BEJA 15 DE MAIO
Economia e comércioEducacção e instruçãoEstatísticasMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoReligiãoSociedade e vida quotidianaTransportes e comunicaçõesAbastecimento de águaBeneficênciaCemitériosDebates políticosEstradasEstradas e calçadasExamesFestas religiosasFontes e chafarizesiluminação públicaImpostos e finançasIrmandades e confrariasLimpeza urbanaMercados e feirasObras de infraestruturaObras municipaisObras religiosasProfessoresRepartições públicas
Está approvado o orçamento ordinario da camara de Beja para o corrente anno civil, e porque julgâmos prestar um serviço dando, por extracto, um documento tão importante apressâmo-nos a publical-o. A receita municipal é de 45:118$069 e de egual importancia a despeza distribuida por vinte e tres artigos do modo seguinte: 1.º Pessoal da secretaria da camara 1:496$400; facultativos do partido 740$000; diversos empregados 550$400. 2.º Pessoal da administração do concelho 980$000; empregados aposentados 263$330. 3.º Quota districtal 4:729$260. 4.º Beneficencia publica 120$000. 5.º Ensino primario de 1 de janeiro a 30 de junho de 1881: gratificações a professores 165$000; custeio d’aulas 141$000. 6.º Ensino primario segundo as leis de 2 de maio de 1878 e 11 de junho de 1880: pessoal, gratificações de exames e frequencia na capital do concelho 605$000; idem nas freguezias ruraes 655$497. 7.º Illuminação 2:106$000. 8.º Limpeza 1:599$100. 9.º Mercado 96$800. 10.º Cemiterio 124$600. 11.º Aguas 187$600. 12.º Rendas 210$000. 13.º Fóros 142$160. 14.º Contribuições geraes e parochiaes 210$000. 15.º Recenseamento politico e de jurados 118$000. 16.º Juro e amortisação do emprestimo de 6:000$000 á real irmandade de Santa Cruz de Braga 810$000. 17.º Idem á companhia do credito predial portuguez 1:532$597. 18.º Despezas diversas 1:978$075. 19.º Obras publicas 7:705$050. 20.º Quota para a repartição de obras publicas do districto (453$870), conservação (1:476$600), material (300$000) e novas estradas (7:601$008), 9:377$608. 21.º Despezas facultativas: mercado 6:755$200, construcção de um chafariz na Cabeça Gorda (250$000), de um poço em Trigaches (120$000), fossas (260$410), legislação (15$600), 7:391$210. 22.º Festividades 56$800. 23.º Dividas passivas 572$712. Total 45:118$069.
Cultura e espectáculoPolítica e administracção do EstadoSociedade e vida quotidianaDebates políticosLivros e publicaçõesPobres e esmolas
Ainda hoje tem a palavra o granadeiro da velha guarda, o orgulho do partido regenerador na cidade invicta, o Jornal da manhã. Diz elle: «É já official a modificação do ministerio. O sr. Dantas pediu e obteve demissão de ministro dos negocios estrangeiros, ficando esta pasta importante interinamente a cargo do sr. Hintz Ribeiro. Poucos dias foi ministro aquelle diplomata, mas, a ter de demorar-se tão pouco, era melhor que não tivesse deixado o seu logar em Londres. Estas mudanças, tão rapidas, produzem mau effeito. Ha por aqui uns insignificantes e tambem uns pobres d’espirito que, tendo querido exaggerar a opinião, dizem que ella não vale nada, e que tanto importa que um successo agrade como que seja mal recebido, porque o ministerio, devidamente modificado, ha de saber sustentar-se. Continuem n’essa attitude e esperem-lhe pela volta. O partido regenerador conta no seu seio as maiores capacidades em administração publica e talentos vigorosos. Tantos estes são que d’ahi alguns desgostos teem resultado para o partido por causa das ambições nobres que para poderem ser contentadas alguma perturbação causam no organismo do mesmo partido e na sua disciplina. O que mais falta é estabelecer uma opinião firme, pois se infelizmente é facil conseguir compactas maiorias parlamentares por falta de educação politica e pela influencia que tem o poder, em quaesquer mãos que elle esteja, sabemos comtudo que ellas chegam a fazer mais contra governos do que as proprias opposições. Por haver desvios das normas de organisação segura, é que com facilidade se improvisa ahi uma opinião que menos aprecia serviços assignalados e menos respeita as melhores auctoridades em saber governativo.»
Acontecimentos na Europa
Acidentes e sinistrosCultura e espectáculoEconomia e comércioEstatísticasExércitoJustiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localReligiãoTransportes e comunicaçõesAgriculturaBebedeiras e desordensCaminho de ferroCapturasConferênciasDenúncias e queixasFestas religiosasJulgamentosNomeaçõesNomeações eclesiásticasSegurança públicaTelégrafo
As noticias que encontramos nas folhas de Paris e relativas ás operações em Tunis demonstram cabalmente que a campanha não será de duração e que a submissão dos kroumirs será dentro em breve um facto consumado. Proseguindo, pois, na tarefa que encetámos quando começámos a fallar d’este assumpto, diremos que a columna Logerot, que entrou na Tunesia pelo valle do Medjerdá ao sul, deixando occupada a cidade de Kef, proseguiu na sua marcha para o norte com direcção a Beja. Para lá chegar por aquelle mesmo valle e pela linha ferrea, devia atravessar de novo o Oued-Mellegne e occupar Souk-el-Arba. As ultimas noticias dão conta d’ella ter chegado a este ultimo ponto. Ficou por isso senhora do caminho de ferro, o que lhe permitte uma marcha rapida sobre Beja. No norte a columna Delebecque tinha tido os seus movimentos retardados pelo mau tempo. Recomeçou, porem, já as suas operações. As suas tres brigadas occupavam, do norte para o sul, as seguintes posições na fronteira: a brigada Ritter, depois commandada pelo coronel Grever, estava no campo de Oum-Tehoni; a brigada Vincendon, no de El-Aioun; e a Galland no de Roumis-Souk. Julgou-se que a brigada Vincendon se tinha adeantado mais do que as outras, e que se suppunha ter por objectivo um numeroso ajuntamento de krumires, acampados a muita distancia da fronteira. Hoje sabemos que o seu fim foi, por um movimento audacioso, occupar Kef-Cheraga, ponto bastante elevado, onde tem nascente varios riachos que vão desaguar no principal rio do paiz dos krumires, e d’onde se dominam os principaes valles e desfiladeiros da região. As tropas marcharam durante doze horas, sempre com as mochillas ás costas e combatendo. Começaram a marcha pelo escuro da noite, seguiram-na sempre pelas cristas dos montes, por caminhos na apparencia intransitaveis, e desde o romper do dia começaram a encontrar acampamentos de krumires, que tiveram de desalojar a tiro. Foi admiravel o comportamento da tropa e o modo por que supportou a fadiga d’aquella difficil e longa marcha. Os francezes tiveram tres mortos e sete feridos e causaram grandes perdas aos inimigos. O general Vincendon, n’uma ordem do dia de 27, elogia muito o procedimento dos officiaes e dos soldados da brigada. Considera-se muito importante a occupação de Kef-Cheraga, julgando com ella vencido o principal obstaculo á entrada do paiz dos krumires. Agora poderão mais facilmente as outras duas brigadas da columna Delebecque operar a sua juncção com Vincendon, para todas juntas carregarem o inimigo, deixando seguras as communicações com Tabarka, e perseguirem-n’o na direcção do sul e da Beja, linhas em que encontrarão a columna Logerot. Ficarão assim os krumires completamente envolvidos, e sem nenhumas condições de resistencia. No sul Logerot tem seguras as suas communicações com a cidade de Kef e com a fronteira, por meio da brigada Brem. Segundo os recentes telegrammas, na provincia de Oran, ao sul de Argel, reinava alguma agitação, produzida pelas excitações de um marabout, especialmente na região de Greyville. Suspeita-se geralmente que a maior parte das noticias relativas á guerra santa são exaggeradas, e, segundo noticias particulares de Oran, as povoações não se mostram resolvidas a tomar parte na revolta dos krumires. Poucos encontros tem havido entre as forças francezas e as dos revoltosos, e os governadores da praça de Tunis teem ordem expressa do béy de não se opporem á marcha dos francezes. As noticias, não obstante serem favoraveis ás tropas francezas, e não offerecerem a importancia que ás primeiras impressões suscitaram, continuam porem a ser recebidas e lidas com interesse. Conforme os leitores sabem, a terminação da crise ministerial na Italia pelo voto de confiança concedido pela camara ao sr. Cairoli, desarmou completamente os pessimistas que julgaram ver na crise uma profunda divergencia entre a França e a Italia. É mais um facto que vem corroborar as nossas affirmativas de que a questão de Tunis não arrastará a Europa a uma conflagração geral. Apezar da guerra entre a França e os krumires, as folhas parisienses, seguindo a corrente da opinião publica, occupam-se ainda da lucta religiosa que ainda se apresenta importante, offerecendo muitas considerações. Eis uma noticia importante que encontramos n’uma folha ácerca dos jesuitas que tem sido expulsos do territorio francez por fomentarem a desordem no seio das familias e por se tornarem perigosos á sustentação da ordem publica. Até 31 de dezembro do preterito anno tinham sido expulsos 2:461 jezuitas; durante o primeiro trimestre do corrente anno foram expulsos 36 barnabitas, 406 capuchinhos, 4 camaldulenses, 176 carmelitas, 239 benedictinos, 80 bazilios, 18 bernardos, 27 conegos de Latrão, 75 cistercienses, 91 padres de S. Bertin, 28 padres regulares de S. Salvador, 12 padres da congregação de S. Thomaz, 45 padres dos Filhos de Maria, 153 agostinhos, 168 irmãos de S. João de Deus, 30 padres do refugio de S. José, 41 irmãos de S. Pedro ad Vincula, 53 padres missionarios, 240 oblatas, 68 padres da Assumpção, 170 da companhia de Maria, 20 de Santo Ireneu, 20 maristas, 20 de Nossa Senhora de Sião, 30 padres chamados de Santa Face, 51 da Immaculada Conceição, 25 religiosos de Santo Edênio, 1450 trappistas, 8 missionarios de S. Francisco de Sales, 126 redemptoristas, 294 dominicanos, 409 franciscanos, 4 padres minimos, 31 passionistas, 10 camellianos, 9 padres da doutrina christã, 14 padres somascos e 11 trinitarios, ao todo 7:164. A França vae assim ficando livre d’esses individuos que á sombra da religião do Crucificado apenas sonham em arrastar a sociedade á anarchia e ao cahos. Apesar desta nossa revista estar já muito extensa, não a desejamos terminar sem fallar um pouco ácerca da questão entre a Grécia e a Turquia. Depois de terem sido acceites pela Grécia as propostas da Turquia, modificadas pela conferencia de Constantinopla, parece por agora ter ficado suspensa a questão do Oriente. Contudo fica ainda de pé a questão de se o sultão da Turquia se conformava ou não com os accrescentamentos feitos pelas potencias no traçado proposto pelo seu governo; e fica sobretudo de pé outra questão mais grave, a da posse immediata e pacifica dos territorios cedidos, exigida pela Grécia ao acceitar o tratado. Com relação á primeira, parece que o sultão não terá remedio senão ceder ante a pressão das potencias; porem, emquanto á segunda, receia-se que origine novos contratempos. A este respeito lembra o que se passou com a praça de Dulcigno, que a conferencia de Berlim adjudicou ao Montenegro, e teme-se que a policia do gabinete ottomano suscite difficuldades que se não possam resolver sem empregar a força armada. Os turcophiles, discutindo ácerca da acceitação pela Grécia das novas fronteiras, sustentavam que esta nação não tem direito a queixar-se, e que, pelo contrario, deve estar reconhecida ás potencias, posto que, não tendo intervindo na ultima guerra com a Turquia, e não havendo feito outra cousa emquanto ella durou senão ameaçar com o rompimento de hostilidades, alcançara mais beneficios de que qualquer outra nação. Alguns telegrammas dizem que em Athenas tem continuado a apparecer proclamações revolucionarias e que é grande o descontentamento do povo para com as decisões assignadas pelo rei, mas que se espera que a revolução não se presenciará.
ExércitoMunicípio e administracção localReligiãoSociedade e vida quotidianaFalecimentosFestas religiosasHomenagensSessões da câmara
Do Diario de Portugal transcrevemos a seguinte acta, que é extremamente honrosa para o nosso amigo o sr. general Antonio Joaquim da Fonseca, ex-governador da ilha do Principe. Folgámos em publicar tal documento. Ei-lo: Sessão extraordinaria do dia vinte e oito de fevereiro de mil oitocentos e oitenta e um. Presidencia do sr. João Lopes. Aos vinte e oito dias do mez de fevereiro de mil oitocentos e oitenta e um, n’esta cidade de Santo Antonio da ilha do Principe, nos paços do concelho e sala das sessões da camara municipal, presentes os srs. presidente João Lopes d’Andrade e os vereadores Raymundo José da Costa Sardinha, Bento José de Sousa, Thomé Francisco de Pinna e João Baptista da Silva, o senhor presidente declarou aberta a sessão eram onze horas do dia. Seguidamente concordaram todos os membros que se lançasse na acta a manifestação seguinte apresentada pelo senhor presidente: Acabando de entregar o governo d’esta ilha, e havendo de retirar-se hoje o seu benemerito ex-governador, o general Antonio Joaquim da Fonseca, esta camara, expressão authentica e fiel da vontade popular, commetteria uma omissão imperdoavel, se, n’este momento, deixasse de traduzir e pôr em relevo o sentimento que experimentam os seus habitantes por tão pungente e doloroso acontecimento, que a todos vem cobrir de luto e tristeza. Sua excellencia o sr. Fonseca deixa o seu nome glorioso e indelevelmente insculpido nos annaes da ilha do Principe; a sua memoria jamais se expungirá do animo dos seus habitantes, na consumpção fatidica dos tempos; o nome do excellentissimo sr. Fonseca, como homem particular e como funccionario publico, será sempre pronunciado entre nós e por todos com respeito, reconhecimento e saudade. É de facto, os relevantes serviços prestados por sua excellencia a esta ilha no decurso da sua activa e intelligente administração, o interesse e solicita dedicação que lhe mereceram os seus habitantes, derramando sobre todas as classes ainda as mais obscuras e desvalidas o auxilio e conforto da sua inexgotavel e desinteressada generosidade, tornam sua excellencia, sem duvida, credor da constante sympathia e imperecedouro reconhecimento dos habitantes da ilha do Principe. Compulsem-se os archivos e n’elles se depararão os documentos, que exuberantemente provam o muito que o excellentissimo sr. Fonseca fez em prol d’esta colonia, que, se no benefico periodo do seu governo não conseguiu debellar completamente a crise, que ha largos annos a assoberba e atrophia, não foi isto devido a falta sua de vontade e trabalho; o que é certo, porém, e com prazer registramos, é que sua excellencia deixa lançadas as bases para prosperar e tornar-se n’um futuro, não muito remoto, uma florescente colonia. Como homenagem, [ilegível].
Educacção e instruçãoPolítica e administracção do EstadoTransportes e comunicaçõesCorreioExamesRepartições públicas
O sr. Carlos José da Matta Veiga, que tinha sido exonerado do logar de chefe da repartição de contabilidade da extincta direcção geral dos correios, foi considerado como addido em vista do exame de sanidade que se lhe fez.
Município e administracção local
Começou a decoração, nos paços do concelho, da salla destinada aos jurados.
Recebemos e agradecemos o fasciculo n.º 30 da excellente obra de Stanley—Atravez do Continente Negro.
Cultura e espectáculoFestas civis e populares
Deram, domingo, novo espectaculo os distinctos artistas Fonseca e Fó, e foi outra noite de festa. Os habeis prestimanos retiram-se de Beja deixando agradabilissimas impressões.
Política e administracção do EstadoGoverno civil
Foi nomeado governador civil substituto d’este districto o sr. José Joaquim Gomes de Vilhena.
Educacção e instruçãoPolítica e administracção do EstadoDebates políticos
Recebemos e agradecemos o numero programma da Marselhesa, folha republicana e que é redigida por alumnos dos cursos superiores de Lisboa.
Transportes e comunicaçõesCaminho de ferro
Foi exonerado de amanuense da direcção do caminho de ferro do sueste o sr. Antonio Teixeira Doria.
ExércitoNomeaçõesTransferências
Foi transferido d’infanteria 9 para infantaria 17 o sr. major João Augusto Massano.
As amas dos expostos e mães subsidiadas receberam, sabbado, os salarios do mez de abril.
Município e administracção local
Foi entregue á camara o lajedo de marmore polido e celebre lageado, para o vestibulo do novo edificio dos paços do concelho.
Economia e comércioFeiras
Terça feira os homens da fazenda deram assalto á casa do sr. Gomes. No seu furor até foram a uma salgadeira e espicaçaram com os terçados as mantas de toicinho que ahi jaziam. Mas o que se ganhou com tal vexame?
Cuba
Justiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisBebedeiras e desordensPrisõesSecas
Dizem-nos de Cuba que no domingo houve na cadeia uma grande desordem. É o caso: «Chegando aqui o cabo de secção do corpo de policia civil o sr. Montes conduzindo um preso, o doutor delegado da comarca pediu-lhe para conduzir a Beja um outro preso que tentára arrombar a prisão. Intimada a ordem de marcha o preso recusou-se a sahir da enxovia e munido de uma faca immensa preparava-se para resistir. O juiz de direito, o delegado e o cabo Montes desceram á prisão, levando este, por mandado do juiz, o revolver aperrado, e não sem custo obrigou o preso a largar a navalha. Como o preso recusasse subir a escada, empregou-se a cal em pó e subio, sendo acto continuo algemado, deitado n’uma carro, e escoltado para a cadeia de Beja pelo sr. Montes, onde entrou domingo.»
Appareceu a variola e com certa intensidade.
Município e administracção localTransportes e comunicaçõesAbastecimento de águaarremataçõesEstradasEstradas e calçadasObras de infraestruturaObras municipais
Foram entregues definitivamente á camara os lanços de estrada de Beja á Salvada comprehendidos entre o Tanque dos Cavalos e Cortes Martinhos e Cortes Martinhos e Mont’Alvo, e o da estrada de Beja a Ervidel comprehendido entre a Cidade e o Poço da Pia Quebrada.
Vidigueira/Selmes
Justiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisCapturasPrisõesSecas
A policia civil destacada em Vidigueira, sob o commando do cabo de secção sr. Montes, capturou, no dia 7 do corrente, em Selmes, um individuo accusado de ter dado duas facadas em um outro. O accusado deu entrada na cadeia de Cuba no dia 8.
Economia e comércioJustiça e ordem públicaCrimesFeiras
Foi policiar a feira da Gravia uma força do 17 de infanteria.
Os lavradores já se queixam da falta de agua.
Publicou
Educacção e instruçãoInstrução pública
se mais um n.º da Propaganda de instrucção portugueza e brazileira. É um bom tratado de enologia. Agradecemos.
Economia e comércioMunicípio e administracção localChegadasFeiras
Chegou, quinta feira, a Beja com grande atraso o comboyo ordinario, em consequencia de haver avaria na machina no trajecto da linha d’Extremoz a Evora.
A sociedade protectora dos animaes brindou
nos com o Guia do cocheiro e carroceiro. Agradecidos.
O Camões; publicou-se o numero 35 do segundo anno d’este interessante semanario popular illustrado.
Distribuiu
se mais uma caderneta da Volta de Rocambole.
ExércitoLicençasNomeações
Foi prorogada por mais 60 dias a licença ao tenente do 17 de infanteria, o sr. Leopoldino Augusto Moreira Rodrigues.
Historia de Portugal
Cultura e espectáculo
A empreza Litteraria de Lisboa acaba de publicar mais dois fasciculos d’esta importante obra collaborada por differentes escriptores e ornada de esplendidas gravuras; um dos fasciculos é do 4.º e outro do 6.º volume; ambos os volumes vão muito adiantados e a obra deve em breve estar concluida. A Historia de Portugal é distribuida em fasciculos, contendo 3 folhas de 8 paginas, formato in-folio, com duas columnas, typo completamente novo e optimo papel, e uma brilhantissima gravura impressa em papel velino. Cada fasciculo 100 reis. A mesma empreza acaba de distribuir o fasciculo n.º 11 da Chronica Moderna, revista critica illustrada, da qual é director o sr. Gervasio Lobato. O fasciculo que temos sobre a banca do trabalho é correspondente a 30 de abril proximo passado.
A Moda Illustrada
A empreza Horas Romanticas distribuiu o numero 57 d’este curioso e indispensavel periodico de familias correspondente ao dia 1.º do corrente mez.
Maravilhas da Creação
Educacção e instruçãoInstrução pública
Publicou-se a folha 27.ª do 3.º volume d’esta util e instructiva obra. Diz respeito a diversas aves e acompanha-a uma bella gravura em separado que representa o camaleão. O 3.º volume, e conforme já tivemos occasião de dizer, está a finalizar e logo que termine a empreza encetará a publicação da obra Os Insectos, de não menor importancia scientifica.
A Mulher Fatal
Arqueologia e patrimónioEstatísticasRuínas e monumentos
A empreza Serões Romanticos que está publicando esta obra, da qual por differentes vezes fallámos, distribuirá como brinde aos seus assignantes, logo que termine a publicação, uma gravura d’um dos principaes monumentos do paiz com a qual se poderá fazer um lindissimo quadro proprio para sala. A Mulher Fatal continua a ser distribuida com muita regularidade e o primeiro volume acha-se quasi concluido.