Capella dos pobres
ReligiãoSociedade e vida quotidianaBeneficênciaPobres e esmolas
Fez-se n'um destes dias a distribuição das esmolas da capella dos pobres. Aos dignos parochos d'esta cidade foram dados rs. 473$000 para as distribuirem pelos necessitados das suas freguezias. O digníssimo procurador da capella, o sr. conego Carreira consta-nos que em consequência de não se haver recebido parte das rendas, para que os pobres não soffressem, adiantou não pequena somma. Acções d'estas registam-se e não se commentam. Dizem por si tudo quanto se pode dizer.
Desgraça
Acidentes e sinistrosExércitoSaúde e higiene públicaSociedade e vida quotidianaFalecimentosHospitaisQuartéisQuedas
Falleceu no dia 25 pouco depois de ser conduzido ao hospital militar o soldado d'infanteria 17 Joaquim Pedro Borrallo, em consequência de queda que deu de um corredor do quartel sobre o ladrilhado do quadrado interior do edifício.
Requerimento
Educacção e instruçãoEscolas
O que o sr. Bonifacio Ritta dos Martyres dirigiu ao governo pedindo para frequentar a escola normal de Marvilla, recebendo por inteiro o ordenado e deixando pessoa idónea, para reger a escola de Ervidel, foi deferido.
Archivo Pittoresco
Educacção e instruçãoEscolasProfessores
N'este districto, as escolas contempladas com o 8.º volume do Archivo Pittoresco foram as seguintes: Beja—professor Manoel Máximo Cardozo e Silva. Corte do Pinto—professor José da Silva Moraes. Alvito—professor—Antonio Francisco Pereira. Os alumnos e alumnas premiadas com o 6.º volume foram os seguintes: Maria Emilia Barreiros—Beja. Theophilo José de Oliveira—Ourique. E com o 7.º: Francisco Zacharias—Baleizão. Antonio César Mascarenhas—Beja. Francisco Joaquim Gonçalves—Ferreira.
Expediente
Transportes e comunicaçõesEstradasObras de infraestrutura
Ainda a falta de espaço nos obriga a retirar n'este numero—O folhetim, e diversas correspondencias entre ellas uma de Mertola, sobre a construcção da estrada á Cella, um artigo do sr. Albuquerque.
Proclamas
Economia e comércioAgricultura
No domingo proclamaram-se nas freguezias da cidade: Antonio Manoel Pereira, com Maria Cecilia, solteiros. Sebastião de Campos, viuvo, com Alberta Maria da Conceição, solteira.
Despesa
Economia e comércioEstatísticasTransportes e comunicaçõesEstradasObras de infraestrutura
No 2.º trimestre de 1866 a despesa com as estradas d'este districto foi a seguinte: Estrada de Alcacer: Em trabalhos de construcção 1:742$475; pessoal e administração 133$840; Na conservação de lanços concluídos 763$110; Total 2:610$425. Ditta de Mertola: Em trabalhos de construcção 5:480$325; pessoal e administração 78$120; trabalhos graphicos 46$760; Na conservação de lanços concluídos 219$850; Total 5:825$065. Ditta de Portel á Cuba: Em trabalhos graphicos 79$470. Ditta de Ferreira a Sines: Em trabalhos graphicos 246$275. Ditta de Alcacer ás Alcáçovas: Em trabalhos graphicos 23$820. Pessoal—O da direcção das obras publicas d'este districto custou ao estado, no segundo trimestre de 1866, reis 572$545.
Noticias de Barrancos
Cultura e espectáculoMeteorologia e fenómenos naturaisReligiãoConcertosCulto e cerimóniasFestas religiosas
Em data de 16 do corrente diz-nos o nosso correspondente: Festividade—Domingo festejou-se aqui a Immaculada Conceição de Maria; a missa foi por musica desempenhando algumas senhoras mais distinctas desta villa, os solos e duettos. Foi orador o reverendo prior desta freguezia, o padre Antonio Jacintho da Cunha, não só n'este dia, mas todas as noites da semana antecedente, durante o tempo em que foi celebrada a novena da Virgem. A minha debil intelligencia não permitte que possa avaliar as suas orações.
Adiou
Município e administracção local
O sr. João Pedro de Mendonça tinha determinado sair d'aqui hoje para a sede do seu concelho, mas motivos imprevistos lhe fizeram adiar a sua saída para domingo proximo.
Auctor
Justiça e ordem públicaMeteorologia e fenómenos naturaisMunicípio e administracção localFurtos e roubos
Teem-se dado n'estes ultimos dias alguns roubos de bolota que se attribuem mais á fome do que a outro fim; mas nem por isso o sr. Mendonça tem deixado de metter já alguns rabalheiros em processo, e todas as noites ter percorrido as avenidas desta villa, acompanhado de patrulhas, afim de pôr termo a este abuso. Congratula mo-nos portanto em ficarmos pertencendo ao concelho de que s. s. é digno administrador; pois temos a certeza de sermos administrados com toda a imparcialidade e justiça, como se tem visto em todo este tempo que s. s. aqui tem residido.
Neve
Meteorologia e fenómenos naturaisNeve
No dia 9 do corrente veio fazer-nos uma visita, a neve. Cahio por espaço de duas horas e no dia seguinte ainda se viam alvejar os cumes das montanhas.
Accusamos a remessa
Cultura e espectáculoEconomia e comércioImpostos comerciaisLivros e publicações
Recebemos e agradecemos; O 1.º folheto da Propaganda liberal; Um impresso denominado—O governo e o imposto geral de consumo e o Jornal de legislação.
Noticias de Odemira
ReligiãoFestas religiosas
Em data de 23 diz-nos o nosso correspondente: A miséria, occasionada pela falta de cereaes, continua em grande escala por estes sitios; tanto que, em alguns casaes da Serra (freguezia de Santa Maria d'esta villa) sustentam-se unicamente a couve cosida.
Chegada
Justiça e ordem públicaMunicípio e administracção localChegadasCrimes
Regressou a esta villa o ex.mo juiz de direito d'esta comarca, que se achava com licença.
Feira
Economia e comércioPreçosFeirasPreços e mercados
A feira de porcos (denominada barreira) que annualmente se faz n'esta villa, a 21 do corrente esteve bastante concorrida, regulando o preço dos porcos por 1:700 reis a 2:200 reis a arroba.
Policia correccional
Economia e comércioJustiça e ordem públicaJulgamentosPrisões
Foi julgado em policia correccional de 19 d'este mez, Antonio Maria Annacleto, de Villa Nova da Milfontes, por ter chamado—Malsim— a um guarda d'alfandega d'aquelle ponto. Foi condemnado em 3 dias de prisão.
Cantella com a grammatica
Município e administracção localSociedade e vida quotidianaFalecimentosPobres e esmolas
Ha tempos morreu um cidadão na freguezia de . . . d'este concelho victima (segundo a declaração do facultativo da respectiva localidade) d'um adverbio que lhe atacou a cabeça!!! Pobre homem que tão martyrisado foi d'uma das partes da oração!... A terra lhe seja leve como acções bellas praticou durante a sua peregrinação n'este mundo.
Portimão
Cultura e espectáculoEducacção e instruçãoMeteorologia e fenómenos naturaisReligiãoSociedade e vida quotidianaAssociaçõesBeneficênciaFalecimentosLivros e publicaçõesNevePobres e esmolasVisitas pastorais
Em data de 8 do corrente diz-nos o nosso correspondente: No Jornal de Beja n.º 10, n'esse neopagão litterario, que ha pouco se apresentou ostentosamente protector das provincias Algarve e Alemtejo, appareceu um escripto de um guidum, algarviense, que vendo no Bejense n.º 360 a nossa noticia, subio á sua cadeira (sem ser da verdade) e de lá despeja sobre nós toda a sua bilis, e em voz altisonante, apoda-nos de psendonolidarbla, officio so perseguidor lo clero d'esta diocese, e tudo o mais, que o orgasmo de humores lhe suggeriu. Coitado! Foi infeliz, e se tivesse feito uso de capacetes de neve, antes d'escrever, havia de ser mais comedido e dar-nos toda a razão. Assim arengou infructiferamente, porque a lógica ilepolmÕeS pela qual s. s. é já conhecido só serve para os que estão em falso terreno, como s. s., ou para ás turbas inexpertas. Para nós apezar de rachatlicos na intelligencia, nada colhe a sua palinodia, e quasi que estamos como os pequenos a dizer-lhe "gabate cesta que logo vais á vindima" pois bem sabe que o louvor em boca propria é vituperio. Para crermos, que nalgumas parochias d'esta provincia se conduzem os mortos ao cemiterio da maneira que relatamos ao Bejense, não é preciso ver. É facto sabido por todos, e até pelo discreto escriptor (visto, que nós não passamos nem podemos passar de simples e humilde noticiarista), que a nosso ver, assiste urbi et orbi a todos os enterros, com a caridade, que o personifica, afim de ver prestar aos mortos todas as alterações e ceremónias lithurgicas. Mostra porem s. s. muita graça, quando nos diz que queria que lhe dissessemos, que vimos o cadaver entrar a cavallo no cemiterio. Os cadaveres não entram a cavallo n'alguns cemiterios, mas entra o jumento ou cavalgadura que os conduz como um fardo qualquer. Vimos os factos e commentamo'-os, não por os julgarmos insólitos, mas porque os estranhamos em 1867. Asseverar s. s., que todos os parochos n'esta diocese prestam a devida attenção aos mortos, e observam todas as praticas lithurgicas é tirar o mérito a quem o tem: é baralhar o bom com o mau; é medir a todos pela mesma rasa. Que lho agradeça o clero sisudo e honesto. Noticiamos aquelle facto pouco decoroso para uma cidade, e agora apontamos outro. No verão esteve uma defuncta 3 dias em casa, porque a família a que pertencia não tinha jumento para a conduzir ao cemiterio. Não era uma ovelha do seu rebanho? Era sim; mas pobre! Não stigmatjsamos portanto o clero algarviense, fustigamos sim os que não teem caridade e todos os que aviltarem a nobre classe, a que pertencem. Salvamos as honrosas excepções, e salvalas-emos sempre, porque essas teem direito a ser acatadas e respeitadas, como são. A sociedade actual não é a d'ha 30 annos: hoje felizmente está mais instruida, e por isso não lhe passam desapercebidos os deveres inherentes a cada membro da sociedade. Chamamos a attenção do ex.mo bispo d'esta diocese, para que os seus delegados fizessem substituir o systema da conducção dos mortos á sua ultima morada d'uma maneira mais propria e mais decente. Insistimos até no nosso proposito, e pedimos p[ilegível]