede na esphera das suas attribuições. Mas ainda que assim não fora, e suppondo mesmo ter sido a camara vencida pelo presidente e passados os attestados e votada a gratificação por sua unica vontade, não haveria incoherencia. A escola como é sabido e o seu titulo o indica é um estabelecimento particular, sustentado por alguns cavalheiros d'esta localidade e aonde eu não tenho ingerencia alguma quer como presidente da camara, quer como particular e por essa razão desconhecia para mim tudo quanto lá se passava, pois nunca a visitei. Quando o sr. Affreixo requereu os attestados informei-me com quem julguei poderia esclarecer-me convenientemente e em vista das informações recebidas e do voto unanime dos vereadores entendi poder-se passar o attestado e votar-se a gratificação, não obstante as correspondencias do sr. Affreixo anteriormente publicadas que eu considerei como actos puramente levianos e aos quaes não dei importancia, sendo por esta razão desconhecidas cartas peripécias só ha pouco sabidas. Vendo depois a correspondencia publicada no numero 257 do Jornal do Povo em que me retribue tão cavalheiramente os favores recebidos, conheci não ser a leviandade só que impellia o sr. Affreixo, mas tambem a ingratidão, o despeito e a exagerada persumpção de imaginados merecimentos, e foi então que procedi a minuciosas averiguações e conheci quanto tenho dito. Aqui está explicada a supposta incoherencia. Junto o meu juizo a respeito do sr. Affreixo não é infundado que a propria consciencia lhe [ilegível]. Em vista d'esta seriedade do sr. Affreixo póde-se julgar que o seu procedimento se approxima muito da covardia e falta de pejo porque aventou a vilania, e agora, suppondo que eu não tinha o n.º 104 do jornal, quiz eximir-se á responsabilidade que só a elle compete, por ter medo! Diga que se equivocou no numero do jornal; diga ser qualquer outro que suppunha ou não ter; vá, diga para ficar mais conhecido se ainda julga estar pouco. Dar-me-hei por vencido e convencido do meu procedimento, só e apenas, com uma manifestação de cousa familiar serpousa, diz o sr. Affreixo! É esta uma boa fórma de se tirar de difficuldades e de dizer que á mingua de sensibilidade, não, ha provas para si, nem mesmo os seus escriptos! A idéa que estas palavras encerram não é novidade para mim e tanto que a acho proprissima do sr. Affreixo. Pois com a escola particular nada tenho que vêr, porque cada um pode deitar fóra o seu dinheiro se o não quizer sem dever por isso satisfações; quando a escola mudar de caracter, se mudará, e se até então o sr. Affreixo ainda não me tiver demittido, fallaremos. É esta a ultima resposta dada aos artigos do sr. Affreixo: com quem não tem coragem para se apresentar como deve ao vestuario que usa, com quem nega o que escreveu e fere á encoberta, não quero polemicas porque equivale a questionar com uma mulher. Quando fôr susceptivel de escrever como o costumam fazer os individuos que se prezam, fallaremos; pela fórma usada até agora não. Creia-me sr. redactor. Do v. etc. Bernardo Caieiro d'Almeida.