Arquivo
O BEJENSE
Jornal de Utilidade e Recreio - Versão Digital
Edição n.º 360
28 notícias

Chegada

Justiça e ordem públicaMunicípio e administracção localChegadasCrimes

No domingo chegou a esta cidade o digno juiz de direito da comarca o sr. dr. Antonio de Almeida de Souza Novaes.

Furacão

Geral

A noute passada foram os moradores d’esta cidade acordados por um fortíssimo furacão. Algumas casas soffreram bastante. Nos olivaes e hortas os estragos são grandes.

Theatro

Cultura e espectáculoTeatro
Porto · Portugal

Trabalhou no domingo no theatrinho do sr. Sousa Porto a companhia Vergara. Alguns dos artistas receberam applausos.

Conservatoria

Beja · Portugal Geral

Na de Beja desde 1 de abril até 19 do passado fizeram-se 338 registos, sendo de domínio 50, de hypotheca 174 e de onus reaes 114.

Emolumentos

Meteorologia e fenómenos naturais

Na mesma conservatória e em egual tempo os emolumentos sommaram 357$380 reis.

Proclamas

Geral

No domingo proclamaram-se nas freguezias da cidade: Francisco Antonio, com Maria das Dores, solteiros.

Tribunal de contas

ExércitoJustiça e ordem públicaSaúde e higiene públicaHospitaisJulgamentos
Hospital

Por accordam d’este tribunal foram julgados quites para com a fazenda publica pela sua gerencia desde 1 de julho de 1863 até 30 de junho de 1866 o presidente e vogais do conselho administrativo do hospital militar do regimento 17 de infanteria.

Minas

Município e administracção local
Aljustrel · Mértola · Portugal

Ao sr. Affonso Gomes foi feita concessão provisoria das minas de manganez situadas no serro do Casarão, concelho de Mertola, e serro do Laboreiro, concelho de Aljustrel, n’este districto.

Tempo

Economia e comércioMeteorologia e fenómenos naturaisFeirasFrio intensoTrovoadas

O dia de domingo apresentou-se lindo mas frio. Na segunda feira, ao annoitecer, houve uma grande trovoada, e desde então que chove copiosamente.

Errata

Geral

No nosso terceiro artigo, pagina 2.ª, linhas 72 onde se lê auctorisar o etc. lea-se auctorisou o etc.

Expostos

Economia e comércio

No anno economico de 1866 a 1867 a despeza com os expostos d’este districto foi de 13:210$275 reis.

O Eytaniense

Geral

Recebemos e agradecemos o primeiro numero de um hebdomadario politico assim denominado, que se publica na Guarda. O Eytaniense substitue o Pharol da Beira. É seu redactor principal o sr. Antonio José de Carvalho e entre os differentes collaboradores brilha o nome do mimoso e intelligentissimo João de Deus. Que tenha longa e prospera vida é o que desejamos ao novo collega.

Representação

Educacção e instruçãoEscolasInstrução públicaProfessores

O reitor do lyceu de Santarem vai representar ao governo para dispensar do serviço do jury os professores, e faz muito bem, porque nos lyceus onde não ha substitutos, perde muito a instrucção com isto. Lembravamos ao digno reitor do lyceu desta cidade fizesse o mesmo, pois acontece interromperem-se ás vezes por espaço de 20 dias e mais 3 e 4 aulas. É pois justissima a representação e o digno reitor d’este lyceu, que tanto zelo mostra pela instrucção não deixará de levar ao conhecimento do governo a necessidade que ha em serem dispensados do serviço do jury os professores dos lyceus de segunda classe.

Emprestimos

Economia e comércioEstatísticas

No anno de 1865 foram feitas, n’este districto ao banco hypothecario, 211 propostas de emprestimo na importancia de reis 97:818$000. No anno de 1866, 20 na importancia de reis 91:818$000. E durante o mez de janeiro d’este anno 3 na importancia de reis 1:450$000. Total 191:086$000.

Audiencias

Justiça e ordem públicaJulgamentos

No dia 20 do corrente abrem-se as audiencias geraes d’esta comarca, no corrente semestre. Ha causas interessantes a julgar.

Auditor

Exército

O da setima divisão militar acha-se ha dias n’esta cidade.

Expediente

Cultura e espectáculo
Lisboa · Portimão · Portugal Correspondência

Por falta de espaço não publicamos n’este numero a importante noticia do nosso correspondente de Portimão, de 14 do corrente, mas irá no n.º seguinte e bem assim uma poesia, que nos mandaram de Lagoa relativa ao caes de Portimão e que achamos excellente. A correspondencia de Lisboa não vae n’este numero por a havermos recebido hoje e bastante tarde.

Sentença singular

Justiça e ordem públicaFurtos e roubosJulgamentos
Londres · Reino Unido Exterior / internacional

O que se vae ler é contado pelo Internacional de Londres: Em um tribunal d’aquella capital foi julgado John Smith que roubou um joalheiro de High-Street. O ladrão abrira na parede um buraco bastante largo para poder entrar n’elle a parte superior do corpo, e estendendo o braço roubou tudo o que estava em uma tabuleta ou vitrine. O advogado do réo teve a singular idea de defendel-o dizendo que a lei punia quem se introduzia em uma casa, mas não quem mettía n’ella somente meio corpo. O jury, depois de alguns minutos de deliberação declarou com a maior seriedade, que o busto de João Smith era culpado, mas que a outra metade do corpo era innocente. Então o juiz condemn ou dogmaticamente a metade culpada a um anno de trabalhos forçados, deixando a Smith a liberdade de separal-a da metade innocente ou de leval-a comsigo para o logar onde será expiado o crime.

Suspensão

Aljustrel · Alvito · Barrancos · Castro Verde · Cuba · Ourique · Vidigueira · Portugal Geral · Interpretacção incerta

Por ordem superior foram mandados suspender os fiscaes aferidores dos concelhos de Aljustrel, Cuba, Alvito, Vidigueira, Barrancos, Ourique, Castro Verde e Ferreira. Parece que esta medida é puramente economica.

Ao ex.mo prelado do Algarve

Algarve · Portimão · Portugal Correspondência · Geral

Chamamos a attenção de s. ex.* para a noticia que nos dá o nosso correspondente de Portimão.

Portimão

Economia e comércioJustiça e ordem públicaReligiãoSociedade e vida quotidianaAssociaçõesBeneficênciaComércio localCrimesCulto e cerimóniasFestas religiosasObras religiosasPecuáriaPobres e esmolas
Portimão · Portugal Correspondência · Igreja

Em data de 6 do corrente diz-nos o nosso correspondente: Reina a esterilidade de noticias, e não admira. Quem não tem não póde dar: acontece sempre assim ás terras pequenas, com tudo tambem tem suas epochas de mais ou menos vida, e mais ou menos desenvolvimento commercial. A’s terras importantes tambem acontece o mesmo, e com razão disse um viajante de bom gosto, quando se tratava da apreciação de villas, cidades e suas importâncias commerciaes: «por cá e por lá más fadas ha.» Fallar pois, da vida mais ou menos regular d’este ou d’aquelle empregado, que não cumpre com os seus deveres, deixando commetter abusos nas repartições inherentes a seu cargo, perdeu-se de moda, nem com isso ganhavamos mais do que um inimigo, porque os homens são o que são, e não o que deviam ser, e quem quizer endireitar o mundo está perdido. Descrever uma ou outra obra, que não foi bem planeada, e que caminha a passos morosos, com isso tambem não adiantamos nada, porque é clamar no deserto; no entretanto em outra occasião mais opportuna, gastaremos alguns minutos sobre este assumpto. Por agora entreter-nos-hemos com os curas d’almas, com esses pastores espirituaes, que teem a seu cargo conduzir ao aprisco santo as ovelhas do seu rebanho. Seremos hoje com elles, e para elles chamamos ardentemente a attenção do ex.mo prelado d’esta diocese. É grande e tão grande a falta de caridade em alguns d’elles, que não desejando occuparmo-nos com aquelles que deviam ser a luz do mundo, e o sal da terra, não podemos deixar de o fazer. Ha tempos presenciamos n’uma cidade d’esta nossa provincia um facto, que nos encheu de horror e dó, quando vimos um homem, que nos parecia moribundo em cima d’um jumento, e amparado dos lados por dous sacos cheios de palha. Perguntámos com bastante commiseração para onde transportavam aquelle homem, que parecia quasi cadaver, porque viam-se-lhe mover as pernas no pescoço do jumento, e responderam-nos que ia para o cemiterio. A’ vista de similhante resposta compungiu-se-nos o coração, gelou-se-nos o sangue, e as lagrimas sentidas banharam-nos as faces, por vermos os restos mortaes d’um nosso irmão tão desconsiderados!! Donde procederá pois esta aberração de caridade? Donde procederá esta falta de respeito e veneração, para com um cadaver, que nos faz lembrar o fim que nos espera? Procede dos parochos, que pela maior parte se transviam do verdadeiro caminho, dos parochos que pela maior parte se tornam de pastores, e da luz do mundo e sal da terra em espessa cerração, e em fé que faz cecar nas creaturas mais perfeitas que Deus creou, a caridade, essa virtude por excellencia, que vae á choupana do pobre, ao escabêllo do cárcere dulcificar a triste sorte do desgraçado. Se o parocho não prostituisse a sua missão, e fosse o que devia ser, aconselharia a caridade, e promovel-a-ia até, para senão darem factos semelhantes, que devem cubrir de vergonha aquelle em cuja parochia se dão e com muita frequencia. Pedimos pois ao nosso ex.mo prelado, que recommende aos parochos d’este bispado a caridade e zelo pelas cousas religiosas, que são a fonte donde dimana a verdadeira civilisação. O homem sem religião está habilitado para tudo e qualquer crime. Não são as leis do mundo o dique que verdadeiramente contem o homem, é mais alguma cousa: é a religião como a nossa, que manda amar a Deus, e ao proximo como a nós mesmo. É pois este amor divino e humano que falta a uma grande parte dos nossos parochos, em cuja escolha teem sido pouco escrupulosos os prelados. Se hoje voltasse ao mundo o grande frei Bartholomeu dos Martyres, esse homem dotado d’uma caridade verdadeiramente evangelica, que não diria do nosso clero, que a cada passo cava o seu proprio abysmo!? Servir-se-ia das palavras que proferiu no concilio de Trento: «O clero precisa d’uma iminentissima e reverendissima reforma»; não: empregaria mais superlativos se possível fosse, pediria até a extincção d’elle todo, para arranjar outro de novo, visto que o actual, salvas honrosas excepções, é um cancro, que corrompe a sociedade, em lugar de com o seu exemplo a moralizar, e a desviar do precipicios em que se acha constantemente.

Noticias de Mertola

Arqueologia e patrimónioEconomia e comércioExércitoJustiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localReligiãoSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaTransportes e comunicaçõesAgriculturaarremataçõesAssociaçõesComércio localCostumes e hábitosDescobertas e achadosDestruição de patrimónioDiligênciasEstradasEstradas e calçadasFarmáciasFestas religiosasNumismáticaObras de infraestruturaObras municipaisObras religiosasPrisões
Mértola · Portugal Câmara Municipal · Correspondência · Interpretacção incerta

Em data de 12 de novembro diz-nos o nosso correspondente: Obras publicas—As mais importantes noticias da semana é o incremento que se manda dar ás obras da estrada entre Mertola e o monte da Cella, e os 43:598$620 reis para a construcção do lanço entre Algodor e Cella. É medida importante por qualquer maneira considerada, quer pela necessidade da viação, quer pela urgencia de dar trabalho a milhares de desgraçados que vivem d’ella. Trabalhos—Consta que na mina de S. Domingos admittem mais uns 100 homens nos trabalhos da corta como elles lhe chamam. É um auxilio n’estes sitios de tanta gente trabalhadora. Presos—Já deve estar preso n’essa cidade o soldado de infanteria 17 João Augusto—aquelle que quiz divertir-se um dia a passar a cacete tudo que encontrou nas ruas da povoação da mina de S. Domingos. Dizem-nos que o sr. tenente Valente, seu commandante, o mandara enganado a titulo de diligencia. Já é ter força moral, e confiança na disciplina!... Acha-se preso na cadeia d’esta villa o irmão e companheiro Antonio Augusto, faltando porem Francisco Lamprea, tambem soldado, que não tem menos criminalidade, e toda a povoação da mina lhe pede o castigo, porque pareciam tres feras atacadas de hydrophobia a morder a humanidade, sem respeitar policia nem obedecer a superiores. O sr. administrador d’este concelho não se descuida no cumprimento de seus deveres, quando por tal forma a ordem é alterada. S. s.ª mandou o seu escrivão syndicar á mina, e cremos que os delinquentes estão mettidos em processo. Para barbaros é o castigo uma necessidade, com que muito lucra a sociedade. Mau systema—Na mina de S. Domingos hão estabelecido um systema que se não harmonisa com o regular andamento do proficuo e licito commercio. O individuo ali, com raras excepções, come, bebe, veste e calça a credito de 30 dias, ainda mesmo que tenha as algibeiras recheadas de libras, de sorte que taes devedores quanto tencionam mandar-se mudar, quer tenham muito quer pouco dinheiro, mudam-se sem dar cavaco aos credores, deixando um calote geral em todas as casas de credito. Este modo de negociar tem arrastado quasi todos os que se tem ali ido estabelecer, e os que o não estão, espera-os um egual futuro, por ali não se tratar senão de comer, beber e trapacear, systema que traz comsigo muitas vezes resultados de sevícias e funestas consequencias. Não vae distante que um d’estes comedores deu ás de Villa Diogo com quatro libras de divida, o credor caminhou sobre elle e encontrando-o ao passar o Guadiana ahi se pagou tirando-lhe a vida, talvez por não dar tempo a que o devedor lhe pagasse n’esta mesma moeda. E senão ha d’estas todos os dias é porque a empreza não tolera muito os desordeiros dentro das suas demarcações; do contrario a heterogeneidade de um pessoal todo alheio e de duvidosa moral e costumes não se continha ainda tanto nos limites da ordem. Obras municipaes—Mertola vae dando passos na ordem da civilisação—vae calçando os seus largos e ruas, e tambem se estenderá ás avenidas. A estrada em construcção deve tambem ser um elemento de prosperidade para esta terra, na posição em que ella se acha. O sr. Jacinto José da Palma é um presidente de mérito: já o lemos dito, e repetiremos mil vezes, porque o louvor não é mais do que a justa paga de boas acções e bons serviços. O concelho de Mertola tem pessoal, mesmo ruralmente faltando: ha porem no campo dois cavalheiros que pela sua independencia, pela sua esclarecida razão e nobres qualidades humanitarias nunca devem deixar de fazer parte da camara municipal—pelo meu voto sempre o seriam. Saude publica—O anno de 1867 foi mau de producções cereaes, mas de saude é o melhor de que nos recordamos. Mortes quasi nenhumas, e doenças apenas algumas intermitentes. Os boticarios não dirão bem d’elle. Prior—Temos o revd.° Urbano Madeira da Costa, despachado prior de Mertola. Felicitamos s. s.ª e desejamos-lhe feliz provir. A freguezia rende, mas é trabalhosa; e o sr. Urbano está pesado, tendo por coadjuctor o sr. padre Antonio Joaquim de Brito, tambem em decadencia pelos annos e pelos padecimentos. O sr. Urbano tem assim que luctar com algumas difficuldades, por cousas, que só o tempo descobrirá. Perdemos o sr. prior Guerreiro, que tinha o defeito de ser demasiadamente bondoso e ter o coração de um anjo; ninguém negará estas qualidades áquelle santo homem e por aqui ha hoje defeitos que se assemelham a maus costumes, que talvez o sr. Urbano não queira tolerar religiosamente fallando. Eis pois a causa primordial d’onde podem surgir desgostos áquelle sr. Aqui ficamos por hoje. S. G.

Mais noticias de Mertola

Meteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localPolítica e administracção do EstadoReligiãoEstradas e calçadasGoverno civilIrmandades e confrariasNeveObras municipaisObras religiosasPartidasPosturas e regulamentos
Mértola · Portugal Correspondência · Edital · Governo Civil

Eis o que nos diz outro correspondente: Como facto de grande merecimento não posso deixar de principiar pelas solemnidades que por cá houve na noite e dia de S. Martinho. Os irmãos do deus Baccho são os que compõem a irmandade. Formam-se em alas de tochas accesas, uns tocando, outros cantando, percorrem as ruas da villa, visitam os estabelecimentos de bebidas espirituosas e formam por consequência uma vozearia capaz de accordar todos a quem o sumo da uva conduz a um estado de somnolencia irresistivel. Está visto pois que para aquelles não ha paixões que os detenham, nem mau anno que os atemorise. Respeitáveis executores de velhas usanças! Chegada—Hontem chegou aqui o ex.mo sr. Eduardo das Neves Cabral, engenheiro de minas. Lá partiu para a de S. Domingos. Obras—Sentimos prazer em ver o impulso que o governo está ordenando se dê ás cousas d’onde os necessitados possam auferir os meios de subsistencia—que n’um anno de tão mau caracter, como é este, tão caro custam. O Bejense chegado aqui no domingo trouxe-nos o edital da auctoridade administrativa d’essa cidade convidando a todos os que quizerem trabalhar nos que, por iniciativa do ex.mo governador civil foram proporcionados á classe mais infeliz da sociedade. Trabalho—Ouvi dizer, ha dias, que a empreza da mina de S. Domingos vae admittir muitos braços nos trabalhos da mesma mina, e que, havendo pouca affluencia, apesar da voz que fizeram propalar, recorre-se a despedir muitos operarios empregados no Pumarão afim de que estes procurem que fazer em S. Domingos. Não garantimos a veracidade d’este facto; porem asseveramos que elle é do dominio publico e que corre com visos de verdade.

Paris, 11

Acidentes e sinistrosCultura e espectáculoConferências
Paris · França Exterior / internacional · Relatório · Romano

O relatório official francez diz que no combate de Mentana entraram 3 mil pontificios e 2 mil francezes. Os pontificios tiveram 20 mortos, e 123 feridos; os francezes 2 mortos e 28 feridos; os garibaldinos 600 mortos e feridos. Em proporção fizeram proezas heroicas. Diz-se que Menabrea enviou uma circular sobre a questão romana pedindo que se convoque uma conferencia europea. Os francezes occuparam Viterbo.

New-York, 6

Política e administracção do EstadoDebates políticosEleições
Nova Iorque · Estados Unidos Exterior / internacional

Os democrata venceram as eleições de New-York e New-Jersey. Os republicanos venceram as de Massachusetts por uma pequena maioria.

Roma, 12

ExércitoTransportes e comunicaçõesTelégrafo
Roma · Europa · Itália Exterior / internacional · Telégrafo

Ha completo socego n’esta cidade, e nos demaes districtos. Já foram levantadas todas as linhas telegraphicas cortadas pelos insurgentes, achando-se actualmente restabelecidas todas as communicações que se achavam interrompidas entre os estados pontificios e levantadas na Europa. Aqui crê-se geralmente que as tropas francezas se retirarão até ao fim do mez.

Florença, 11

Florença · Itália Exterior / internacional · Geral

A ordem não tomou a ser alterada não obstante estar agitado o espirito publico.

Paris, 12

Exército
Paris · França · Itália Exterior / internacional · Interpretacção incerta

Parece terminado todo o motivo de receios entre a França e a Italia. O «Moniteur» annunciou que o imperador está completamente satisfeito da espontânea retirada das tropas italianas do territorio pontificio, também ordena que a expedição franceza recolha á França logo que a ordem publica esteja restabelecida no mesmo territorio pontificio.