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O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 516
32 notícias

Beringel 6 de novembro de 1870. Sr. redactor

Meteorologia e fenómenos naturaisReligiãoSociedade e vida quotidianaFestas religiosasNomeações eclesiásticasPobres e esmolas
Beringel · Europa · Portugal Exterior / internacional · Igreja

O sr. Miguel Teixeira tem feito cinco dias preces pelo supremo pastor da santa igreja catholica, e pelo socego e paz da Europa. Sempre que aqui se tem feito preces, lemos visto concorrer a cilas toda a gente sem excepção de pessoa. Desta vez não foi assim porque quasi ninguém já concor re aos actos religiosos praticados pelo sr. Miguel. Ouvimos a pessoa que foi ás preces, que se não fora a coadjuvação e valioso auxilio que o sr. Manoel da Palma se di gnou prestar ao sr. Miguel, aquelle acto serio e religioso ter-se-ia tornado excessi vamente ridículo porque o sr. prior este ve muito infeliz ! nem cantado nem resado ! O sr. prior sempre que exerce as funcções do sou ministério, umas vezes nada, e outras nem nada! E como não ser assim se o sr. prior não sabe ler! Melhor fora que o tempo que o sr. prior emprega na limpesa do seu armamento o empregasse no estudo porque como está novo pode ser que ainda aprenda. Quem concorrerá com devoção ao templo para ver praticar actos religiosos pelo homem que tem lido a sua immensa bengala de estoque em exposição na loja do sr. Francisco Manoel Fitas, que lhe fez um punho de ferro que pesa Ires kilos e meio ! E falia o nosso manso pastor em convindar o sr. padre Rademaker para que venha a Beringel ver se pada regenerar este povo impenitente ? Venha o sr. padre Rademaker, mas venha convicto de que se abuzar será d’aqui enchotado conjunctamente com o sr. Miguel, que quer dar mao nome a Beringel sem se lembrar de que ainda o toleramos ! Não conhecemos o sr. padre Rademaker se não de nome, mas não lhe agouramos boa camaradagem com o sr. padre Miguel porque o sr. Rademaker gosa ns honras de homem esperto, e o sr. Miguel de superficial, ignorante ií biutn chapado. 0 sr. Miguel acaba de commetter mais uma negra ingratidão despedindo de seu sacristão o sr. Antonio Duarte a que é muito e muito obrigado. A nomeação do sr. Duarte para sacristão não havia agradado ; seja porem dito em abono da verdade que o sr. Duarte foi alem da expecta tiva geral por que não fez mao logar e trazia a egreja muito limpa. O sr. Miguel ao despedir o sr. Duarte dispensou-lhe louvor e assegurou-lhe ser muito seu amigo ! Nada temos com o despedimento do homem, seja sacristão outro qualquer que esteja no caso de o ser. O que porem nos revolta, é dizer o sr. prior que despediu o sr. Duarte porque fez relaxar a côngrua sem sua auctorisação ! Isto é infame, mas muito proprio do sr. prior. Se o sr. Duarte (cobrador da côngrua) tivesse adherido ao constante desejo du sr. prior teria relaxado a côngrua muito un tes do S. João; mas só o fez mais tarde, quando já não podia deixar de o fazer cm vista da ordem positiva que recebeu do sr. prior ; e ainda assim o sr. Duarte commetteu uma boa acção mostrando assim que não faz boa parelha com 0 sr. Miguel como muita gente julgo. O sr. Duarte ficon com trinta c um re cibos que não fez relaxnr, e que ainda hoje tem em seu puder e mostrou a quem os quiz ver. 0 sr. prior fez pagar a muitos mis rnv eis que lhe desviam cincoenla e cem reis de côngrua, mais setecentos e quarenta reis de custos, e o sr. Duarte para evitar maior v"xame fica com trinta e um recibos em seu poder, quasi todos de gente muito pobre e paga da sua algibeira ao sr. prior I Veja agora o sr. Miguel se o despedir o sr. Duaite de sacristão o fará congiatolar com o povo que o conhece e sabe o quanto lhe deve I Se por ventura sua s.' está crente de que tem aqui algum amigo está completamento illudido ! Falíamos com todos, ouvimos a todos, e ainda aquelles que correm a mão por cima do lombo dc s. s.°. Esta já vae longa, só mais duas palavras e fique o muito que a dize? temos de remissa para outra vez. Consta-nos que o sr. Miguel tem dito que despreza as accu-ações que lhe temos feito pela imprensa porque também os ministres são por esta verberados e não respondem : e que s. s.” também é ministro da igreja. Seja assim. 0 sr. prior está no seu direito, pode responder, ou deixar de o fazer ; mas nós lambem estamos no nosso para apreciar a s. ?.* como merece, e lembrar-lhe o provérbio :—quem não U ra vergonha todo o mundo é seu. Mas o sr. Miguel tem que responder a umas interrogações que temos de lhe fa zei ; e badè responder oitenta a gravidade delias... Temos-lhe arrancado a mascara, mas ainda lhe não tocamos na nojenta cru ta... quizei amos não chegar a isso purqi e temos toda a deferencia para com a digna classe ecclesiastica que deve ser reverentemente acatada, mas... não pode ser! Consideraremos o sr. Miguel como uma excepção entre todos os srs. ecclesiasticos, e continuaremos no nosso firme e inabala vel proposíto. Não é bonito ser menos exacto, c por isso reconamendamos ao sr. Miguel que não diga lá fora que em Beringel é a côngrua muito mal paga, e que lhe devem muito, quando no dia quatro de julho tinha a sua côngrua recebida sem lhe ficarem a dever cinco reis I N’isto é que não ha inexactidao. Será assim sr. Miguel ? » * *

Sr. redactor

Santiago do Cacém · Portugal Geral

Proximo ô partir de Santiago de Cacem para la villa de Grân dola, quiero dar una prueba de reconocimiento y gratitud, em nombre de los nclures y amigos ô quienes obsequió el illm." snr. Jozé Sdmlien Lopez, digno farma ceotico de Santiago. El dia (." da nohiembre será perpetuo em la imaginacion de los convivas que se reunieron a Ia esplendida comida, ofrecida con la acosinmbradu franqueza que tanti caracteriza al snr. Lopez y exm.* família. Eran poco mas de las Ires horas de. la tar de y ya est.ua la mesa sorvida y cubierla de geiieros alimentícios y esquisitas viandas, ernpezatidò por lo olla podrida (costúmbre expanda) y concluyendo por el inofensivo pahn y suculenta galltná. Lo bariacion de princípios, el gueto y simetria en cl s rvicio de las mesas, haciiin mas ostentosa y agra dable la reunion, Vinte y tres cuhiertos fuerou utilizados, quendánlo algunos más, vacantes, por indisposicion y ausência de los convidados. Eran las 8 horas de la no che cuando se ibaodonó la sala comedor, y de esta pasaron alegremente vis-á-vis á tomar el café ; doqim s d< I cunl, cemenza ron las dunzas havan ras tocadas en la gui tarra y cantadas, por las simpáticas her matias Nufmz. Durante estas horas de ver dadera alegria, eslava la exm.* D.' Maria Nazaré sirbiendo con profusim y con la galanteria conocida vinos esquisitos, y sa brosos dulces. Ei en bis cualro horas de la matina cuando se retiraron los últimos grupos, . e cordando las bellas horas conque los duefíos de la casa honraron a sus amigos. Reeiba el sr. Lopez im boto de gratitud y recono cimiqotn, de su admirador, pt>r que dias tan plaHCibles como el 1." de nobiembre qtiedan grabadós en el curazon. J. N.

ReligiãoSociedade e vida quotidianaBeneficênciaFalecimentos

Falleceu n’es(a villa, e deu-se hontem 4 sepultura o reverendo póor d'esta freguezia, o padre Francisco José Fragoso, A sua morte foi muito senti ia, sen do acompanhado ã sua ultima morada, por grande numero de pessoas, que volunta riamente concorreram, divisando-se quasi todos os olhos arrasados de lagrimas Tal demonstração basta para provar o quanto era estimado e respeitado de seus paro çliianos. Exercia em larga escala a virtude da caridade, e sem ostentação, não sendo raro levar elie lúima mão o sagrado pão eucha ristico e na outra o pão que mala a forne, e suavisa a miséria ! Era saceidote inUlligente c despido de fanatismo e hypocrisia ! Deus o tenha em eterno descanço ! Ferreira 9 de novembro de 1870. Um seu amigo.

Concelho de Mertola

Cultura e espectáculoMunicípio e administracção localReligiãoFestas religiosasLivros e publicações
Mértola · Portugal Romano

Aos cavalheiros abaixo inmctimaiio*, residente no concelho de Mertola, que foram assignantes d'este jornal, e que se despediram sem terem satisfeito o, sen debito. pedimos se dignem mandal-o satisfazer ao ill.““ sr. José Marcello de Mendonça, na villa de Mertola, que tem em seu poder os respectivos recibos. Aos nossos íUnslres assignantes d’nquePo con celho rogamos a fineza de mandarem satisfazer lambem suas assignalnras a casa do mesmo sr. Mendonça cujos recibos ali existem. Os srs. que deixaram de ser assignantes e de vem suas assiguaturas são : José de Lemos Carvalho Monteiro, Espirito Santo. Francisco Antonio Passo, Espirito Santo. João Romano, Mina de S. Domingos. Francisco Manoel da Palma, Espirito Santo. Manoel Ignacio Valladas Junior S. Miguel du Pinheiro.

Vandalismo

Economia e comércioTransportes e comunicaçõesEstradasObras de infraestrutura

Um dos bancos da estrada da circumvalação está por lerra. Isto vae bom. N'um dia quebram muito de proposito m bombas, no outro destroem os ban cos, no outro oscaudieiros do mercado etc. etc. Isto vae optimo. Avante rapaziada, quebrem e estragem tudo porque a impunidade é certa. Avante.

Estado sanitario

Saúde e higiene públicaEpidemias
Serpa · Portugal

Não é bom em Alma, dovar, e em Serpa a epidemia de bexigas, não tem diminuído.

Tempo

Meteorologia e fenómenos naturais

A clinva que tão necessário era para os trabalho agrícolas, começou, na quarta fei ra a cahir.

Força

Economia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaCrimesFeiras
Cuba · Portugal

Para fazer a policia durante as audi ências gerara em Cuba sahio na segunda feira um força do regimento 17 de infanleria.

Mercê regia

Geral · Islâmico

Foi agraciado com a commen. da da Conceição o digno administrador do conce lho da Vidigudra o nosso amigo, o ex.^sr. João Evangelista Franco d'Asceução e Sá. Damos-lhe os parabéns.

Reparação

Transportes e comunicaçõesCaminho de ferroEstradasObras de infraestrutura
Caminho de ferro

A estrada d’esta cidade á » tação do caminho de ferro, anda a reparar-se.

Accidente

Geral

Em um dos dias da sema na ultima estando a montar a entalho o sr. José Antonio Dias, caliio lhe a clavina e disparou se rebentando em seguida o cano. Felumenle nau criança que estava junto eu lugar onde soccoiieu o que deixemos dillo ficou sã c salva. Urti dai estilhaços do cano passou-lhe quando muito á al tura dç dois dedos acima da cabeça.

Calçada

Cultura e espectáculoLivros e publicações

A da rua dos Aferidores está con cluída e ficou boa. O sr. IV bJio tatuou emcon* siderarão o que dissemos no ultimo numero iltíte jornal e mandou executar o que pedimos. Agradecidos.

Musica

Cultura e espectáculoConcertos

No domingo tocou na praça desde s uma hora da tarde até ás Ires a banda do regimen to 17 de infanleria.

Estudos

Município e administracção localTransportes e comunicaçõesEstradasEstradas e calçadasObras de infraestruturaObras municipais
Beja · Portugal

Anda a estudar-se a conlinuicão da estrada municipal de Beja á Silvada.

Estrada

Meteorologia e fenómenos naturaisReligiãoTransportes e comunicaçõesEstradasNeveObras de infraestrutura

Está concluído o lanço ds eslradi de BJeizãu comprehendido eutre esta cidade e Nossa Senhora das Neves.

Porto · Portugal Geral

Amoreiras»—Para se arberisarem a» estro* tias ninnicipaes foram mandadas vir do Porto 2:000 pés de imoreira.

Orçamento

Economia e comércioMunicípio e administracção localReligiãoImpostos e finanças
Câmara Municipal

O da camara municipal d' esta cidade, relativo ao semestre corrente foi devolvido du ministério do reino para ser rcformido.

Prisão

Economia e comércioJustiça e ordem públicaMunicípio e administracção localFeirasMercados e feirasPrisões

Foi preso na segunda feira pelo sr. administrador do concelho, um tal João Trindade, que feriu na cabeça com uma paulada, o uicsIre José da Canili.

Inspecção sanitaria

Município e administracção localSaúde e higiene públicaHospitais
Hospital

Na semana pnsada, for am inspecciouadas, no hospital, pelos sr», dr. Tello e Ribeiro, as meretrizes matriculada» na administração deste concelho.

Assassinato

Justiça e ordem públicaHomicídios

No dia 31 de outubro, foi assassinado um homem de Brinxes ^chamado Lai cas. numa propriedade perto das Pias, denomin»da Vomaren.O assassino foi um mahez que Hw havia pedido trabalho, e o eslava servindo hivit dias.

Transferencia

Beja · Silves · Portugal Geral

Consta-nos que o jiiii de diritle d'esta comarca o ex.ru0 sr. Antoniode Almeida de Srmzi Novaes foi transferido parai comarca de Chaves e para a dc Beja o sr. juit de direito de Silves o sr. dr. Poniforte.

Já estão presos

Justiça e ordem públicaPrisões

Os indivíduos que, rm julho ultimo, rm uma eira, espancaram o sr.Jo. sé Antonio Dias e que se evadiram foram presos em um dos dias da semana passada c conduzidos as cadeias desta cidade.

Justiça e ordem públicaBebedeiras e desordens
Aljustrel · Portugal

Desordem—$o domingo houve na nu de Aljustrel uma desordem.A policia intervio e pren deu os desordeiros. Ainda houve feriai mU s.

Accusamos a remessa

Geral

Recebemos e agradecemos : O almanach João Brandão.

Arqueologia e patrimónioEstatísticasExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisNomeaçõesRuínas e monumentosTreinos e manobras
Berlim · Londres · Porto · Alemanha · Áustria · Europa · França · Holstein · Portugal · Prússia · Reino Unido · Rússia Correspondência · Exterior / internacional

Troços d'uma carta de Emilio de Girardin, ao conde de Bismark—Quando na vossa circular datada de Berlim, em 13 de setembro de 1870, fallaveis da cobiça franceza ; quando na circular datada de Meaux, em 16 de outubro, ousáveis dizer que só o nação franceza provocara a guerra, vós mentis, sr. conde ; vós mentis, como mentíeis, em 1 de dezembro de 1863. quando ácetca da questão do Schleswig-Holstein, apresentáveisí Europa esta declaração aolemne e textual: —«A posição da Prússia está regulada,em «primeiro logar pelo tratada do Londres «de 1832. Pôde lastimar-se que fosse as «signado, mas foi assignado, e a honn «bem como a prudência exigem quente «deixemos subsistir duvida alguma ácerft «da nossa fidelidade na observância dot «Iraiados.»—Declaração de que vos retrictaveis circo mezes depois, em 13 de mato de 1861, nesks lermos:—«O governo do «rei não pôde, por qualquer modo, julgar «se ligado âs obrigações que contrabira, «em 8 de maio de 1852, sob outros pressupostos.» «Mentis, sr. conde, como menlieis em 2 de abril de 1866, quando depois de ler arrancado á Dinamarca, cuja integridade foro garantida em 8 de maio de 1852, pela Áustria, França, Grã-Bretanha, Prússia, Rússia, Suécia, o porto de Kiel e os ducados do Elba, conjunctamente com a Áustria, interpretando abusivamente o artig L* do tratado de Gastein (1) Vós accu Mvcis o vosso obcecado cúmplice—«das «suas tendências a entregar de farto ao «príncipe de Augustemburgo, sem o consentimento da Prússia, o Holstein, que «pertence a s. m. o rei da Prússia, em «scommum cnm s. m. o imperador de Aos iria»—e a esta accusação juntáveis mais esta:—«de ler dirigido tropas numerosas «com arlilheria e outro material de guer ra das províncias orientaes e meridionais «austríacas para o norte e oeste da fronteira prussiana.» «Era uma accusação da mais insigne falsidade. «Que fé, sr. conde, quereis que se pres te â vossa palavra, e á- vossas declarações, quando se vé que tão pouco as vspeilaes ? «A prova que segue, baseada em ori gens odiciaes, foi apresentada, em tempo, sos olhos da Europa, sem que nunca a la lasseis de ínexacta : «Christiano IX i o unico soberano le gilimo dos ducados.» (Discurso de mr. de Bismark, na cama ra dos deputados, em 12 de dezembro de 1863.) «Christiano IX.nunca leve direito so bre os ducados.» (Discurso de mr. de Bismark na cama r« dos deputados cm 1864.) nO príncipe hereditário de Augustem burgo i o príncipe que reune mais direi 101 d sur.cessão dos ducados » (Declaração do plenipotenciário prussia no em 28 de maio de 1861.) «O gran duque de Oldemburgo, tem Borvnttura, meus direitos. . . » Bíhtein, a S. M. o imperador d'Austrúi, em quinto ao ducado do Scbleswiug a S. M. o rei li Pruina. (Despacho circular de junho de 1861.) «0 rei Christiano IX teve, senão di reilos de soberania, pelo menos direitos de posse. » (Despachos á Áustria, de novembro e dezembro de 1864.) «4 própria Prússia, tem por ventura, direito aos ducados (direitos fundados em títulos do século X VI). (Despacho de 15 de dezembro de 1864.) aTudo na questão dos ducados ficará na obscuridade, até que os sgndicos da corda tenham manifestado a sua opinião. 0 governo não se pronunciará antes de ttr ouvido a opinião dos sgndicos.» (Discurso do rei ás cumarus, tm janeiro de 1865.) • «4 Prússia tem direitos de soberania ubre os ducados.» (Declaração do plerrpotenciai io prussia no na sessão da dieta, cm 6 de abril de 1866.) nChristiano IX era, antes da paz de Fienna, o unico soberano legitimo dos ducailns. A Prússia e a Áustria leem hoje iguirido todos os direitos. (Memória sobre as despem da guerra, ipreseiilada á cantara dos deputados, em 15 de muo de 1865.) «Quando, proseguindo n’um intuito ele vndo, se calca aos pés a verdade, afim do ie engrandecer, que importo depois do suc cesso, ser apanhado < m llagrnnlc delicio de inipOfliirdS ? Quando se nssigna, sem em pnlliilerer, u m< morandum do 10 do ou tibro de 1870, ese leva a nudacia até di rigir l todas as potências mentiras, de tu do se é capas, até de incubar como titulo de-gloria, de ter ido além de todos os limites conhecidos do cynismo da diploma cia. Este cynismo sem egual, não tendo indignado a Europa em 1860, não era de esperar que a indignasse em 1870.» Quem era que tinha direitos aos duca dos ? Era todo aquelle que á Prússia con viesse ; ora como a Prússia queria os ducados, logo era quem tinha direito a el les. Esta política não edifica, ainda que o rei, em cujo nome é dirigida, tenha sem pre na boca o sanlo nome de Deus ; mas apoiada por 800:000 biyonetas é 18o san ta como o.Evangelho. E isto passa-sc no anno de 1870. Grandes cataclismos se pre param para a Europa.» (1) Tratado de Qaatetn Artigo 1.*O exercício dos direitos adquiridos, «BConmum, pelas altas parles contratantes, em virtude d<> artigo 3.* da tratado de 30 de outubro de 1861. passará sem prejuito da persisten tíí d’eMe» direitos das duas potências, na lotali dtõedos dois ducados, emquanto ao d mudo de i

ExércitoPolítica e administracção do EstadoDebates políticosMovimentos de tropas
Interpretacção incerta

A capitulação de Laon Eis aqui os lermos em que um periódi co francez dá couta da horrível catastrophe succedida em Laon : Já não existe a cidade de Laon. Estava construiria n’uma eminência que dominava uma planície de dez léguas de diâmetro. Tinha seis andares de fossos acasamatades esta rocha e era defendida por uma cidadeHa com treze canhões em bateria, contendo em armazéns 26:000 kilogrammas de polvora. Facilitava um cominho em fôrma de zig-zag a subida à povoação, do centro da qual se destacavam as duas so berbas torres da cathedral, que se estava restaurando. Tinha por commandante esta pequena fortaleza um d esses generaes de brigada que o governo deixou esquecidos na provincia. Sabbado, 10 do corrente, chegaram a Laon 15:000 homens, conduzidos pelo general Mand'húy, que não tinha podido unir se a Vinoy. Tomou o com mando em chefe o general Mund’huy, e pr«patou-se para se de fender vigorosamente naquella situação excepcional. Durante o dia de domingo furam augmentadas as suas foiças com lodos os fugitivos. Annunciava-se a chegada do exercito do r>i Guilherme. De tarde proclamou-se a republica. Na manhã seguinte retiiava-se em ordem o exercito, que soubera a derrota de Mac-Mabon. O commandante da praça foi deixado ali com alguns soldados e guarda movei pa>a se defender. * —Até á vista, disseram-lhe é despedi da. —Adeus, respondeu elle. Havia tomado já urna resolução supre ma áquella hora. Sabia que Laon não po dia resistir, mas sabia também que tinha 26:000 kilogrammas de polvora na cida ddla. . Na manhã seguinte apresentaram-se alguns bulanos, que foram r< pedidos. No ou tro dia fui já um regimento que se apre smtou, e no outro um exercito. Aproxi mava-se a hora da entrega. Entregou-se o general, e entraram os prussianos com o príncipe dc Meckh mhurgó-Schwerin, ao que se diz. Tomaram pos se da cidadella ; retiniam as esporas dos ofíiciaes nas pedras das tuas emqnanlo po la planície avançava a massa negra do grosso do exercito. . Dc repente commove-se a terra e o es p ço trèmecom uma secra e espantosa de tonação. Por espaço de alguns segundos pareceram a terra e o céo um cabos. De pois tudo cahio em silenrio ; linha ido pe los ares a montanha. Já não existia a cidade de Laon. A cidadelia havia voado com a forçados seus 26:000 kilogrammas de polvora.

Acidentes e sinistrosExércitoMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localSaúde e higiene públicaDeserçõesIncêndios
França Correspondência · Exterior / internacional

Promenores ácerca de Metz «Esch, 26 de outubro. Alguns ‘dias antes, o general Coffiniéres, cummandunte da cidade e du fortaleza de Metz, informára o marechal Bazaine, que acampava em frente da cidade, que já não podia fornecer viveres. «O marechal ordenou então aos seus postos avançados que cessassem o fogo, e permittio tacitamente aos seus soldados que desertassem por grupos de dez ou doze homens, que os postos avançados prussianos aprisionavam. Depois do meio dia de 24 de outubro, chegaram informações de Metz, trazidas por um espião de que uma sortida em massa, seria intentada de noite, sobre Gravelotte. «Como as propostas de capitulação de Bazaine só com o seu exercito tinham sido muitas vezes e peremptoriamente rejeitadas. aquelle movimento era intentado sem esperança alguma de salvar uma parte das tropas, mus simplesmente para entrar nas linhas alkmães, e forçar o inimigo a aprisionar os francezes. «D’esta maneira, a fortaleza poderia resistir ainda algum tempo, apenas com a sua guarnição «Á* sele horas da noite, todavia, Ba zaine conseguio convencer CofThdèrea, de que o sangue derramado seria um preçomui doloroso de alguns dias mais de resistên cia. Foi mandado um emissário ao p<inci pé Fredanco Carlos para lhe manifestar as intenções da crpilulação. «Era a primeira proposta que comprehendiu a fortaleza o o exercito. Em conse quência d’Ísto, á meia noite, as tropas al leinàs, que silenciosirmente ce tinham con centrado do lado de Gruvelulte, receberam ordem de retirar para os seus acampamen tos, «A' uma hora da madrugada, hontem, o general Chaugarni r, enviado como ple iiipotencinrÍM,e4eve uma hora como prin cipe Carlos. Regressou d’esln entrevista to do transtornado e depois desculpando-se de algumas distracções que se lhe tinham no tado, disse :—«Não vos admireis ; o prín cipe é tão duro I» «Em resultado duma combinação feita n’essa entrevista, o geneial Slicktes e o co ronel Von Hergmirg. chefe de estado maior do exercito do príncipe real, dirigiram-se a Frescaly, palacio a ires milhas ao sul de Metz e nas linhas allemãs. «Dois commandantes franceres, com Humbail, segundo commandante da forta leza, para ahi se d rigiram n’uma carrua gem prussiana. A entrevista durou desde as seis até ás sele horas da noite, e só du zio um aceordo parcial. Os outros pon tos deviam ser discutidos hoje ao meio dia. «Não ha duvida que a demora da capi tulação de Metz, produzida por esle deS accorJo, não será grande, porque tudo pa rece indicar que a cidade está reduzida ao ultimo extremo. N’esta previsão, o segun do corpo recebeu ordem de marchar sobre Darí.s boutem ao meio dia. Concentraram se as oukas tropas em todos os poulós ac cessiveis proximos de Matz, para impedir uma deserção em massa, o que parecia ser o ultimo recurso que restava a Bazaine e Conílmiéres paia salvar os seus manlimen sos e prolongar a resistência. O general Conífinién s, commandante de M fz, no dia 15 duotubro dirigio ao mai re da mesma cidade uma carta, na qual, agradecendo uma manifestação do conselho municipal, diz : «Podeis confiar que cumpriremos ener gicamente o nosso dever. Faremos, sem «hesitar tudo o que fôr humanamente pos siv-d. .. «Existe n'este momento um governo de facto em França o qual assumiu o titulo de «governo da defeza nacional. É mister que «reconheçamos este governo, e que aguar demos as resoluções do parlamento con slitumte, que deve ser eleito pelo paiz. «Dizeis-nos qua os habitantes ficaram «dolorosamente surprshendidos ao saber «que es nossos viveres eram mui escassos. «Era todavia facil de prever, que bem li mitados deviam ser os recursos, nuandu «uma praça coma Metz teve de fo nectr «durante dois mezes as subsistências ne cessarias para uma população civil e mi litar de mais de 230:000 almas. De res to, nunca occultei esta situação ; n rc ducção d is rações do »xercilo ; as medi | «das restrmtas adoptadas para nos assegu «rarem padarias, tmalmimte, as conversas «que tive comvusco, sr. matre, e com di «versos habitantes da cidade, revelavam «por um modo bem explicite, que se ex i «hauriam os n -ssos víveres. I «Decerto seria ocioso ei>fregarmo-nos a «recriminações ácerca do passado, e a ac cusações contra esta ou aquella pessoa. ( «Consideremos antes com coragem a «iíua «çjo como ella é, e cou o dizeis mui sen «satamente, supp-rtvmas as suas conse i «queneias com energia, e com a firme re «soluçSo de as encaminhar pelo melhor mo «do pussiv'1. V.onmffércs.» O Daily Nem, discorr-ndo ácerca da capitulação de Metz, diz o seguinte : «Com o marechal Bazaine, o marechal Canrvbeit, o marechal Leboeuf, o g ncml Decaen e o g neral Ladmirault, 130:000 h»mens depozeram as armas hontem, de pois do meio dia, comprehendcndu a guar nição da fortaleza, e n\sle num ro não ha menos, segundo se diz, de 20:000 feridos c doentes. Como a guarnição não eia de menos de 25:000 a 30:000 homens o res to das forças do exercito do Rhcno era, pois, de 120:000 a 125:000 homens. «O exercito compunha-sc de quatro cor pos. O 2.®. antes sob o commandu do ge neral Frossard, que tanto soiTrtu em Spi keren e em Forbach ; o 3 ' ceminarjdàdo primeiro Bazaine, mas depois confiado ao general Decaen : o 4.° ás ordens do gene ral Laudmirault; e a guarda imperial com mandada ainda ba puuco pelo general Bour baki. «Com a rendição de Metz muitas di i sões da landwehr e sete corpos do exerci to allcmãs—o 1.", 2.’, 3.°, 7.’, 8.®, 9 ® e 10."—ficam livrts para outro serviço. As snas forças reuuidas, deduzindo as perdas durante as batalhas e o a sedio, não se ele vam provavelmente, com a landwehr, a menos de t80:Õ00 homens.» Logo, Bazaine linba 100:000 bomei s validos para combater os 180:000 prus sianos, procurar romper as suas linhas, vencer cu ser derrotado, mas salvar a pra ça, que ainda tinha viveres para alguns dias, sem grande esforço.

Londres, 9

Acidentes e sinistrosExércitoJustiça e ordem públicaCrimes
Londres · Reino Unido Exterior / internacional

Verdun capitulou. As guar das avançadas do general Monteuffel che garam a Beauvais, e as do general Wi rder chegaram a Nuits e ao Creuz t. As noti cias francezas dizem que os prussianos fo ram repeilidos perto de Biilliére sobre o Loire! as forças compunham-se de 4:000 allemães que retiraram, deixando 8 morh s, 8 feridos e 64 prisioneiios, A esquadra franceza está A vista de ILdigoland.

Londres, 10

Acidentes e sinistrosEconomia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaCrimesFeiras
Londres · Paris · França · Reino Unido Exterior / internacional

As tropas allemãs occupram Monthéliard. D stacam-nto i prus sianos que são provavelmente os guardas avançadas do exercito do príncipe Frede rico Cmlos tiveram um combate vantajoso em Bretanary, perlo de Chaumout, na se cunda feira. As perdas francezas lorain do 70 homens, anlre mo; tos, feridos e prisio neiros. Corre que tem havido combates de Thionville. dos qua».« ainda se não sabe o resultado. Não ha novidade do cerco de Paris.

Berlim, 8

Exército
Berlim · Madrid · Alemanha · Espanha Exterior / internacional

O general Fresson foi der rotado nos bosques em fronte de BeTorl e Colmar. Tem havido tamhem pequenos re contros com os fianco-atit adores. A mesma situação em Madrid. Conti nuam os joroaes da opposição a guerrear a candidatura do duque de Aoste, o governo porem a os seus amigos contumam a ler esperanças que ella ha da Iriumphar.

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França · Prússia Correspondência · Exterior / internacional

Cerco de Verdun O chefe sup< rioj d«s lr q as francezas de Verdun dirigiu ao general que commanda e exercito allemão sitiador a seguinte carta : «General.—Respondendo á sua honrosa communicação de hoje lenho a honra da dizer-vos que u cim « ii-sca de p biewi tuS. Sinto arnunciar-vcs que os sargentos taalres do 96.°, Krnge da 12.” de drapõtS, Augusto A on de H.úte do 56 de landwehr e o conde Ikhental do primeiro de dragões da guarda uáo se encontram entre os prisioneiros que limos em Verdun. Enviar-vos-hi c.s prisioneiros alkmães com um pai lamentai io ás de, e segundo os vossos desejos farei pholugriph sr os cfíiciaes prussianos mortos cm Cbarnv, remeUendo-vos depois das hostilid<des as copias d’cl!ss. Aproveito esla carta pata dar-vos conta do sentimento de que me acho possuído pela maneira porque Laveis atacado Verdım. Havia pensado »té hoje que a guerra entre a França e a Prússia devia de ser um duello entre os dois exércitos, c esta va muito longe de imaginar que havia tantos inofensivos, mulheres e creanças, que veriam a sua fortuna e a sua vida tão miiStamer te empenhadas na luta. Se pen saes gi niral, que este vosso procedimento, que me abstenho dc qualificar , pode con tiibuir de alguma maneira pata que se renda a praça, eMaes n’' m grande eno, porque o que os habitantes téim soíIiMo alé boje, só tem contribuído, podeis crer-me, para augmentar n’tljes a abnegação a que a sua posição c o seu sentimento patriótico os obrigou. Nem a chuva de bombas e de balas, nem as privações a que a guarda nacional e o exercito se acham expostos, os impossibili tará de cumprirem o sen dever até ao ul timo extremo. O seu unico desejo é medi rem os seus esforços corpo a corpo com as tropas prussianas. Permilti-me, general dizer-vos que na brecha é onde vos aguardamos e temos a esperança dc que não vos demoreis muito em s«ir das montanhas que vos põe ao a brigo dos nossos tiros.—Recebei etc.— O barão Guerin, commcndimte superior.» St bre esta carta respondeu o aieorde de Verdun ao general Guerin; «Meu gincral.—Tenho a honra de de volver-vos a cai ta que haveis tido a bon dade de communicar-me. Consliluo-me na obrigação de expressar-vos, cm nome da povoação, o mais profundo reconhecimento pela nobre e elevada linguagem com que haveis sabido interpretar os patrióticos sentimentos dos habitantes desta cidade.— Recebei, etc.—O alcaide Benoil.»

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França Exterior / internacional · Interpretacção incerta

Uma pagina para a historia Depois da sanguinolenta batalha deReiscliuffou, de 6 de agosto ultimo, em que 33:000 francezes, com mandados pelo ma rechal Mac-Mahon, sustentaram, durante um dia, uma batalha feroz contra 19 5:000 prussianos, ás ordens do príncipe real, decidio-se o marechal francez a ceder o cam po dc batalha, coberto de mortos, e onde havia triumphado o numero. Mas para poder salvar as relíquias das suas divisões, já menos numerosas do que brigadas, arrojou contra o inimigo um regimento de cowra ceiros, dizendo-lhes qus era necessário que para salvar o resto do espreite, elles lhe cobrissem a retirada, impedindo a marcha dos prussianos: — «Ide, meus amigos», disse Mac-Ma hon com as lagrimas nos olhos, a cada um dos tiífiçiaes, abraçando-os: «cada um de vós lerá por prêmio uma pagina na histo ria : e cada soldado que vos acvmpuuhar uma sepultura na terra da patria^» _ E s^uelles homens de ferro, que. sabem que vão morrer, irrompem contra as mas sas prussianas ; e a despeito das baterias, a despeito das metralhadoras, a despeito do alropellamento de homens e de cavallos qua caem, avançam alé á vanguarda dos pr ussianos, rompem-nos, esmagam-nos, an uiquillatn-nos, até que, abalada em leda a rspessura aquelia massa enorme de soldo disca, teve de recuar. Mas outros batalhões mais numerosos ainda trazem o soer tro do seu peso aos prussianos, e o que resta va dós coutaceiros desapparece em meio de um turbilhão de inimigos. Mari hou em seguida um regimento de caçadores, que repetiu os feitos militares dos eduraesiros. E quando o exercito f an cc? já tinha ganho a estrada, e marchava pura Cbalons, não restava um só dos caça dores ! * ‘ O proprio príncipe real, admirador das virtudes bellicas das tropas francezas, cha mou áquelles beneméritos da França, ca vallaria sublime, admirando-lhes ainda menos a biavura, do que a pericia dos seus movimentos estratégicos. As cargas daquelles valentes soldados foram as n ais brilhantes de que ha memó ria ; fazem lembrar as cargas legendárias de ba meio sçculo. Dizimados pelo logo ini migo, accomméttinm-no de novo os que escapavam em perfeita linha de batalha, sem que a cabeça de um cavallo estivesse adiante da dc outio. Não falia a historia de heroísmo seme lhante. Um punhado de soldados francezes sustentou por mais de tres horas um com bate contra um exercito de mais de 150:000 homens, tolhendo-lhe o passo.